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Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos. Provérbios 16:3

segunda-feira, 25 de março de 2013

Débora, uma mãe em Israel

“... até que eu, Débora, me levantei, levantei-me por mãe em Israel” (Jz 5.7).


Algumas pessoas são líderes improváveis. Superficialmente, elas parecem não ter as características que geralmente associamos com grandeza e poder. Davi, por exemplo, era um jovem pastor de ovelhas, um sonhador que escrevia cânticos e tocava harpa – qualidades geralmente não procuradas quando você escolhe alguém para derrotar inimigos. No entanto, Deus o chamou não apenas para ser um homem de guerra mas também rei de todo o Israel. Por quê? Porque Davi tinha algo mais importante do que habilidade militar ou sangue real. Ele tinha fé em Deus.

Na época dos juízes, uma mulher chamada Débora tornou-se líder de Israel. Pelos nossos padrões, ela também era uma candidata improvável para essa tarefa tão relevante. A Bíblia fala pouco sobre suas credenciais, a não ser que era esposa e mãe (Jz 4.4; Jz 5.7), o que não a qualificava para dirigir um país. Porém, Débora tinha a mesma vantagem que Davi: ela tinha fé em Deus.


Numa época em que Israel andava aos tropeços e cada homem fazia aquilo que parecia certo aos seus próprios olhos (veja Jz 17.6; Jz 21.25), Deus escolheu uma mulher de grande fé que estava disposta a segui-lO em obediência.


As Escrituras dizem que Débora era uma profetisa, significando que Deus lhe falava e ela transmitia Sua Palavra ao povo. Ela era uma juíza, portanto, julgava as pessoas que vinham até ela para resolver suas contendas. Naturalmente, ela também era esposa e mãe.


Seu feito mais conhecido ocorreu quando os israelitas clamaram a Deus por libertação depois de vinte anos de opressão sob o jugo de Jabim, rei de Canaã. O poderoso Jabim tinha 900 carros de ferro e governava a partir de Hazor, no Norte de Israel. Débora, que vivia no Sul, fora de Jerusalém, nas regiões montanhosas de Efraim, convocou Baraque, da tribo de Naftali, da região de Hazor. Quando Baraque chegou, Débora corajosamente transmitiu-lhe o plano de Deus: “Porventura, o Senhor, Deus de Israel, não deu ordem, dizendo: Vai, e leva gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom? E farei ir a ti para o ribeiro Quisom a Sísera, comandante do exército de Jabim, com os seus carros e as suas tropas; e o darei nas tuas mãos” (Jz 4.6-7).


Baraque estava disposto a obedecer, mas insistiu que Débora fosse com ele. Ela concordou, porém disse a Baraque que assim ele cederia a uma mulher a honra de capturar Sísera.
 
Naquele dia Deus sustentou Israel, como Débora sabia que Ele faria. O Senhor enviou uma chuva torrencial que inundou o ribeiro Quisom e fez com que a armada aparentemente invencível de Sísera atolasse na lama. Este fugiu e foi engodado por Jael, outra mulher, que cravou uma estaca de tenda em sua cabeça e o matou. Dessa maneira, Deus libertou Israel.
Mais tarde, Débora escreveu um belo cântico (Jz 5) que exalta a Deus e revela muito sobre sua própria pessoa. Ela era uma mulher de profunda fé e grande discernimento espiritual. Havia avaliado a sombria situação de seu país com perspicácia (Jz 5.6-7), compreendeu o motivo da decadência (idolatria, v.8) e assumiu a responsabilidade pela nação (vv. 7,12). Ela tinha tanta autoridade que, quando convocou Baraque, ele veio imediatamente sem questionar sua autoridade ou suas instruções. Débora é a única mulher na Bíblia que não apenas governou Israel como também deu ordens militares a um homem, e isso com a bênção de Deus.

Quando ela mandava reunir as tropas, esperava que elas se apresentassem. Aos que ignoravam o chamado, ela amaldiçoava: “Amaldiçoai a Meroz, ...amaldiçoai duramente os seus moradores, porque não vieram em socorro do Senhor” (Jz 5.23). Débora provavelmente não conseguia entender por que esses combatentes de Israel tinham tão pouca fé em Deus.

Por um lado, Débora aparentava ser uma mulher “dura” no confronto, mas também parecia extremamente maternal. Somente uma mãe que se importa com seus filhos pensaria em descrever a mãe de Sísera aguardando ansiosamente que seu filho voltasse para casa, preocupada com sua demora em voltar da batalha (v.28).

É interessante observar que não há evidência bíblica de que Débora tenha usurpado a autoridade masculina. É triste dizer que, provavelmente, existia pouca autoridade masculina fiel a Deus naqueles dias. Israel estava em condição espiritual tão lamentável que Deus envergonhou a nação daqueles dias depositando o mais alto cargo de liderança nas mãos de uma mulher.

Hoje, vivendo em um mundo dirigido pelo sucesso e pelas realizações materiais, é fácil esquecer que Deus não deseja tanto as nossas habilidades, mas sim a nossa vontade, o nosso querer que vem da fé.

Podemos lembrar que a história das missões modernas está igualmente repleta de mulheres de grande fé a quem Deus colocou em posições de enorme responsabilidade. Nas selvas da Colômbia e da Venezuela, por mais de 50 anos, Sophie Müller implantou centenas de igrejas, até que o Senhor finalmente a levou em outubro de 1995. A sua autobiografia, publicada pela Missão Novas Tribos, é intitulada His Voice Shakes the Wilderness (A Voz de Deus Faz a Selva Estremecer).

Depois que Jim Elliot, Nate Saint e três outros missionários foram mortos no Equador pelas flechas dos índios Huaorani (Aucas) em 1956, duas mulheres os substituíram: Elisabeth Elliot, viúva de Jim, e Raquel Saint, irmã de Nate. A senhorita Saint ficou no Equador até sua morte em 1994, conduzindo os índios a Cristo, ensinando-os e ministrando-lhes a Palavra de Deus.

Baraque, sem dúvida, foi um ótimo militar, e seu nome está registrado em Hebreus 11 como homem de fé. Porém, ele mesmo teria capturado Sísera se tivesse confiado um pouco mais em Deus. Débora, por outro lado, era uma simples esposa e mãe, mas sua fé a tornou um vaso muito mais útil para o Senhor do que alguém poderia imaginar.

A Bíblia ensina que nosso tempo na terra é curto: “Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tg 4.14). Muitas pessoas podem abalar montanhas com suas credenciais e construir reinos com suas aptidões. Mas, no final, o que contará para a eternidade não será aquilo que realizamos com nossas habilidades, mas o que Deus fez através de nós por meio de nossa fé.

Texto de: Lorna Simcox


 
 

sexta-feira, 22 de março de 2013

A CEIA NO CÉU


Quando chegou a hora, Jesus e os seus apóstolos reclinaram-se à mesa.
E lhes disse: “Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes
de sofrer. Pois eu lhes digo: Não comerei dela novamente até que se
cumpra no Reino de Deus”. Lucas 22:14-16


Jesus usou a palavra “desejo” (epithumia) como substantivo e verbo. É
como se ele estivesse dizendo “Com desejo tenho desejado comer esta
Páscoa com vocês…”.

Deus tem desejos? O criador do universo e tudo que existe anseia
alguma coisa? Sim. Deus havia desejado comer uma certa refeição com
estes doze homens. Homens de pés e mãos sujos. Homens de corações
contaminados com egoísmo e inveja.

Homens que, apesar de protestos de inocência e bravura, em poucas
horas iam trair, negar e fugir. Todos. Por que Jesus desejou tanto
comer esta refeição com estes homens? Porque era a Páscoa. A refeição
que lembrava a libertação dos escravos.

Como estes homens precisavam ser libertos! Como nós precisamos!

A Páscoa lembrava um evento do passado. Deus libertou seu povo da
escravidão no Egito.

A ceia do Senhor, que está sendo instituída agora, antecipa um evento
futuro – quando todos os filhos do Reino estarão presentes, para
sempre, no Reino de Deus.

Este é o cumprimento pelo qual Jesus vai esperar.

Naquele Dia haverá outro banquete no qual irão participar todos os
salvos em Cristo Jesus (Lc 13:29; Apoc 19:7-9). Jesus vai estar lá
também lembrando sua última Páscoa.

Até então ele não celebrará mais a Ceia. Por quê?

Porque ele está esperando o dia em que vai poder celebrar com todos
nós, juntos no Céu.

Há uma pessoa pela qual ele morreu para que pudesse estar lá – você.

Não deixe seu lugar naquela mesa vazia. Jesus está lhe esperando. Tem
alguma coisa que você precisa fazer para que a espera dele não esteja
em vão?

Tem alguma pessoa que você conhece que pode deixar de estar lá
naquele dia, naquele banquete? Tem algo que você pode fazer ou falar,
para que ela saiba o quanto Jesus quer ela lá também?

Meu Senhor e Salvador, ninguém compreende um amor tão grande como o
seu. Mas, preciso tentar. Obrigado por essas palavras que revelam o
quanto Jesus pode amar um pecador como eu e o quanto Ele anseia a
minha salvação. Em nome do seu Filho eu oro. Amém.

Oremos: Deus santo e venerável, nenhum de nós merece o sacrifício que
Jesus fez por nós. Mas, ele já fez e está esperando por nós para
comemorar o grande dia em que estaremos todos reunidos na sua Grande
Casa. Dê-nos a devida urgência para que não percamos esta bênção que
foi reservada para nós e tantos outros filhos queridos do Senhor. No
nome dAquele que nos aguarda na eternidade, oramos. Amém.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Formas de Vencer a Amargura

 
Quando um sentimento doloroso é arrastado pelo tempo é sinal de que a cura interior ainda não aconteceu.

Textos - I Reis 2.1-6 e - Hebreus 12:15

Há pessoas que têm guardado mágoas em seus corações por mais de vinte anos e estas mágoas criaram raízes profundas, ao longo desse tempo, assumindo parte ou totalidade do caráter e comportamento dessas pessoas. Rejeições e traumas são experiências dolorosas que criam o ambiente fértil para que raízes de amargura sejam geradas, com profundidade, nos corações das pessoas.

Exemplos: Um filho adulto guarda mágoa do pai desde a infância por causa de uma palavra dita impensadamente diante de seus amigos ou o caso de uma esposa que não perdoa o marido por algo que ele fez de errado na lua de mel. Estes são exemplos de raízes de amargura ou ressentimentos que se estabeleceram e se desenvolveram com o tempo porque nenhuma providência foi tomada no sentido de cortar o mal pela raiz.

O que é ressentimento?

É sentir de novo todas as emoções ruins provocadas por uma mágoa guardada no coração e enraizada pelo tempo. É sentir profundamente, estar magoado, ofendido, ferido, afligido, triste, desgostoso, angustiado.

Ressentir é trazer á tona momentos ruins dolorosos, inacabados, uma sensação de amargura, raiva ou vingança. É ficar contemplando cenas de um passado doloroso, através de imagens mentais; Reviver com as mesmas sensações fatos que nos causaram mágoas.

Esses sentimentos ruins tendem a ficar escondidos no coração de tal maneira que as pessoas não percebem de imediato. Todos acham que está tudo bem, mas um dia os frutos amargos são produzidos e ninguém mais deseja estar próximo de uma pessoa com raízes de amargura.

A mágoa plantada no coração é como um veneno que você toma e espera que o outro morra (mas quem está se envenenando é você!). Há pessoas que vivem no veneno. Li, já faz um bom tempo, sobre a história de Amós e Andy, apresentada num programa de televisão nos Estados Unidos. Andy estava muito chateado porque um colega sempre que o via dava-lhe um tapa no peito como forma de saudação. Aquilo deixava Andy furioso. Um dia ele teve a idéia de vingança e colocou uma bomba no peito, por baixo da roupa para destruir a mão do colega no momento que repetisse aquela brincadeira desagradável. O problema é que Andy esqueceu que não só a mão do colega seria destruída, mas o seu próprio coração e vida.

Ressentimentos causam isolamento social e quebra de relacionamentos.

(Pv 18:19) "O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte;

Construímos muros emocionais ao nosso redor quando somos feridos por alguém. Ficamos fechados no intuito de guardar nossos corações e preveni-lo de futuras feridas.

Como medida de ataque usamos o silêncio vingativo, ficamos isolados do convívio de determinadas pessoas, barrando a aproximação de todos que nos magoaram, negando-lhes o acesso a nossa vida até que nos paguem tudo o que nos devem.

Ressentimentos e mágoas estão diretamente associados com outros problemas comportamentais: rejeição, vergonha, sentimento de indignidade, auto-compaixão, insegurança, contenda, dissensão, ira, ódio e vingança. Todos esses sentimentos negativos provocam doenças: úlceras, palpitações, taquicardia, pressão alta, enfarto, insônia, artrite, dores de cabeça, doenças de pele, etc.

O ressentimento é uma cadeia que lhe prende às emoções negativas, impedindo seu crescimento na fé e espiritualidade. É também uma cadeia que lhe prende ao passado , impedindo-lhe de ser e ver o que Deus deseja para você hoje.

A Bíblia nos dá um exemplo sobre o ressentimento na vida de um homem que durante toda a sua existência foi exemplo de uma pessoa emocionalmente equilibrada, mas que um dia se deixou abater por mágoas. O rei Davi quando estava velho, já para morrer, deu algumas ordens a seu filho e sucessor Salomão e também mencionou sobre Joabe, pedindo a seu filho que se vingasse por ele e não deixasse Joabe morrer em paz. I Rs 2:1-6

O grande problema do ressentimento é a falta de perdão. A falta de perdão bloqueia as bênçãos de Deus sobre nossa vida. Veja que não se trata de Deus não querer abençoar, mas de que a falta do perdão impede de que as bênçãos cheguem até nós.

(IS 59:1) "EIS que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir."

(IS 59:2) "Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça."

Se perdoamos somos perdoados, se não perdoamos não somos perdoados.

Mt 6:14,15 – Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.

Se retemos o perdão satanás alcança vantagem sobre nós. A falta de perdão nos mantém em escravidão – Se não perdoarmos seremos entregues aos espíritos atormentadores.

II Coríntios 2:10,11
– A quem perdoais alguma coisa, também eu perdôo; porque, de fato, o que tenho perdoado (se alguma coisa tenho perdoado), por causa de vós o fiz na presença de Cristo; para que satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.

Recomendações bíblicas para lidar com os ressentimentos

É importante que cada um saiba que não podemos evitar totalmente um trauma suas conseqüências imediatas, tais como uma mágoa ou ira. Mas, somos nós que escolhemos viver ou não o resto da vida com estes ressentimentos e mágoas.

A Bíblia Sagrada aponta várias providências para evitarmos que este mal venha nos destruir.

O exemplo de Perdão de José do Egito

Você pode ter como exemplo a vida de José, onde seus irmãos lhe intentaram o mal, porém Deus abençoou José grandemente, chegando a ser o braço direito de Faraó. E José não se vingou de seus irmãos no momento em que teve a oportunidade, mas pelo contrário, os perdoou e os ajudou.

Vejamos a seguir algumas preciosas recomendações bíblicas para lidarmos com os ressentimentos:

Confissão e Arrependimento

 
Há muitas pessoas em nosso meio que precisam muito mais de arrependimento e confissão de pecados do que tratamento psicológico. Suas vidas estão superlotadas de lixo. São portadoras de enfermidades físicas e diversos problemas emocionais porque guardam sentimentos maldosos para com outras pessoas. Podem ser totalmente curadas quando estiverem dispostas a confessar seus pecados e a ministrar o perdão.

(SL 32:3) "Quando eu guardei silêncio, secaram os meus ossos...."

(1JO 1:9) "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça."

Você deverá tentar descobrir, com uma auto-análise, a existência de mágoas ocultas, necessidades insatisfeitas, emoções reprimidas, que muitas vezes lhe impedem de alcançar vida social equilibrada. Saiba que não acontecerá a cura enquanto as lembranças penosas não forem localizadas e tratadas com oração e confissão.

A importância da confissão - No jornal Lexington Herald-Leader (EUA) de 23/09/84 já trazia um artigo afirmando que a confissão, sem levar em conta o que possa fazer para a alma, faz bem para o corpo. Estudos mostram de modo convincente que as pessoas que confiam a outras seus sentimentos e segredos perturbados ou algum evento traumático, em lugar de suportarem sozinhas os problemas, são menos vulneráveis às moléstias.

Dr. James Pennebaker , da Escola de Medicina Johns Hopkins diz, em The Journal of Abnormal Psichology, que há benefícios para a saúde quando nossos segredos mais penosos são compartilhados com os outros. Ele diz ainda que o ato de confiar em alguém protege o corpo contra tensões internas prejudiciais que são o castigo por levarmos um fardo emocional, como, por exemplo, um remorso reprimido. Os fatos foram também confirmados por pesquisas recentes da Universidade de Harvard. (A Cura das Memórias - David A Seamands, pág.48)

2 – Não se ponha o sol sobre a vossa ira - Ef 4:26 e Sl 4:4 - A regra geral é que não podemos dormir com mágoas no coração. As mágoas não podem ficar dentro de nós até o dia seguinte. Temos que resolver o problema antes de dormir, liberando perdão a quem nos ofendeu.

3 - Perdoar não é sentimento, é decisão - A Palavra de Deus não diz para perdoarmos, quando sentimos vontade; pelo contrário, ela nos ordena a perdoar como forma de decisão e não por sentimentos. Trata-se de uma obediência ao mandamento do Senhor. Saiba que enquanto não perdoarmos, nossas emoções estarão presas, por isso temos que tomar a decisão de perdoar, para que haja a libertação de nossas emoções.

Antes de tomarmos a decisão de perdoar, estamos debaixo do poder de escravidão do pecado. Após tomarmos a decisão de perdoar teremos a comunhão com o Senhor restaurada e a Graça fluirá suficientemente para nos libertar de toda raíz de amargura (rejeição, ressentimento, ira, contenda, dissensão, mágoas e vinganças). Quando o perdão for consumado, nossas emoções serão gradativamente libertas e a sensações de alívio e paz serão restabelecidas em nosso ser.

4 – Temos que Perdoar como Deus Perdoa. Deus não traz de volta um pecado que foi perdoado.

Isaías 43:25 – Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim dos teus pecados não me lembro.

Essa história de que “perdôo mas não esqueço” não é perdão. Não devemos ficar lembrando do que já se perdoou. Não fique revivendo a cena ruim. Não esteja ruminando o sentimento de mágoa de um fato preso ao passado. Libere perdão e continue a vida.

(Lm 3:21) "Disto me recordarei na minha mente; aquilo que me dá esperança."

Cl 3:13 – Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou assim também perdoai vós

- Saiba que o perdão é o Machado que Deus coloca à disposição de todo homem para cortar as raízes de amargura.
- Perdoar é imitar o Senhor Jesus, rasgar o escrito de dívida contra nosso próximo.
- Perdoar é deixar que Deus ame a outra pessoa através de nossa vida
- Somente o Amor cobre uma multidão de pecados ( I Pe 4:8) e o Amor não se ressente do mal. I Co 13:5.

Baruk Há Shem! Shalom Adonai!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Pais de Adolescentes

 



Para desenvolver este estudo é preciso levar em conta pelo menos duas coisas:

Primeiro: Que estou diante de pais e mães de adolescentes que educaram seus filhos até agora adotando princípios bíblicos em seus lares.

Segundo: Que seus filhos entraram na adolescência respeitando-os e seguindo exemplos inspirados na vida cristã que os pais vivenciam no dia-a-dia.


O que quero dizer é que se nós pais falhamos nesta primeira fase, neste sentido, certamente agora teremos mais dificuldades em educar nossos jovens adolescentes para que sejam prudentes em suas, não muito distantes, tomadas de decisões e escolhas que terão que fazer muitas vezes sozinhos, distantes dos pais. Vamos ver o que a palavra de Deus nos revela em Provérbios 29:15 e 17. Diz a palavra de Deus: “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” “Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias a tua alma”.

Os filhos devem aprender com os seus pais. A Bíblia diz em Provérbios 1:8 “Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe.”
Se é bíblico é bom. Porém sabemos que afeto, carinho, amor, paciência, atenção etc., também são adjetivos que não podem faltar na criação de nossos filhos, os quais também são recomendações de Deus para todos nós. Precisamos disto sem desprezar aquilo, e assim colocar tudo em uma balança que se chama “equilíbrio”.

Veja que os versículos acima nos mostram como devemos tratar nossas crianças, entretanto é preciso entender que os nossos filhos agora, na fase da adolescência, estão entrando numa nova fase da vida, ou seja, estão se preparando para a fase adulta. Não são mais crianças. São adolescentes e já têm a capacidade de raciocínio, sendo assim, começam a agir pelo raciocínio não apenas pelo instinto. Por isso é hora de trocar a vara pelo diálogo, e é nesta hora que precisamos ser sábios para lidar com esta situação.

Mas como?

Primeiro: Precisamos entender que também já fomos adolescentes, mesmo que isto tenha sido há muito tempo. Que nem sempre, na nossa adolescência fomos tão compreensíveis com os nossos pais. Então antes de desprezá-los, rejeitá-los por alguma atitude errada que tomaram, é preciso muita paciência e sabedoria para não correr o risco de perder a proximidade e bom relacionamento dentro do lar exatamente no momento mais delicado de suas vidas. ( Pv. 15:1) A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.O Apóstolo Paulo escrevendo aos Efésios deixa uma recomendação para os pais: (Ef 6:4) E vós, pais, não provoqueis vossos filhos a ira, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.

Segundo: Precisamos entender também que o adolescente está passando por um período de muita insegurança, período em que nem ele mesmo se conhece, pois a adolescência é um tempo de bruscas transformações tanto no aspecto físico como também no psicológico, levando esses jovens a sofrer uma verdadeira crise de identidade, não bastasse os pais hora tratando-os como crianças, hora tratando como adultos.

Como isso se dá:

Não é raro presenciarmos cenas de pais de adolescentes que tratam seus filhos de maneiras diferentes dependendo da situação em que se apresenta. Explico: Na hora de cobrar seus deveres, tratam seus filhos adolescentes como adultos, impondo-os responsabilidades muitas vezes ainda não suportadas por eles. Na hora de conceder-lhes os direitos que têm como adolescentes, são tratados pelos pais como crianças e isso confunde mais ainda a cabeça dessas criaturinhas que tanto amamos. Ora, se nós que já somos maduros nem sempre sabemos como devemos agir diante das diversas situações que se apresentam, imaginem eles, que são peças centrais deste cenário de transformação.
Uma coisa é certa: Ao pesquisar várias fontes antes de preparar este estudo percebi que todos os autores especialistas que trataram deste assunto são unânimes em afirmar que nesta fase da vida a palavra de ordem é Comunicação. Esta palavra parece ser a chave que abre todas as portas para um bom relacionamento entre pais e filhos adolescentes. É nesta fase da vida que o jovem estar precisando aprender mais sobre a sua vida adulta e é lógico que este jovem percebe que a hora chegou. E ninguém melhor de que os próprios pais para ajudar na sua formação, por isso é indispensável a comunicação constante entre pais e filhos adolescentes. (citar o depoimento de uma adolescente)
 

Mas o que é comunicação?


Comunicação é o diálogo (não monólogo) entre duas ou mais pessoas em que se há compreensão do que se fala.

E como pode ser desenvolvida esta comunicação entre pais e filhos?

É preciso entender que nossos filhos cresceram e precisam ser tratados gradativamente como tais. Chegou à hora de dividirmos experiências.
 
- Precisamos nos envolver nas atividades de nossos filhos como se fossemos adolescentes como eles. Crescer juntos.
- Precisamos conquistá-los a cada dia para que eles possam ver em nós, além de pai ou mãe, um grande amigo, amigo de todas as horas.(mundos diferentes – individualismo) Comentar
- Precisamos encorajá-los nas suas tomadas de decisões, lógico, decisões que edifiquem, e não tomar as decisões por eles.
- Precisamos tirar as suas dúvidas nos mais diversos assuntos que certamente ele (o adolescente) terá. E é bom frisar que na hora de tirar essas dúvidas precisamos ser verdadeiros sempre e já mais omitir ou sair pela tangente nas nossas respostas.
Não perca a oportunidade de tirar as dúvidas dos seus filhos, pois certamente se o pai ou a mãe não fizer isto outra pessoa fará, e sabe-se lá como nossos adolescentes serão esclarecidos lá fora a respeito da vida.

Bom, mas para que tudo isso seja possível é preciso muita comunicação, e para que haja comunicação é preciso muita sabedoria dos pais, afinal estamos determinados a aproveitar da melhor forma possível esta fase tão importante da vida dos nossos filhos, onde estarão se preparando para andarem com suas próprias pernas. Vamos tomar o exemplo dos pássaros para nós mesmos.

Exemplo dos pássaros:

Vejam como os pássaros ensinam a seus filhotes voarem. Eles os acompanham nos seus primeiros vôos, mas não voam por eles nem tampouco interrompem esta tomada de decisão, apenas os acompanham. Na hora de alimentá-los já não colocam mais o alimento nos seus bicos, apenas facilita, estimulando seus filhotes se alimentarem sozinhos.

Em se tratando de seres humanos, tudo isso só é possível se houver muita comunicação. Portanto defino comunicação como a argamassa que junta pai e filho nesta fase da vida.
O próprio Jesus quando estava entre nós (quero dizer em carne) foi um homem que se utilizou muito da palavra para implantar seu ministério aqui na terra. E olhem que ele falava, mas também ouvia mesmo sendo ele conhecedor até dos nossos pensamentos. Veja o que o Rei Davi declara: (Tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai e serve-o de coração íntegro e alma voluntária; porque o SENHOR esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento. (I Crônica 28.9) Em muitas passagens Jesus tornava público o pensamento dos escribas e fariseus antes mesmo que a palavra lhes chegasse à boca. Vamos ver no Evangelho de Lucas 5: 22 o que diz: Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração?

Mas mesmo conhecendo todos os nossos pensamentos Jesus não impedia que aqueles que queriam o seguir e tinham dúvidas falassem, ouvindo-os com atenção: (podemos aqui citar vários momentos em que Jesus primeiro ouvia atentamente para depois ensinar e tirar as dúvidas daqueles que o buscava). (João 3:1... Na conversa entre Jesus e Nicodemos podemos ver isso claramente.)
E nós pais achando que já sabemos tudo, e que conhecemos nossos filhos tão bem, muitas vezes não paramos para ouvi-los. Antes mesmo que eles falem já repreendemos, julgamos, censuramos e condenamos sumariamente.

Por isto, num mundo moderno em que vivemos e que os meios de comunicação são os mais variados possíveis não será difícil encontrar uma maneira poderosa de manter sempre um diálogo aberto, franco e sincero com os nossos filhos.

Autor: Dilson Pereira Marrins

sexta-feira, 8 de março de 2013

Como Fortalecer a Família


Um renomado cientista disse certa vez que se houvesse uma guerra nuclear o primeiro que as pessoas fariam depois de passado o perigo seria procurar suas famílias.

Nós, não temos como deixar de observar a variedade de famílias em nossas congregações.

As famílias são importantes para nos ensinar e são importantes para Deus. Os Testemunhos nos dizem que os lares cristãos que vivem de acordo com o plano de Deus são Seus agentes mais eficazes para o avanço de Sua obra. Nossas famílias são símbolos da família celestial, para serem mostradas ao mundo, e para servirem de lições objetivas de como são as famílias que amam a Deus e guardam Seus mandamentos.


A história mostra o surgimento e queda de grandes sociedades antigas como as de Roma, Grécia e Egito. Quando as sociedades estavam no pico do poder e da prosperidade, as famílias eram fortemente estabelecidas e valorizadas. Quando a vida familiar enfraquece, não é valorizada e torna-se extremamente individualista, a sociedade começa a se deteriorar e fragmentar.


O coração da comunidade, da igreja e da nação é o lar. O bem-estar da sociedade, o sucesso da igreja e a prosperidade da nação dependem das influências do lar. A qualidade da vida familiar é extremamente importante para nossa felicidade e saúde mental como indivíduos.

Nos anos recentes a importância e estilo de vida da família e do lar têm sido questionados, mas a ação do pêndulo do mundo está passando para trás a importância de famílias fortes, que conhecem quais são as raízes da nação. Se esse for o caso, certamente nossa igreja deve tomar a posição de liderança na promoção de famílias cristãs fortes.

Muitos de nós não tivemos modelos ideais de como deveria ser a família cristã; então como podemos aprender? O modelo mais positivo que possuímos é a Palavra. Na verdade, é o único modelo verdadeiro e seguro. É a forma escolhida por Deus para transmitir Sua vontade a nossas famílias.


Interessei-me pelos resultados de um estudo realizado pelo Family Strengths Research Project (Projeto de Pesquisa do Poder da Família), em Oklahoma. O Cooperative Extension Service (Serviço de Extensão Cooperativa) auxiliado pelo agente do Home Economic Extension Service (Serviço de Extensão da Economia do Lar), em cada cidade de Oklahoma, trabalharam juntos para recomendar o que considero famílias especialmente fortes. Armados com materiais de diretrizes e de antecedentes, as famílias foram entrevistadas de forma abrangente.

Após o extenso material ter sido analisado, seis qualificadores se destacaram os quais pareciam exercer papel muito importante no fortalecimento e felicidade dessas famílias.

Se essas famílias foram consideradas como as mais destacadas em Oklahoma (essas tendência parecem ser as mesmas em um estudo nacional agora em andamento), então talvez deveríamos tirar tempo para examiná-las.
 
1. Passar tempo juntos – famílias que realizavam muitas atividades juntos. Esse tempo passado juntos não ACONTECIA POR ACASO. Eles FAZIAM acontecer. Mantinham-se unidas em todas as áreas da vida: refeições, recreação, culto e trabalho.
2. Bons modelos de comunicação – Passavam tempo conversando e ouvindo com atenção. O bom ouvinte transmite respeito. Se você me ouve, então eu o ouço. Em um dos seminários que realizei, sugeri uma forma de ajudar as pessoas a realmente ouvirem o que você diz, caso sinta que esse não está sendo o caso. Escreva uma nota e expresse seus sentimentos e então peça a seu cônjuge para ler essa nota quando você não estiver presente, dando-lhe assim atenção total. Após a reunião um senhor me procurou para me agradecer e dizer que iria tentar esse recurso. Ele disse: “Minha esposa nunca escuta o que eu digo; sinto como se ela estivesse falando com outra pessoa ao telefone e acenasse com a cabeça para mim dizendo: ‘sim, ouvi, continue ..., mas prossegue falando com a outra pessoa”. Ouvir é uma parte muito importante da boa comunicação.

3. Compromisso – Palavra impopular nestes dias. A maioria das pessoas não está disposta a comprometer-se de forma alguma, porém, essas famílias estavam profundamente comprometidas a promover a felicidade e bem-estar uns dos outros. Quando a vida se torna tão agitada que os membros da família sentem que não estão passando muito tempo juntos o quanto deveriam, sentam-se e preparam uma relação de atividades nas quais todos possam estar envolvidos. Com percepção crítica organizam as prioridades a fim de reservarem mais tempo livre para a família.

4. Elevado grau de orientação religiosa – Isso harmoniza com a pesquisa realizada nos últimos 40 anos, que demonstra relacionamento positivo entre a religião e a felicidade conjugal e relacionamentos bem-sucedidos na família. O compromisso se torna mais profundo ao freqüentarem a igreja e participarem das atividades religiosas. É o compromisso para com o estilo de vida espiritual. Este é descrito como a conscientização de Deus que lhes concedeu senso de propósito e de apoio e fortalecimento mútuos. Essa noção de comunicação com o Poder superior ajuda-os a serem mais pacientes uns com os outros, mais perdoadores, mais prontos a eliminarem a ira, mais positivos e mais incentivadores em seus relacionamentos. Em outras palavras, simplesmente viver o cristianismo na prática diária!

5. Capacidade de enfrentar as crises de forma positiva – As crises são tratadas de forma construtiva. De alguma forma conseguem ver na situação mais negra algum elemento positivo, não importa o quão diminuto seja e concentram-se nele. Aprendem a confiarem e a contarem uns com os outros. Eles se unem e não permitem que a crise os fragmentem.

6. Admiração – Essas famílias expressam muita admiração uns pelos outros. Eles se edificam psicologicamente e dão uns aos outros muitas impressões positivas. Não há quem não aprecie estar na companhia de alguém que o ajude a se sentir bem consigo mesmo! Algumas vezes o marido prefere o ambiente do trabalho porque seus colegas o fazem se sentir melhor em relação a si mesmo do que sua esposa – sente-se mais respeitado. Infeliz-mente, a esposa não tem essa mesma possibilidade do marido e se ele não demonstrar apreciação por ela sua auto-estima míngua e morre. O filho, muitas vezes prefere passar tempo com seus colegas porque estes não o criticam da forma que seus pais fazem. A afirmação pode ser um jogo divertido na família. Tente fazer isso no culto familiar. Cada um tece algum elogio a outro membro da família. Recentemente fizemos isso em nossa família – com nossos filhos adultos, netos – e fomos profundamente tocados.

Creio que podemos encontrar esses seis princípios na Palavra de Deus. Apreciaria convidar cada um de vocês a fazerem um novo compromisso hoje, de reorganizar seus valores e prioridades a fim de que nossas famílias sejam verdadeiramente “famílias de Deus”.

Autor: Artigo recebido por email

quinta-feira, 7 de março de 2013

É a Graça o Tempo Todo


A vida cristã é graça do princípio ao fim. O Deus de toda graça nunca cessa de derramar Seu favor sobre aqueles a quem Ele ama. Às vezes, Sua misericórdia pode estar velada, mas olhando para trás, fica claro que Ele nunca se esqueceu de ser bom.

Os crentes veem a graça divina no milagre de sua preservação. Considerando todos os germes e vírus em circulação, e as inúmeras possibilidades de acidentes, e os riscos das viagens, e os perigos de homens violentos, não é nada menos maravilhoso que a vida continue.

Pense na graça do Senhor em nossa orientação. Tantas pessoas para direcionar e, mesmo assim, Ele o faz com infinito cuidado e habilidade consumada, de forma que cada um possa dizer: “Ele teceu meu tempo com misericórdia e julgamento”.
E cada um possa dizer ainda: “Meu Jesus a tudo fez com perfeição”.

Às vezes, a rota é através de um deserto difícil, outras vezes é como um campo minado. Não obstante, em todos os capítulos da vida, Ele leva, com cuidado doce e incansável, o rebanho pelo qual verteu Seu sangue.

E, depois, há graça em provisão. O generoso Deus supre a cada uma das necessidades de Seus amados, de acordo com Suas riquezas inexauríveis em glória por meio de Cristo Jesus. Ele os alimenta com o melhor trigo e com mel da rocha, e lhes dá o alimento na época certa.
Sua providência se manifesta em Seu absoluto controle das circunstâncias e na maneira que dirige o tempo e a sequência correta dos eventos. 

Em Sua graça, Ele garante que nada acontece por acaso. Pelo contrário, Ele faz com que tudo funcione para o bem daqueles que O amam. Como Seus filhos são a menina de Seus olhos, Ele promete que nenhuma arma forjada contra eles prosperará e que toda língua que se levantar contra eles será condenada. Ele domina sobre a maldade dos ímpios para Sua própria glória e para o benefício de Seu povo.

Nunca a graça do Senhor brilha com maior esplendor do que em Seu perdão. Ninguém é capaz de medir suas dimensões. Pense no caso do rei chamado Davi. Primeiramente ele cometeu adultério com Bate-Seba, enquanto o marido dela, Urias, estava na guerra.
Quando Davi chamou este fiel guerreiro para que voltasse da batalha, o rei tentou arranjar as circunstâncias para que Urias parecesse ser o pai do bebê que sua esposa esperava.

Fracassando em sua empreitada, Davi divisou o sórdido estratagema de enviar Urias onde ele ficasse o mais exposto possível ao fogo do inimigo, e onde sua morte ocorresse com certeza. A imoralidade do rei e sua traição foram desprezíveis e não eram dignas de um monarca. Entretanto, assim que se arrependeu, ele ouviu as palavras libertadoras: “O Senhor perdoou os teus pecados”. Foi este tipo sobrenatural de perdão que levou Samuel Davies a escrever o seguinte:

Grandioso Deus das maravilhas!
Teus caminhos demonstram Teus atributos divinos;
Mas as luminosas glórias de Tua graça
Brilham acima das Tuas outras maravilhas.
Quem é um Deus perdoador como Tu?
Ou quem tem uma graça tão rica e gratuita?
Transgressões enormes a perdoar!
Tanta culpa e tanto orgulho a tratar com indulgência.
Esta é Tua grande prerrogativa,
E ninguém poderá partilhar desta honra.
Quem é um Deus perdoador como Tu?
Ou quem tem uma graça tão rica e gratuita?
 
Nosso Deus dá Sua graça sustentadora a Seu povo em todo momento de necessidade. Ao enfrentarem uma cirurgia, os cristãos podem conhecer uma paz que vai muito além de seus recursos. Na doença, eles podem experimentar uma força que pode apenas vir dos braços eternos que os estão sustentando. Os mártires recebem uma coragem que não é deste mundo e que enfrenta o rifle e o fogo.

E Deus dá a graça da morte para os Seus quando o trabalho deles nesta terra está terminado, mas dá essa graça apenas naquele momento.
A maior demonstração de graça ocorreu quando Ele era rico além de nossa capacidade de calcular e Se tornou pobre além da medida para que os pecadores indignos pudessem ser enriquecidos além da imaginação.

Foi inexprimível a graça que orou no Calvário: “Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem”.
Foi a graça divina que moveu Deus a enviar Seu Santo Espírito de volta àquela mesma cidade em que Seu Filho encarnado havia sido morto pouco tempo antes.

Como Deus é Aquele que derrama a incomparável graça, o salmista podia dizer com sua clássica afirmação, um tanto modesta, que os pensamentos do Senhor com respeito a Seu povo são mais numerosos que as areias do mar, e que a fidelidade do Senhor chega até às nuvens. Os crentes podem ficar inteiramente felizes porque Deus não os tem tratado com base nos pecados deles, nem os tem punido de acordo com as iniquidades deles. “Suas misericórdias não têm fim; a cada dia se renovam”.

Esta é a graça sem limites da vida natural até à vida espiritual e depois à vida eterna. E será o tema do louvor para todo o sempre.

segunda-feira, 4 de março de 2013

A Beleza que Vem de Deus

 
 
Maquiagem, cirurgia plástica, botox. É a moda do estica, puxa e disfarça para se adequar ao padrão de beleza criado por homens. Mas nada disso garante uma beleza genuína e duradoura. A verdadeira beleza vem de Deus. É algo interno que vem para fora e se reflete na aparência.
 
Quando nos aproximamos mais de Deus e buscamos nos encher mais do Espírito Santo até mesmo nossa aparência muda. Não é que Deus esteja preocupado com a aparência física ou que saia por aí modificando a aparência de todo mundo que estiver insatisfeito (porque se você for perguntar para alguém que você ache lindo, até essa pessoa tem algo em si de que não gosta, o ser humano é insatisfeito) não é isso, pois aos olhos do Pai todos são belos, mas é que é impossível se aproximar de Deus, se encher do Espírito Santo e não sair melhor até mesmo fisicamente.
 
“E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai trazia as duas tábuas do testemunho em suas mãos, sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois que falara com ele.” Êxodo 34:29
 
Depois de passar 40 dias e 40 noites conversando com Deus, Moisés desceu do monte e o seu rosto brilhava. Não é que Deus tenha colocado algo nele para fazê-lo brilhar propositalmente, mas a presença de Deus é tão Gloriosa, é tão cheia de poder, Graça e luz que era impossível à Moisés permanecer ali sem ser modificado, sem receber esse diferencial. Todos viam Moisés brilhar, sua pele estava diferente das outras pessoas.
Quando você fica mais perto de Deus, seu interior muda (seus pensamentos, atitudes, comportamento), mas muda também sua aparência. Já ouvi várias pessoas ao darem testemunho mencionando que conhecidos diziam que eles estavam mais bonitos depois que se converteram e que não entendiam o porquê.
 
“Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça.” Romanos 5:20
 
Certa vez ouvi a seguinte frase “quero me desgastar na obra de Deus”. No momento até não entendi muito bem e pensei “vai ficar acabada logo”, depois observando o comportamento de duas pessoas, Deus me fez entender que quem se desgasta na obra, Ele conserva a pessoa até mesmo na aparência. Absurdo? Não, afinal da mesma forma que é impossível se aproximar do sol sem se queimar, também é impossível se aproximar de Deus sem receber graça, sem receber esse “brilho”
.
 
Um das pessoas que observei é um pastor, uma pessoa séria que foi se dedicando cada vez mais à obra. Preocupado com o povo, trabalhando muito, se consagrando sempre, numa busca incansável por mais de Deus. Uma pessoa que tinha todos os motivos para ficar com uma aparência envelhecida mais cedo, mas sabe o que houve? Quem o viu a um ano atrás e o vê hoje se surpreende, está rejuvenescido. Com um ar natural, uma aparência jovem e saudável.
 
Não estou dizendo que ele parece estar vinte anos mais jovem, não é isso. Mas está muito bem e sem plásticas ou cremes “milagrosos”. Quanto mais ele se chegou à Deus e buscou com afinco fazer a obra crescer e se alegrou com as vidas salvas, mais Deus o conservou.
 
A outra pessoa que observei é também um pastor, mas é alguém que já perdeu o primeiro amor (à Deus), não faz as obras que fazia, não se importa com o povo e não há mais sinceridade em seu coração. Tornou-se uma pessoa fingida que prega por dinheiro e faz só o necessário para manter o status e enganar a quem puder. Certo dia, percebi que esse pastor estava se acabando, ficando com uma aparência cansada do nada e parecendo mais velho rapidamente.
 
Estranhei o fato, porque o conheço bem e sei que não havia motivo aparente para isso, nenhum problema, uma vida regalada, saúde perfeita e nenhum trabalho em excesso. Infelizmente algumas pessoas vivem no pecado achando que podem trilhar dois caminhos ao mesmo tempo, vivem mentiras, fazem a cama na lama e se deitam com a desculpa de ser “ungido de Deus”.
 
 Resultado: Esse pastor está se acabando cada vez mais(mesmo usando recursos como cremes etc) e se afundando no pecado. Se para quem se aproxima de Deus a aparência muda, o que acontece quando a pessoa se afasta? A aparência muda também. Já vi pessoas entrarem na igreja de um jeito e saírem libertas com um aspecto completamente diferente, mais leve, mais bonitas.
 
“Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada.” Provérbios 31:30
 
A bíblia diz que enganosa é a beleza porque o homem tende a tirar conclusões pela aparência de uma pessoa. Um exemplo disso é Samuel ao ungir o novo rei:
 
“E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o SENHOR o seu ungido. Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.” 1 Samuel 16:6-7
 
Vã (sem valor) é a formosura, porque beleza passa e não quer dizer nada. A essência de uma pessoa bela pode ser avessa à aparência. O tempo passa para todos, ninguém escapa. O problema não é querer ter uma boa aparência, o problema é o excesso disso. O desespero em lutar contra os sinais do tempo que em algum momento não poderão ser mais evitados. A indústria da beleza cresce da vez mais, sempre há alguma novidade avançada para tratamento estético. Não estou dizendo para você não fazer nada e deixar se cuidar, não é isso. Entenda bem, estou dizendo que talvez você esteja buscando a beleza errada e da forma errada.
 
Não adianta você se desesperar, porque o tempo não vai voltar e você não terá dezoito anos novamente, nem o melhor cirurgião plástico consegue isso. Pessoas que insistem na beleza imposta pelo mundo, na beleza de um padrão que muitas vezes não fica nem bem à todos,vivem frustradas porque nunca alcançam o nível desejado, estão sempre insatisfeitas.
 
Muito cuidado com o comprimido milagroso para emagrecer, a pílula que faz nascer cabelo em uma semana, injeções que você não tem certeza do que é, mas que prometem acabar com as rugas em duas sessões.
 
“O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate.”Provérbios 15:13
 
Nada contra você cuidar, o problema é querer comprar numa clínica uma beleza que só Deus pode dar. A beleza que joelhos dobrados e um coração quebrantado podem te dar.
 
 
Na bíblia, percebi dois tipos de beleza e quero compartilhar com você.
A beleza vazia:
“E havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afia, filho de um homem de Benjamim; homem poderoso.
Este tinha um filho, cujo nome era Saul, moço, e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele; desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo.” 1 Samuel 9:1-2
Não havia, porém, em todo o Israel homem tão belo e tão aprazível como Absalão; desde a planta do pé até à cabeça não havia nele defeito algum.” 2 Samuel 14:25
 
Saul e Absalão, segundo a bíblia, eram homens belos. Saul foi escolhido rei porque o povo queria alguém como rei sobre eles para ser iguais aos outros povos. Certamente o povo esperava alguém alto e forte e nada menos do que isso. Pois bem, Deus deu o rei que eles tanto queriam e visualmente supriu as expectativas do povo. Como sabemos, Saul se desviou de seguir ao Senhor, ou seja, a beleza dele sem Deus o que era? Nada.
 
De que adiantava um rei belo, mas sem o Espírito de Deus? De nada adiantava. Creio que até sua fisionomia já não era mais a mesma, pois passou a ser atormentado por um espírito maligno.
Absalão também era um homem belo, mas afastado de Deus, portanto vazio. Tentou usurpar o trono de seu pai Davi.
A beleza de Deus:
 
“Então mandou chamá-lo e fê-lo entrar (e era ruivo e formoso de semblante e de boa aparência); e disse o SENHOR: Levanta-te, e unge-o, porque é este mesmo.” 1 Samuel 16:12
 
“E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos de carne do que todos os jovens que comiam das iguarias do rei.”Daniel 1:15
 
“E ponha o rei oficiais em todas as províncias do seu reino, que ajuntem a todas as moças virgens e formosas, na fortaleza de Susã, na casa das mulheres, aos cuidados de Hegai, camareiro do rei, guarda das mulheres, e dêem-se-lhes os seus enfeites.” Ester 2:3
 
“Chegando, pois, a vez de Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu (que a tomara por sua filha), para ir ao rei, coisa nenhuma pediu, senão o que disse Hegai, camareiro do rei, guarda das mulheres; e alcançava Ester graça aos olhos de todos quantos a viam. E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens; e pôs a coroa real na sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti.” Ester 2:15-17
 
Davi era belo como seus irmãos, mas o que fez Deus o escolher foi seu coração. A beleza que vem de dentro, permanece e exala. Daniel foi escolhido junto com jovens de boa aparência, mas o que o destacou não foi sua beleza mas sua fé, ao fim de dez dias sem as iguarias do rei estava com o semblante melhor do que os que haviam provado do manjar real. Por que? Porque se consagrou mais a Deus, buscou mais e Deus era com ele a ponto de deixar-lhe ainda melhor mesmo sem as iguarias do palácio.
 
Ester foi levada junto com outras tantas moças formosas, a bíblia não diz que ela era mais bonita de todas, que se destacava das outras por ser a mais bela, mas diz que ela alcançava graça aos olhos de todos que a viam. Alcançava graça! Era a presença de Deus com ela e não a beleza dela.
 
Até porque ela poderia se vangloriar por ter sido escolhida pela beleza e não pela vontade de Deus. Ester era temente à Deus, e no momento certo foi corajosa ao falar com o rei sem ser chamada. O rei a amou mais do que todas não porque era a mais bonita, mas porque Deus deu graça à ela.

É algo a mais do que beleza, algo que atrai as pessoas. Um diferencial.

 
 
Há muitas pessoas bonitas, mas beleza não quer dizer nada. Beleza do corpo acaba. A beleza que importa à Deus é essa:
 
“Considerando a vossa vida casta, em temor.
O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos;
Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. 1 Pedro 3:2-4
 
Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis.” Provérbios 31:10
 
“A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos.” Provérbios 12:4
 
A Palavra de Deus nos diz que a mulher virtuosa (disposição constante de praticar o bem e evitar o mal, castidade, força, valor, coragem) é a coroa do marido, não diz que é a mulher bonita. Porque beleza é vã.
Uma pessoa fica mais bonita quando ela busca à Deus, deseja fazer a vontade do Pai e se enche do Espírito Santo. Parece que Deus lhe acrescenta em graça e ela se torna irresistível aos olhos de quem a vê. Não importa a idade, uma pessoa pode ser bonita aos quarenta, cinquenta ou noventa anos, porque o corpo envelhece com as marcas do tempo mas a alma permanece bela e rejuvenescida pelo Espírito de Deus.”
“E agora eis que o SENHOR me conservou em vida, como disse; quarenta e cinco anos são passados, desde que o SENHOR falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; e agora eis que hoje tenho já oitenta e cinco anos; E ainda hoje estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força então, tal é agora a minha força, tanto para a guerra como para sair e entrar.” Josué 14:10-13
 
 
 
Texto de:Ana Lucia Salles.

sábado, 2 de março de 2013

A IMPORTÂNCIA DO CULTO DOMÉSTICO




Leitura Bíblica : Salmos 78. 1-8





Texto Áureo



"Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele" Provérbios 22.6.



Verdade Prática



"O culto doméstico, além de desenvolver na criança o princípio da adoração a Deus, sedimenta em nossos filhos os verdadeiros valores morais".



Introdução

Ouvimos sempre que o lar deve ser um pedacinho do céu; mas será que o nosso lar tem sido pelo menos uma Igreja em miniatura? Deus tem espaço em nossa casa? Afinal, quem é dono desta casa? Devemos sempre nos lembrar de que sem Deus nossa família não é família e sim um aglomerado de pessoas sem disciplina e sem esperança. Façamos, pois de nosso lar uma casa de Deus na terra, onde
Deus dita nosso comportamento e nos faz exemplo de família que foi planejada por ele próprio.PAIS CONSCIENTES DO SEU DEVER
Os pais devem avaliar cotidianamente sua família e ver em que se deve mudar para que seu lar seja morada do Espírito Santo.
 

Os principais erros cometidos pelos pais:

· Excesso de conforto material, cuidados e mimos que resultam em uma fraqueza de caráter.
· Super-proteção que torna os filhos indefesos, dependentes e medrosos diante das pessoas, das situações do dia a dia e da vida. Para crescer de forma sadia, a criança precisa experimentar um pouco mais das frustrações e limites próprios da realidade.
· Pais ausentes física ou emocionalmente desenvolvem nos filhos sentimento de abandono, de indiferença e personalidade fria de sentimentos.
· Filhos acostumados a submeterem seus pais a suas próprias vontades podem se transformar em pessoas egoístas, sem senso de limites às regras da civilidade, ao respeito às autoridades ou aos mais velhos.
· Ausência de conversa sobre assuntos de família, política, religião e falta de diálogo sobre os problemas da criança, desenvolvem seres analfabetos quanto a temas de sobrevivência atual.
· A preocupação de alguns pais em somente ter, em detrimento do ser, leva os filhos a desenvolverem o mesmo problema. Acabam se transformando em pessoas cegas para os verdadeiros valores da vida.
· Da mesma forma, pais viciados em drogas, cigarro ou Álcool, por mais que digam ser isso errado, com suas atitudes autorizam que seus filhos desenvolvam os mesmos vícios.
 
PAIS NEGLIGENTES


Quanto ao Relacionamento:

Inclinam-se a não ter tanto apoio amoroso, como o controle sobre seus filhos. Revelam uma atitude descuidada e imatura, reagindo forte demais quando um filho os pressiona ou os irrita. Tendem a isolar-se de seus filhos recorrendo em demasia a babás, para atender a suas atividades egoísticas. As crianças que são vistas como perturbação, "passam a serem apenas vistas, e não mais ouvidas" Quando estão em casa, geralmente não estão ouvindo ou prestando atenção à seus filhos.

As Quatro Razões da Negligência

A) A alta taxa de divórcio: As estatísticas mostram que existem mais de treze milhões de crianças em lares de pais separados nos EUA. A maioria dos divórcios requer que os pais trabalhem fora, tendo assim menos tempo para o desenvolvimento emocional de seus filhos. É muito difícil para esses pais, dispensarem tempo para ouvi-los e contatá-los. Entretanto, não é impossível.


B) O Crescimento do Número de Mães na Força do Trabalho: Mais de 50% das mães, hoje, estão trabalhando fora. As pressões econômicas e a forte ênfase no argumento de que as mulheres não se realizam nos lares, têm elevado este índice assustadoramente. Sob esses fatores, as mães estão freqüentemente menos acessíveis a seus filhos.
 

C) Excesso de Horas Vendo Televisão:Hoje, em cada cinco famílias, quatro possuem pelo menos um aparelho de TV. O problema com a televisão é que, embora as pessoas estejam fisicamente juntas em uma sala, há muito pouca interação significativa e emocional entre elas. Quando os pais negligenciam seus filhos por televisão ou outra atividade, as crianças têm uma perda emocional equivalente à morte de um genitor. Freqüentemente os filhos se sentem culpados, e crêem que são tão maus, que os pais não tem prazer em estar com eles. Isto reduz na criança o senso do valor próprio.
 

D) Uma sociedade cada vez mais móvel: Muitas famílias estão se mobilizando, migrando para os grandes centros, abandonando seus parentes, suas raízes sociais, tentando assim alcançar a auto-realização. Esta mobilidade priva as crianças do tempo com os pais, bem como do apoio emocional e da facilidade dos contatos com amigos e parentes do endereço anterior. Entretanto, mesmo, que tenhamos de nos mudar, ainda podemos prover para nossos filhos o acesso emocional. Isto pode ser feito separando-se um tempo diariamente para estar com cada um dos filhos, ou juntos como família.


Quanto aos Atos e Afirmações:

· Faça sozinho. Você não vê que ... "
· Não! Já tenho compromisso para hoje à noite. Peça à tua mãe para te ajudar."
· O problema é seu. Eu tenho de ir trabalhar."
· Que droga! Vocês crianças, não podem tomar mais cuidado com as coisas?"
Quanto às Reações nos Filhos:

· Rudeza e desprezo tendem a ferir o espírito da criança, resultando em rebelião.
· O desprezo ensina a criança que ela não é digna de que se perca tempo com ela.
· A criança fica insegura, por sentir que seus pais são imprevisíveis.
· Ela poderá não criar respeito por si mesma, por não ter sido respeitada e não ter aprendido a controlar-se.
· Promessas não cumpridas abatem o espírito da criança e rebaixam sua própria valorização
· A criança tende a ir mal na escola por falta de motivação.
 
A IMPORTÂNCIA DO CULTO DOMÉSTICO


No Livro de Gênesis, Cap. 3 e no Salmo 128, encontramos o valor da adoração a Deus no lar. Deus deseja que, em cada lar, haja um ambiente espiritual que honre e glorifique o seu nome.
A maioria dos pais crentes não têm percebido a necessidade da adoração no lar, imaginando que só a igreja local atende às necessidades espirituais de sua família. Mas isso é um engano. Meditemos um pouco no assunto.
Deus quer estar presente no lar
No primeiro lar, Deus estava presente. Deus visitava; Deus falava; Deus orientava o primeiro casal; Enquanto obedeceram à voz de Deus, havia um culto maravilhoso no lar edênico. Porém, quando desobedeceram, Satanás prevaleceu. Hoje, acontece a mesma coisa: Deus no lar: Harmonia, paz, amor.Deus fora do lar: falta de amor, ciúmes, contendas , brigas; desunião.
 

Com Deus no lar, A família é feliz.
 

O Pai de família é feliz, Sl 128.1· Ele teme a Deus e anda nos seus caminhos... Adora a Deus; reparte felicidade com os seus; é companheiro e amigo dos filhos e da esposa, ajudando-os a serem bons crentes; Ele ama a esposa e dá exemplo aos filhos.Tem cuidado e zelo pela família, I Tm 5.8. A mãe, esposa e mulher é feliz, Sl 128.3ª Ela é comparada a uma Árvore Frutífera: Dá fruto, dá sombra, dá abrigo, dá aconchego; A árvore precisa ser cuidada, isto fala de amor, zelo, afeto, carinho; é diligente, Pv 31.27, é virtuosa, Pv 31.10,11; É admirada e elogiada pelo esposo e pelos filhos, Pv 31. 28,29. Os Filhos são abençoados, Sl 128.3b. São comparados a plantas de oliveira: Dão fruto: Ver Gl 5. 22,23; dão azeite (unção do Espírito Santo); dão sombra (amparo, abrigo contra o desconforto). As plantas precisam ser regadas, cuidadas, da mesma forma, os filhos precisam de amor, cuidado, afeto, tempo, diálogo, etc. Outrossim, com Deus há prosperidade no Lar Cristão, Sl 128.2, 4-6; Dt 28. Prosperidade em tudo, Sl 1.1-3; bênção na cidade, Dt 28.3a; bênção no campo, Dt 28.3b-4; bênção na vida doméstica, Dt 28.5,8; bênção dentro e fora de casa, Dt 28.6; Sl 121.8; bênção diante dos inimigos, Dt 28.7; Sl 23.5; bênção na parte financeira, Dt 28.12.
 

A ADORAÇÃO A DEUS NO LAR É MANDAMENTO DE DEUS (Dt 11.18-21)


Os pais devem ter a palavra no coração, Dt 11.18, porque do coração procedem as saídas da vida, Pv 4.21,22; Jesus disse que a boca fala do que o coração está cheio, Lc 6.45; afirma também a Bíblia que a morte e a vida estão no poder da língua", Pv 18.21; os pais devem ter a palavra de Deus nas mãos, Dt 11.18. As mãos devem ser usadas de acordo com a Palavra de Deus todos os dias; o toque das mãos pode conduzir bênçãos juntamente com a palavra. Jacó abençoou os netos, tocando neles, Gn 48.8-10; 13-16. Os pais devem ensinar a palavra cuidadosamente, Dt 11.19. Ensinar assentado em casa, andando pelo caminho; durante o dia; e também à noite, especialmente no culto doméstico.
 

O Valor do Culto Doméstico.
 

Conta-se que um dos mais conhecidos pregadores na história da Inglaterra foi Ricardo Baxter. Quando ainda jovem, foi chamado a pastorear uma grande igreja, cujos membros eram ricos e instruídos. Achou-os todos frios e carnais, e, por isso, ficou desapontado e desanimado. O jovem pregador dizia: O único meio de salvar a igreja e a circunvizinhança é estabelecer a religião nos lares, levantando em cada família, um altar.
 
 Passou três anos trabalhando, visitando as casas, disposto a estabelecer o culto doméstico em todos os lares. Atingiu nisto um grau admirável, e o ambiente nos lares foi a base do movimento que encheu a igreja de ouvintes e iniciou o glorioso ministério de sua vida. Baxter provou que, para a igreja, o altar familiar nos lares dos membros é indispensável.
 
 A família Wesley tinha 19 filhos, mas nunca se acharam demasiadamente ocupados, aponto de não poderem realizar o culto doméstico. Gozavam de tão grandes bênçãos nestas reuniões, em ler a Bíblia e orar que, às vezes cem vizinhos se congregavam nas divisões da humilde casa, para ajoelharem-se com a família perante o trono de Deus. Eram horas perdidas? Não; muito pelo contrário, eram os alicerces do grande avivamento mundial que acompanhou o ministério do grande pregador João Wesley e seu irmão Carlos que se tornou o hinólogo do movimento Metodista. A importância do culto doméstico e a instrução das crianças é tão importante que Cortland Myers relata que conhecia dois irmãos, que alguns anos depois da morte do pai, resolveram vender a velha casa onde se criaram.
 
Os dois voltaram juntos para ver a casa de novo. Andavam pela varanda, quando um deles parou, e disse: Roberto, não podemos vender a casa. O outro também parou e respondeu: Como é interessante; resolvi a mesma coisa neste instante, quando olhei para esta cadeira e me lembrei como papai se assentava nela e lia a Bíblia, no culto doméstico.
 
 É a cadeira que rodeávamos de joelhos, enquanto papai nos dirigia, ao elevarmos a Deus em oração. E, ali, aqueles dois irmãos se ajoelharam ao lado da velha cadeira e arrependeram-se com muitas lágrimas.
 
Saíram de lá salvos e depois sempre viveram para Deus, e contribuíram para a sua obra. O culto doméstico deve ser feito diariamente, e deve durar de 10 a 15 minutos apenas; o roteiro pode variar: Cânticos de corinhos ou de hinos que todos gostem; leitura de pequeno trecho da Bíblia: cada dia, um membro da família ler; ou todos lêem alternadamente os versículos (isso ajuda a participação maior); um comentário rápido e significativo pode ser feito, enfatizando os pontos, aplicando-os à vida da família; pedidos de oração: cada um pede por seus problemas e pelos outros; a oração pode ser feita por uma só pessoa ou todos podem orar um após os outros.
 

OBSTÁCULOS AOS CULTOS DOMÉSTICOS.
 

1º) Desencontros dos horários da família: O pai trabalha em um horário; a mãe trabalha em outro; os filhos saem cedo para a escola; horários desencontrados;


2º) Fadiga: o trabalho e os estudos em excesso conspiram contra o culto doméstico;

3º) Pouca importância: muitos passam horas e horas diante da TV, mas não encontram tempo para o culto doméstico.
Tudo isso dificulta mas não deve ser usado como desculpas para a não realização do culto doméstico. O Inimigo pode agir nessas coisas.
É preciso colocar o culto doméstico como prioridade no lar. Só traz bênçãos para a família. Os obstáculos podem ser vencidos com o poder do Espírito Santo e o esforço de todos, principalmente dos líderes do lar (Pai e mãe). A Bíblia diz que há tempo para todo propósito, Ec 3.1; e ainda diz que podemos tudo naquele que nos fortalece, Fp 4.13.
 

CONCLUSÃO
 

A adoração a Deus no lar precisa ser valorizada. A avalanche de pecados que são jogados contra os lares, especialmente através da mídia (TV, rádio, literatura pornográfica, etc...) só pode ser derrotada com a família unida em torno do altar da adoração a Deus. É melhor desligar o altar da televisão e acender o Altar da Adoração.
PAI E MÃE: não dêem desculpas que agradem ao inimigo. Realizem o culto doméstico com seus filhos. Que Deus nos abençoe, Nm 6.24-26.

Texto extraído do site da Assembleia de Deus de Limeira SP.


10 RAZÕES PARA O CULTO DOMÉSTICO

1. Porque nos dispõe para enfrentarmos as tarefas diárias com um coração mais alegre, torna-nos mais fortes para o trabalho, mais dedicados ao nosso dever e predispõe-nos a glorificar a Deus em tudo que fizermos. Ler Colossenses 3.17.

2. Porque nos dá força para enfrentarmos o desânimo, as decepções, as adversidades inesperadas e as frustrações com que nos deparamos. Ler Hebreus 2.18.
 
3. Porque nos torna mais cônscios, no decorrer do dia, da presença reconfortante do Deus que nos ajuda a vencer pensamentos impuros e outros inimigos quaisquer, que porventura vierem atacar-nos. Ler Filipenses 4.4-7.

4. Porque o culto doméstico suaviza as asperezas do relacionamento no lar e enriquece grandemente o convívio em família. Ler Efésios 6.1-9.

5. Porque esclarece os mal-entendidos e tende a aliviar as tensões que por vezes invadem o ambiente sagrado do lar. Ler Romanos 12.9-11.

6. Porque o culto doméstico ajuda a manter na fé os filhos que saem de casa, afastando-se da influência dos pais. Na maioria dos casos, é o culto doméstico que mais tarde irá determinar a salvação de filhos de lares crentes. Ler II Timóteo 3.15-17.

7. 7. Porque ele poderá ter influência sadia e santa sobre as pessoas que possam estar visitando a família. Ler Romanos 14.7-9. 8. Porque o culto doméstico reforça o trabalho pastoral e, além disso, estimula em muito a participação na Igreja. Ler Romanos 15.6-7.

8. Porque o culto doméstico faz de um lar exemplo e estímulo a outros lares, para que tenham a mesma vida de devoção e adoração a Deus. Ler Atos 2.46,47.

9. Porque a palavra de Deus ensina que devemos fazer o culto doméstico. Ao obedecermos a Deus, estamos dando honra àquele que é o doador de todo o bem e fonte de toda a benção.
 
10. Ler Romanos 12.1,2.

Pastor Napoleão Falcão