Web Radio Gospel Da Covilha - ((( Portugal))) Sua Amiga De Todos As Horas



Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos. Provérbios 16:3

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Pensando Biblicamente sobre o Aborto

Alguns defensores do aborto afirmam que suas crenças têm a Bíblia como base. Eles afirmam que a Bíblia não proíbe o aborto. Eles estão errados. A Bíblia, de fato, proíbe enfaticamente a morte de pessoas inocentes (Êxodo 20:13) e considera claramente o nascituro como sendo um ser humano digno de proteção (21:22-25).
Jó descreveu graficamente a forma como Deus o criou antes de ele nascer (Jó 10:8-12). O que estava no ventre de sua mãe não era algo que poderia tornar-se Jó, mas alguémque era Jó—o mesmo homem, só que mais jovem. Para o profeta Isaías, Deus diz: “Assim diz o SENHOR, que te criou, e te formou desde o ventre, e que te ajuda” (Isaías 44:2). O que cada pessoa é, e não apenas o que ela pode se tornar, esteve presente no ventre de sua mãe.
Salmo 139:13-16 pinta um retrato vívido do envolvimento íntimo de Deus com uma pessoa antes de seu nascimento. Deus criou o “interior” de Davi, não no nascimento, mas antes do nascimento. Davi diz ao seu Criador, “tu me teceste no ventre de minha mãe” (versículo 13). Cada pessoa, independentemente de sua filiação ou deficiência, não foi fabricada em uma linha de montagem cósmica, mas criada pessoalmente por Deus. Todos os dias de nossas vidas são planejados por Deus antes de virmos a ser (versículo 16).
Meredith Kline observa: “O que há de mais importante a respeito da legislação do aborto na lei bíblica é que não há legislação nenhuma. Era tão inconcebível que uma mulher israelita pudesse desejar um aborto que não havia necessidade de mencionar esse crime no código penal”. Tudo o que se precisava para proibir o aborto era o mandamento “Não matarás” (Êxodo 20:13). Todo israelita sabia que o nascituro era uma criança. Assim como nós sabemos, se formos honestos. Nós todos sabemos que uma mulher grávida está “carregando uma criança”.
Toda criança no ventre é obra de Deus e faz parte do seu plano. Cristo ama essa criança e provou isso, tornando-se semelhante a ela - ele mesmo passou nove meses no ventre de sua mãe.
Assim como os termos criança e adolescenteembrião e feto não se referem a seres não humanos, mas a seres humanos em diferentes estágios de desenvolvimento. É cientificamente incorreto dizer que um embrião humano ou um feto não é um ser simplesmente porque ele está em uma fase mais prematura do que uma criança. Isso é a mesma coisa que dizer que uma criança não é um ser humano, porque ele ainda não é um adolescente. Será que alguém se torna mais humano quando cresce? Se assim for, então os adultos são mais humanos do que as crianças, e os jogadores de futebol são mais humanos do que os jóqueis. Algo que não é humano não se torna humano ou mais humano ao ficar mais velho ou maior; tudo o que for humano é humano desde o início, ou não é humano de jeito nenhum. O direito à vida não aumenta com a idade e o tamanho; caso contrário, as crianças e os adolescentes teriam menos direito de viver do que os adultos.
Uma vez que reconhecemos que os nascituros são seres humanos, a questão sobre o seu direito de viver deve ser resolvida, independente da forma como foram concebidos. É desigual a comparação entre os direitos das mães e os direitos dos bebês. O que está em jogo na grande maioria dos abortos é o estilo de vida da mãe, em oposição à vida do bebê. Nesses casos, é justo que a sociedade espere que um adulto viva temporariamente com um inconveniente, se a única alternativa é matar uma criança.
Os defensores do aborto desviam a atenção da grande maioria dos abortos (99%) ao colocarem o foco sobre o estupro e o incesto por causa do fator simpatia. Eles dão a falsa impressão de que a gravidez é comum nesses casos. No entanto, nenhuma criança é um “produto desprezível de um estupro ou incesto”, mas sim uma criação de Deus única e maravilhosa feita à sua imagem. Para uma mulher vitimizada, pode ser muito mais benéfico ter e carregar uma criança do que saber que uma criança morreu em uma tentativa de reduzir o seu trauma.
Quando Alan Keyes se dirigiu aos alunos do ensino médio em uma escola em Detroit, uma menina de treze anos de idade perguntou se ele faria uma exceção para o estupro em sua posição pró-vida. Ele respondeu com esta pergunta: “Se o seu pai estuprasse alguém, e nós o condenássemos por esse estupro, vocês acham que seria certo se, em seguida, nós disséssemos: ‘OK, pelo fato de seu pai ter sido culpado do estupro, nós mataremos você?” A classe respondeu: “Não”. Quando lhe perguntaram por que uma garota teria que passar por uma gravidez, quando algo tão horrível aconteceu com ela, com sabedoria, ele fez a seguinte analogia:
Vamos supor que os Estados Unidos se envolvessem em uma guerra quando você tivesse 19 anos. E, sabemos que, em guerras no passado, tivemos um recrutamento e as pessoas de sua idade eram recrutadas e enviadas para a guerra, certo? Então você teria que ser enviada. Você teria que viver em um campo de batalha. Você teria que arriscar a sua vida. E muitas pessoas, de fato, arriscam suas vidas, vivem em dificuldades todos os dias e, no final, elas morrem. Por quê? Elas estavam defendendo o quê? Nosso país e a sua liberdade. Elas tiveram que passar por dificuldades pela causa da liberdade, não é mesmo.
O princípio da liberdade é que nossos direitos vêm de Deus. Você acha que é errado pedir que as pessoas façam sacrifícios para manter o nosso respeito por esse princípio? ... Só que eu não acredito que seja certo pegar essa dor e torná-la pior... você sabe o que eu acrescento se eu permitir que se faça um aborto? Estou acrescentando o peso daquele aborto. E, em algum momento, a verdade de Deus que está escrita em seu coração retorna a você. E você é ferido por essa verdade.
Portanto, eu não acho justo, nem para a criança e nem para a mulher, deixar que esta tragédia tire a vida de ambos, a vida física da criança e a vida moral e espiritual da mãe. E nesta sociedade, eu acho que fazemos um mal terrível a ambos, porque não temos a coragem de nos posicionarmos a favor do que é verdadeiro. (ProLife Info Digest, 2 de fevereiro de 2000)
Em seu livro, Victims and Victors [Vítimas e Vencedores], David Reardon e associados trazem a experiência de 192 mulheres que ficaram grávidas como resultado de estupro ou incesto. Acontece que quando as vítimas da violência falam por si, a opinião delas sobre o aborto é quase unânime e exatamente o oposto do que a maioria poderia prever: quase todas as mulheres entrevistadas disseram que se arrependeram de abortar seus bebês concebidos através de estupro ou incesto. Dentre as mulheres que deram uma opinião, mais de 90 % disseram que desencorajariam outras vítimas de violência sexual a fazerem abortos. Nenhuma das que deram à luz uma criança expressou arrependimento.
A imposição de pena de morte ao filho inocente de um agressor sexual não traz nenhuma punição ao estuprador e nenhum benefício para a mulher. Criar uma segunda vítima nunca desfaz o dano causado à primeira. O aborto não traz a cura para uma vítima de estupro.
Os discípulos de Cristo não conseguiram entender como as crianças eram valiosas para ele, então eles repreendiam aquelas pessoas que tentavam trazê-las para perto dele (Lucas 18:15-17). Porém Jesus disse: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus”. Ele considerou as crianças como parte do seu reino, e não uma distração.
A visão bíblica sobre os filhos é que eles são uma bênção e uma dádiva do Senhor (Salmo 127:3-5). No entanto, a cultura ocidental trata as crianças como obrigações. Temos de aprender a ver todas as crianças como Deus as vê, e devemos agir em relação a elas conforme ele nos manda agir. Devemos defender a causa do fraco e do órfão; manter os direitos dos pobres e dos oprimidos, salvar os fracos e os necessitados e libertá-los dos ímpios (Salmo 82:3-4).
Cristo afirmou que tudo o que fazemos, ou deixamos de fazer, aos filhos de Deus que são mais fracos e vulneráveis, nós fazemos, ou deixamos de fazer, a ele. No julgamento, “O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25:40).

Autor: Randy Alcorn30 de Janeiro de 2014 - Vida Cristã

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PERDÃO É LEMBRAR SEM SENTIR DOR





Quando a Bíblia diz que Deus perdoa e esquece não está dizendo que Deus tem amnésia.
 Nem nós temos.
 É impossível apagar da memória das cenas de dor. 
Elas vêm à nossa mente querendo nós ou não. 
Porém, quando perdoamos, cancelamos a dívida. 
Quando perdoamos, zeramos a conta. 
Quando perdoamos, lembramos sem sentir dor.

                                                                                    Hernandes Dias Lopes.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Um Casamento que Glorifica a Deus


         Existem certas coisas neste mundo que não podem ser vistas, mas que podem ser ilustradas ou demonstradas de alguma forma:
       * Eletricidade: você não pode vê-la, mas experimente colocar o dedo na tomada e perceberá que ela realmente existe;
        * Oxigênio: tente prender a respiração por apenas cinco minutos e verá não só que o oxigênio existe, mas que você precisa dele para viver;
        * Gravidade: jogue uma agulha de cima de um prédio e ela cairá (não tente pular do prédio, pois as conseqüências podem ser ruins).

         A Palavra de Deus nos mostra que existem certos aspectos da vida cristã que também não podem ser vistos, mas que podem ser demonstrados. E a relação entre Cristo e a Igreja é uma delas!


"Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, 23-pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. 24-Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. 25-Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela 26-para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, 27-e para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável. 28-Da mesma forma, os maridos devem amar cada um a sua mulher como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. 29-Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, 30-pois somos membros do seu corpo. 31-or essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. 32-Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja. 33-Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito. "  Efésios 5.22-33

         Deus deseja ilustrar no casamento uma relação única que existe entre Cristo e a Igreja. Nenhum outro tipo de relacionamento representa tão intimamente esta união. Nem mesmo o amor entre mãe e filho é tão íntimo quanto o casamento, pois apenas marido e mulher formam “uma só carne”. Portanto, se os casados querem cumprir seu propósito neste mundo de glorificar a Deus com suas vidas, precisam ter um casamento que reflita a união entre Cristo e a Igreja. Tanto o marido como a esposa têm a sua participação nisso, embora de formas diferentes.

1. As esposas glorificam a Deus refletindo a submissão da Igreja à Cristo (vv. 22-24).

 
"Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor,"  Efésios 5.22

         Quando o texto bíblico acrescenta a expressão “como ao Senhor”, está colocando um padrão altíssimo para a mulher. Ela deve ser submissa ao marido da mesma forma em que deve estar debaixo da autoridade do próprio Cristo.
         Este tipo de submissão não é devida apenas ao marido. Todas as pessoas devem ser submissas a todas as autoridades, pois a Bíblia afirma que toda autoridade procede de Deus. É Ele quem concede autoridade ao presidente, aos governadores, aos juízes, ao seu patrão, etc. Por isso, aqueles que têm problemas em se submeter a elas, demonstram ter problemas em se submeter à autoridade do próprio Deus.
         Por outro lado, a mulher que se submete ao marido demonstra ter um coração submisso ao próprio Cristo, e, neste sentido, sua vida manifesta o tipo de submissão que a Igreja deve ao Senhor. Deus é glorificado por isso, pois Sua autoridade é exaltada por mulheres que voluntariamente se sujeitam ao marido por reconhecerem, por detrás dele, a autoridade que vem do próprio Deus.
         Em seguida, Paulo mostra porque a submissão da mulher ao marido é algo tão importante: porque representa a submissão que a própria Igreja deve a Cristo.

"23-pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. 24-Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos."  Efésios 5.23-24

         Ser submissa não significa ser inferior ao homem, ou que a mulher tem menos valor dentro da família, mas sim que, dentro do lar, o marido foi colocado por Deus como sendo a autoridade final. E podemos perceber que submissão não é sinônimo de ser inferior dentro da Trindade. Temos três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Os três são igualmente Deus, mas, no entanto, existe uma hierarquia de autoridade entre Eles, na qual o Pai está acima. O fato de Jesus estar abaixo nesta hierarquia não significa que Ele é menos Deus, ou menos importante.
         Todos os seres humanos são iguais perante a lei. Não existe alguém que tenha mais valor do que outro. No entanto, existe diferença de autoridade entre as pessoas. Um juiz, como pessoa, possui o mesmo valor do que eu, mas por causa de sua função, ele tem autoridade sobre mim, e eu devo me submeter a ele.
         Diante disso, podemos chegar às seguintes conclusões práticas:
  • Depois que o marido tomar uma decisão final (após uma conversa com a esposa), a esposa deve acatar a decisão sem crítica negativa ou rebeldia.
  • a mulher não deve tentar mandar no marido de forma indireta, através de chantagem emocional (lágrimas) e usando o sexo como arma.
  • é sábio que o marido tome as decisões junto com a esposa. Porém, em caso de divergência, a decisão final é do marido;
  • mulheres, consultem seus maridos antes de tomar uma decisão;
  • evite criticar de maneira errada as decisões do marido;
  • fale para seu marido aquilo que você espera dele como líder, não espere que ele adivinhe sua vontade;
  • não se rebele diante das decisões de seu marido, a menos que tenha um motivo bíblico.

2. Os maridos glorificam a Deus refletindo o amor de Cristo pela Igreja (vv. 25-33).

 
"Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela"  Efésios 5.25

         O texto bíblico nos mostra que o padrão de Deus para os maridos também é altíssimo. Eles devem amar suas esposas da mesma forma que Jesus amou a Igreja. E o amor de Cristo se manifestou por nós especialmente através de Seu sacrifício na cruz em nosso favor.
         A Bíblia nos mostra que o sacrifício de Jesus pela igreja teve um objetivo. Ele foi feito com o propósito de santificá-la, para aperfeiçoá-la.

"26-para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, 27-e para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável."  Efésios 5.26-27

         No verso 28, Paulo diz: “Assim também os maridos devem amar a sua mulher”. Isso significa que, de certa forma, Deus espera que o amor dos maridos se manifeste em sacrifício que produza crescimento e santificação na vida das esposas. Os maridos são, portanto, pastores de suas esposas.
         O sacrifício que Deus espera dos maridos em relação às suas esposas não é de qualquer natureza. Existem maridos que se sacrificam no trabalho para dar boas condições financeiras para a esposa. Existem aqueles que se empenham em satisfazer a esposa emocionalmente, socialmente ou sexualmente. Porém, a Bíblia ordena que os maridos cuidem de suas esposas espiritualmente. O sacrifício, de acordo com o texto, é para produzir santificação.
         Maridos, não vale a pena conquistar o mundo (negócios) e perder a sua esposa e família. Dedique tempo à sua esposa. Não precisa ser horas do seu dia, mas planeje-se para sempre ter tempo para ela.
  • proporcione tempo para que sua esposa busque a Deus;
  • lidere espiritualmente o seu lar (orações, conversas, culto doméstico, etc);

Veja algumas sugestões práticas:

  • Tempo de sofá: Pode ser apenas quinze a vinte minutos do seu dia para se sentar com sua esposa e perguntar como foi o dia dela e ouvi-la.
  • Tempo devocional: o marido também é o líder espiritual da família. Separe um tempo para orar e ler a Bíblia com sua esposa para que vocês possam crescer juntos.

         Assim como Cristo ama a Igreja, que é o Seu corpo, nós devemos amar nossa esposa, pois ela é o nosso corpo. A Bíblia diz que quando nos casamos ocorre a união mais profunda entre dois seres humanos: os dois se tornam uma só carne. Também ensina que já não temos mais poder sobre o nosso corpo, pois ele pertence ao nosso cônjuge (1 Coríntios 7.4). Por isso, ao amar sua esposa, na verdade, estará amando a si mesmo:

"Da mesma forma, os maridos devem amar cada um a sua mulher como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, pois somos membros do seu corpo. "Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne." "Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja."  Efésios 5.28-32

         Ao fazer isso, estamos manifestando o amor que Cristo tem pela Igreja. A relação entre as duas coisas é tão íntima que Paulo começa o verso 31 falando do casamento e no 32 afirma estar se referindo, na verdade, a Cristo e à igreja. E a conclusão, em seguida é:

"Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito."  Efésios 5.33

         O seu casamento está sendo uma ilustração fiel do relacionamento entre Cristo e a igreja? Para que seja assim, é preciso investir no relacionamento. É preciso conversar, buscar a Deus (separados e juntos), orar, e praticar os princípios bíblicos.
         Que a glória do Deus invisível se torne visível às pessoas por meio do seu casamento.


Autor: Ivis Fernandes 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Bênçãos Para a Terceira Idade

SENHOR, ouve a minha oração, e chegue a ti o meu clamor.
Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia, inclina para mim os teus ouvidos; no dia em que eu clamar, ouve-me depressa.
Porque os meus dias se consomem como a fumaça, e os meus ossos ardem como lenha.
O meu coração está ferido e seco como a erva, por isso me esqueço de comer o meu pão.
Por causa da voz do meu gemido os meus ossos se apegam à minha pele.
Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como um mocho nas solidões.
Vigio, sou como o pardal solitário no telhado.
Os meus inimigos me afrontam todo o dia; os que se enfurecem contra mim têm jurado contra mim.
Pois tenho comido cinza como pão, e misturado com lágrimas a minha bebida,

Salmos 102:1-9

Os meus inimigos me insultam a toda hora; furiosos contra mim praguejam com o meu próprio nome. Por pão tenho comido cinza e misturado com lágrimas a minha bebida. 


Preâmbulo: Quero através desta mensagem que preparei com muito carinho, que coloquem bastante atenção principalmente as pessoas da terceira idade. Às vezes vejo pessoas da terceira idade desejando ter a saúde de um jovem: sem diabetes, pressão alta, reumatismo, sem perda de visão, sem perda de apetite. Deus quer Le dar outro tipo de benção, não esta saúde de jovens. Vejamos o que falou o sábio rei Davi, estando ele já na sua terceira idade. Neste Salmo 102 encontramos o mais puro retrato da terceira idade.

I - A DURA REALIDADE DA TERCEIRA IDADE

1. Artrites e Artrose: (v.3) Porque os meus dias, como fumaça, se desvanecem, e os meus ossos ardem como em fornalha. Estas enfermidades é o envelhecimento das articulações, começa nos 45 anos de idade, no meio da vida. Inflações muito dolorosas, principalmente nos membros de muito movimento e que suporta o peso do corpo, tais como as mãos e os pés respectivamente.

2. Mal de Alzheimer: (v.4) Ferido como a erva, secou-se o meu coração; até me esqueço de comer o meu pão. Por que a capacidade de lembrar começa a diminuir, seria bom anotar em um caderno os compromissos, os números telefônicos, os dias de aniversários dos parentes. O dia que tem que ir ao medico, o dia que tem que ir buscar a aposentadoria. 

3. Perda de peso: (v.5) Os meus ossos já se apegam à pele, por causa do meu dolorido gemer. É verdade que o apetite já não é o mesmo, mas faça um esforço para comer bem. Não comam comidas velhas requentadas, nem gordurosas, nem salgadas.

4. Solidão: (v.6) Sou como o pelicano no deserto, como a coruja das ruínas. Não se sinta sozinho, não diga que te abandonaram. Procure ser extrovertido, alegre, comunicativo. Faça visitas, faça compras, faça exercícios. Conte causos. Veja televisão. Faça ligações telefônicas. Não vá dormir tão sedo.


5. Insônia: (v.7) Não durmo e sou como o passarinho solitário nos telhados. O passarinho do telhado entra na tua cama bem gostosa, mas antes procure orar antes de dormir (não rezar), orar é dizer pra Deus com tuas próprias palavras, o que você sente, precisa. Diga pra Deus, vou dormir em Paz agora, por que tu me sustentas. Se quiseres tome um chá, mas evite tomar soníferos. Se passar mais de 40 minutos rolando na casa sem dormir, é melhor levantar-se e realizar alguma atividade até vir o sono.

6. Ameaças: (v.8) Os meus inimigos me insultam a toda hora; furiosos contra mim praguejam com o meu próprio nome. Procure não ter inimigos veja o que diz: Romanos 12.18 Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens

7. Saudosismo: (v.9) Por pão tenho comido cinza e misturado com lágrimas a minha bebida. Comer cinza é ficar sentindo saudade do passado. Os dias passados não são melhores que hoje. (Ec 7.10) Jamais digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Pois não é sábio perguntar assim. Tem pessoas que fazem do cemitério uma romagem, não precisa ir muito La, mas quando for não fique falando com o falecido. Tire as roupas do defunto da sua casa, seu chapéu, sua bengala, fique apenas com as fotos.


II - BÊNÇÃOS QUE PRECISAM OS DA TERCEIRA IDADE

1. Preciso dizer uma verdade que cura: O principal milagre que uma pessoa da terceira idade precisa, sabe qual é? A Fortaleza. Não somos irresponsáveis para ficar dizendo aqui que Deus vai te curar de todas as tuas doenças. O que pretendemos ensinar com esta palavra é que viva com sabedoria a tua velhice, sabendo que o envelhecimento é o processo de Deus para nos levar ao céu. (Ec 7.19) A sabedoria fortalece ao sábio, mais do que dez poderosos que haja na cidade. Jesus falou para Pedro (Lc 22.32) Eu, porém, roguei por ti, (Pedro) para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos.

2. Ter Esperança de morar no Céu: Todos devem saber que o Céu é o melhor lugar para cada uma de nós, mas estamos tão apegados as coisas da terra, aos familiares que no momento de ir, resistimos ao máximo. (Fp 1.23) Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Tem pessoas que não tem esperança de morar no Céu, viveram já 70, 80 anos da sua vida e não sabe para onde vai.


3. Ter Consolação pelas perdas de seres queridos: (1 Co 1.3,4) Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. 

4. Ter Graça para obedecer a quem cuida de você: (Jo 21.18) Em verdade, em verdade te digo que, quando era mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. Você tem que colaborar com as pessoas que te ajudam sendo bem bonzinho (a) sem gritar, comer toda a comida, tomar banho, andar cheirosinho (a).

5. Ter Sabedoria para viver equilibradamente: Sem ficar dizendo que esta morrendo, que não quer comer mais.  Sem ficar contando apenas penas, dores e pavores. Uma boa atividade para os da terceira idade é escrever aquelas lindas historia e experiência que vocês já tiveram.


6. Ter Atividades para se sentir útil: (Sl 92.14,15) Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor, para anunciar que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça.

7. Ter Deus te carregando no colo: (Is 46.3,4) Ouvi-me, ó casa de Jacó e todo o restante da casa de Israel; vós, a quem desde o nascimento carrego e levo nos braços desde o ventre materno. Até a vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até as cãs, eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei.

8. Ter um final de vida como Davi: (1 Cr 29.28) Morreu em ditosa velhice, cheio de dias, riquezas e glória. (Sl 37.25) Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.


Autor: Teófilo Karkle 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Respondendo à Crítica no Casamento


         Certa vez um homem estava procurando algo em cima do armário de sua esposa, quando descobriu uma caixa que ela vinha escondendo ao longo do casamento.  Abriu a caixa, e dentro achou três ovos, junto com trezentos reais.  Achou estranho, e perguntou para sua esposa:
        "Querida, por que esta caixa?  Por que você está guardando três ovos aqui?"
         Ela respondeu, "Cada vez que eu quis apontar alguma falha sua e você não me deu ouvidos,  eu coloquei um ovo na caixa."
         "Puxa" pensou o marido, contente consigo mesmo, "isso não é tão ruim.  Somente três ovos  em catorze anos de casamento!  Mas de onde vieram os trezentos reais?"
        "Bem", ela respondeu, "cada vez que consegui uma dúzia de ovos, eu os vendi."

         Não é fácil receber críticas.  Estremece nossa segurança, balança nosso bem-estar. Mesmo assim,  a maneira pela qual respondemos à crítica revela muito sobre quem somos--talvez mais do que queremos saber.  Nossa resposta à crítica determina se ficaremos estagnados, parados no tempo, ou se realmente vamos crescer individualmente e em nossos relacionamentos familiares.
         Talvez ninguém esteja escondendo ovos de você.  Mas será que você sabe receber críticas, e aproveitá-las para seu bem? Você coloca a crítica a seu serviço, ou se torna escravo dela?  Não é de surpreender o fato de que a Bíblia fala muito sobre este assunto; só o livro de  Provérbios menciona mais de 70 vezes esta marca da pessoa sábia, que sabe ouvir ensino, conselho, repreensão e...crítica!  Destes textos e outros podemos descobrir  três passos que devemos dar quando criticados, que farão nossos lares muito mais tranqüilos e sábios.                                                  
 

I.  Devemos OUVIR a Crítica que Recebemos

         Não adianta falar sobre qualquer outro passo a dar ou atitude a ter perante a crítica, antes de darmos ouvidos a ela. Muitas pessoas, talvez a maioria, nem chegam a esse primeiro passo. São os "sabe-tudo" que infelizmente precisam "pisar na bola" várias vezes antes de acordar para a realidade.
         Provérbios nos aconselha a OUVIR antes de responder à crítica:
 
"Responder antes de ouvir, é estultícia e vergonha" Provérbios 18:13"
  Ouvir  caracteriza quem quer crescer e aprender:

"Os ouvidos que atendem à repreensão salutar, no meio dos sábios têm a sua morada." Provérbios 15:31

"Ouve o conselho, e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir" Provérbios 19:20

         A crítica melhora nosso caráter, e  nos prepara para enfrentar novos desafios no futuro. Aponta defeitos que podem prejudicar nosso progresso. Aquele que não sabe receber críticas já parou de crescer!
         A crítica serve como as placas de advertência no trânsito. O semáforo amarelo nos adverte "Cuidado! Prepare-se para parar!"  Interpretamos "Cuidado! Se não você correr agora, será tarde demais!"  Ignorar as placas de advertência pode ser muito perigoso, especialmente no lar. Nenhum relacionamento fracassa de um dia para outro.  Sempre há luzes vermelhas que começam a piscar, nos advertindo de que algo está errado. Mas muitas vezes passamos correndo, prejudicando relacionamentos e a nós mesmos.

II. Devemos VALORIZAR a Crítica que Recebemos  

         Não é fácil, mas precisamos reconhecer que crítica é uma dádiva de Deus.  Mesmo quando a pessoa que nos critica não o faz por amor, a crítica serve para nos tornar mais sábios.  É um presente de Deus! Provérbios deixa este fato claro:

"Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos" Provérbios 27:6

"Como pendentes e jóias de ouro puro, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento" Provérbios 25:12

"O que repreende ao homem achará depois mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua" Provérbios 28:23

         Como já mencionei nesta coluna, anos atrás tive o privilégio de viajar para a África, para uma colônia de pessoas leprosas.  Vi os resultados trágicos daquela doença e aprendi a valorizar a dor. A lepra ataca o sistema nervoso, e a pessoa perde sua sensibilidade à dor. Mas ao invés de ser uma bênção (imagine não ter mais dor!), a ausência de dor leva a pessoa a ter feridas graves, perdendo dedos, braços e pernas porque não sente mais aquele alerta de que algo está errado no corpo. O fato é que a crítica dói, e ninguém gosta de dor. Fazemos de tudo para evitá-la. Mas quando fugimos da dor de crítica, corremos grandes riscos de estagnar o desenvolvimento de relacionamentos sadios, especialmente no lar. Precisamos aprender a receber correção, mesmo que doa, como sendo um ato de amor.

III. Devemos Responder Positivamente à Crítica que Recebemos

         A última resposta à crítica prova se ainda somos pessoas moldáveis ou se já estamos “petrificadas.” Chegamos ao momento da decisão.  O que faremos com a crítica que recebemos?Mais uma vez, Provérbios oferece conselho sadio:

"O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia" Provérbios 28:13

"Os ouvidos que atendem à repreensão salutar, no meio dos sábios têm a sua morada." Provérbios 15:31

         Tiago acrescenta: "Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos." Que pena olhar no espelho da Palavra (ou da crítica), ver quem somos, e depois virar as costas dizendo "Sou assim mesmo. E daí?" A crítica é uma marca do amor de Deus em nossa vida! Precisamos andar seguros de quem nós somos em Cristo (Ef 1-3). Assim, descansaremos na soberania de Deus que nos proporciona a crítica para nos manter humildes e ensináveis, pessoas que continuam crescendo na Sua graça.
         Quem não vive pela graça de Deus mas, sim, pelo desempenho, está condenada a uma vida de comparação com os outros, ira, desânimo, mentira e fuga. Terá que usar máscaras para fingir ser o que não é.  Essa vida hipócrita não é a vida de quebrantamento e humildade constante que o Senhor Jesus requer (Mt 11.28-30). Para realmente crescermos em sabedoria, precisamos recebê-la com um espírito de humildade e gratidão, com dependência total na graça de Deus revelada no perdão de Cristo.  Ele sabe que somos pó, e quer transformar esse pó em diamante. Além disso, é a melhor maneira de não acumular uma caixa de ovos em cima do seu armário!


Autor: Pr. David J. Merkh

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

“Os Deveres Mútuos dos Maridos e Esposas – Parte 1″ por Richard Baxter



Pessoas egoístas e não piedosas sempre entram em todo o tipo de relacionamento com o desejo de serem servidas e de gratificar suas próprias carnes sem conhecer ou se importar com aquilo que é requerido delas. Seu desejo é pela honra, lucro, ou prazer que seu relacionamento lhe proverá e não por aquilo que Deus e homem requerem ou esperam delas.[Gn 2:18, Pv 18:22] Suas mentes precupam-se apenas com aquilo que elas podem ter e não com aquilo que elas devem ser ou fazer.


Elas sabem o que elas querem que outros façam por elas, mas pouco se importam com o dever que elas têm para com outros. É dessa maneira que muitos maridos e esposas se comportam.


Deveríamos estar muito interessados em saber quais são os deveres dos nossos relacionamentos. E como nós podemos agradar a Deus em nossos relacionamentos. Estude e faça a sua parte, e Deus certamente fará a parte dEle.


Direção 1. O primeiro dever dos maridos é amar as suas esposas (e as esposas seus maridos). Ef 5:25, 28, 29, 33. “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.– Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; — Não obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido.” Veja Gn 2:24.


Algumas diretrizes para manter o amor são as seguintes:


1. Em primeiro lugar, escolha um bom cônjuge. Um cônjuge que seja verdadeiramente bom e gentil. Cheio de virtude e santidade ao Senhor.

2. Não se case até que você esteja certo de que você o ama completamente.

3. Não seja muito apressado, mas saiba de antemão todas as imperfeições que podem tentar você a desprezar o seu futuro conjuge.

4. Lembre-se que justiça comanda você a amar aquele que abandonou o mundo inteiro por você. Alguém que se contentou em ser companheiro em seus trabalhos e sofrimentos e em compartilhar todas as coisas com você, e esse deve ser seu companheiro até a morte.

5. Lembre-se que mulheres são naturalmente criaturas carinhosas e passionais e assim como elas amam muito, elas esperam muito amor de você.

6. Lembre-se que você está debaixo do mandamento do Senhor; e negar amor conjugal a sua mulher é negar uma obrigação que Deus impôs enfaticamente sobre você. Obediência, portanto, exige o seu amor.

7.Lembre-se que vocês são “uma só carne;” você a atraiu para abandonar pai e mãe, e para unir-se a você.

8. Preste mais atenção nas coisas boas de suas esposas do que nos seus defeitos. Não permita que a identificação de suas falhas faça voces esquecer ou ignorar suas virtudes.

9. Não foque em suas imperfeições até que elas aborreçam você. Perdoe-as enquanto for correto aos olhos de Deus. Leve em conta a fragilidade do sexo. Considere também suas próprias falhas, e o quanto suas esposas precisam tolerar vocês.

10. Não provoque o mal em suas esposas, mas encorajem-nas a viver o que há de melhor nelas.

11. Vençam-nas com amor; e então elas serão amorosas com vocês, e consequentemente serão amáveis. Amor provocará amor assim como fogo provoca mais fogo. Um marido bom é a melhor maneira de se fazer uma esposa boa e amorosa.

12. Vivam diante delas a vida de um cristão prudente, humilde, amoroso, manso, abnegado, paciente, inofensivo, santo, e celestial.


Direcão II. Maridos e mulheres devem viver juntos.


Direção III. Aborreça não somente o adultério mas tudo que leva a lascívia e a violação de sua aliança matrimonial. [Mt 5.31,32; 19:9; Jo 8,4‑5, sobre adultério; Hb 13.4; Pv 22.14; Ho 4.2‑3; Pv 2.17; 1 Co 6.15,19; Ml 2.15; Pv 6.32,35; Dt 23.2; Lv 21.9; 18:28; Nm 25.9; Jr 5.7‑9]


Direção IV. Marido e mulher devem ter prazer no amor e na companhia, e nas vidas um do outro. Quando marido e mulher tem prazer um no outro isso os une nos deveres, isso ajuda-os na execução de seus trabalhos, e no suportar de suas cargas; e é uma parte crucial do conforto dentro do casamento. [Pv 5:18,19]


Direção V. É seu dever solene viver em quietude e paz. Evitar todas as ocasiões de forte raiva ou discórdia.


I- Diretrizes mostrando a grande necessidade de evitar dissensões


1. Unidade é um dever requerido na sua união matrimonial. Será que você não pode concordar com a sua prórpia carne?

2. Divisões com o seu cônjuge vai trazer dor e aborrecimento a toda as áreas da sua vida… assim como você não quer se cortar e é rápido em cuidar de suas próprias feridas, da mesma forma você deve observar qualquer quebra na paz do seu casamento e rapidamente buscar resolvê-la.

3. Brigas esfriam o amor, brigas fazem o seu cônjuge ser alguém não desejável pra você na sua mente. Machucar é afastar; estar ligado pelos vínculos do casamento enquanto os seus corações estão afastados é um tormento. Ser internamente adversários, enquanto por fora são marido e mulher, transforma sua casa e prazer numa prisão.

4. Dissensões entre marido e esposa dividem toda a vida familiar; são como bois em jugo desigual, nenhum trabalho pode ser feito com a briga de um com o outro.

5. Isto também te torna inadequado para o culto ao Senhor; vocês não podem orar juntos nem discutir coisas espirituais juntos, nem podem servir como auxiliadores da alma um do outro.

6. Dissensões torna impossível uma boa gerência da casa.

7. Essas dissensões vão te expor às malícias de Satanás, e dará a ele vantagem para muitas e muitas tentações.


II – Diretrizes para evitar dissensões


1. Mantenha vivo o amor um pelo outro. Ame o seu cônjuge afetuosa e calorosamente. O amor irá subjugar a raiva; você não pode ficar amargurado com as pequenas coisas de alguém que você ama tanto; muito menos falará palavras duras, indiferentes ou qualquer outra forma de ofensa.

2. Tanto o marido quanto a esposa devem mortificar o orgulho e o sentimento egoista. São esses sentimentos que causam intolerância e insensibilidade. Você deve orar e lutar por um espírito humilde, manso e tranquilo. Um coração orgulhoso é incomodado e provocado por qualquer palavra que parece atacar a sua auto-estima.

3. Não esqueçam que vocês dois são pessoas doentes, cheios de debilidades; e, portanto, esperem os frutos dessa enfermidade um no outro; e não se assustem com isso, como se vocês já não soubessem disso. Decida ser paciente um com o outro; lembrando que você casou com alguém pecaminoso, fraco e imperfeito, e não alguém como anjos, sem pecado e perfeito.

4. Lembrem-se que vocês ainda são uma só carne; e, portanto, não fique mais ofendido com as palavras e fracassos do outro do que você ficaria se eles fossem seus. Tenha tamanho ódio e desgosto pelo pecado, quanto deseja curar a ferida; mas não a ponto de inflamar e irritar a outra parte. Isso vai tranformar raiva em compaixão, e te fará administrar o cuidado para a cura.

5. Façam previamente um acordo que quando um estiver pecaminosamente irado e irritado, o outro irá silenciosamente e gentilmente suportá-lo até que ele volte à sanidade.

6. Tenham os olhos no futuro e lembrem-se que vocês devem viver juntos até a morte, e devem ser companheiros e o conforto um do outro enquanto viverem; aí vocês verão o quão absurdo é discordar e aborrecer um ao outro.

7. No que depender de você, evite toda ocasião para raiva e brigas sobre questões familiares.

8. Se você está tão aborrecido que você não consegue se acalmar, pelo menos controle a sua língua e não profira palavras que machucam e insultam, colocando mais lenha na fogueira. (Não coloque pra fora a sua raiva só para alimentar a sua vingança carnal). Fique em silêncio e muito mais cedo você voltará à sua serenidade e paz.

9. Que o cônjuge mais calmo e racional fale com o outro cuidadosamente e racionalmente argumente ( a menos que seja uma pessoa tão insolente que tornará as coisas piores) . Geralmente, algumas sérias e fortes admoestações se mostram como água numa panela fervente. Diga ao seu cônjuge irado “você sabe que essas coisas não deveriam ocorrer entre nós; o amor deve resolver isso e trazer arrependimento. Deus não aprova isso e nós também não aprovaremos quando o calor da discussão passar. Essa disposição mental é contrária à disposição de oração, e essa linguagem também é contrária à oração; nós devemos orar juntos; não façamos nada agora além de orar; água doce e amarga não podem vir da mesma fonte” etc. Algumas palavras calmas e condescendentes podem parar uma torrente e reavivar a razão que a emoção dominou.

10. Quando você agir pecaminosamente contra seu cônjuge, confesse e peça perdão um ao outro, e orem pedindo perdão a Deus; e isso agirá como um preventivo na próxima vez, pois você certamente se envegonhará de fazer aquilo que confessou e pediu perdão a Deus e ao próximo.


Continua…






Richard Baxter foi um conhecido puritano inglês que viveu entre 1615 e 1691. Além de pastor e teólogo, Baxter também era poeta e autor de hinos. Esse texto é parte des suas obras, encontrado no Volume I, Baxter’s Practical Works, A Christian Directory. Uma versão compilada e moderna feita por Scott Andersen pode ser encontrada aqui. Traduzido com permissão.









** Tradução: Roberta Macedo

“Os Deveres Mútuos dos Maridos e Esposas – Parte 2” por Richard Baxter

Ainda não leu a Parte 1? Leia Aqui.

VI. Um dos deveres mais importantes de um marido para com sua esposa e de uma esposa para com o seu marido é ajudar um ao outro, cuidadosa, hábil e diligentemente no conhecimento, adoração e obediência a Deus, para que sejam salvos e cresçam na vida cristã.


1. Quando vocês negligenciam a alma um do outro, não demonstram amor. Vocês acreditam que têm almas imortais, e uma vida eterna de alegria ou miséria para viver? Então vocês têm que saber que seu grande cuidado e ocupação é cuidar dessas almas para a vida eterna. Portanto, se seu amor não ajuda um ao outro naquilo que deveria ser sua preocupação principal, ele é de pouco valor e de pouco uso. Tudo neste mundo é avaliado de acordo com sua utilidade. Um amor inútil ou improdutivo, é um amor sem valor, superficial, pueril, indesejado e os ajudará nas coisas insignificantes e infantis. Você ama sua esposa e a deixará no poder de Satanás, ou não ajudará a salvar sua alma? O quê! Ama-a, e deixará que vá para o inferno? Antes deixar que seja condenada do que se empenhar pela sua salvação? Nunca diga que a ama, se você não se esforça pela sua salvação.


Então o que devemos dizer dos que não só negam sua ajuda, mas são empecilhos na santidade e salvação um do outro? [1Rs. 11:4, At. 5:2, Jó. 2:9] E ainda (o Senhor tenha clemência deste mundo miserável e pobre! Como é comum isto entre nós!) se a esposa é ignorante e descrente, ela usará todas as armas para fazer ou manter seu marido no mesmo estado dela; e se Deus pusesse qualquer inclinação santa no coração do seu marido, ela será como água para o fogo, para extinguir ou subjugar aquele sentimento; e se ele não for tão pecador e miserável quanto ela, ele não terá sossego. E se Deus abrir os olhos da esposa de um homem ruim e lhe mostrar a necessidade de uma vida santa e ela resolver obedecer ao Senhor e salvar sua alma, que inimigo e tirano seu marido será para ela (se Deus não o contiver); o próprio diabo não faz mais para evitar a salvação de almas do que os maridos e as esposas descrentes fazem um contra o outro.


2. Considerem também que vocês não estão vivendo na forma proposta para o casamento, se não estão ajudando suas almas.



3. Considerem também que se vocês negligenciam suas almas, que inimigos vocês são um do outro, e como vocês estão se preparando para suas aflições perpétuas! Quando deveriam estar se preparando para sua feliz reunião no céu, vocês estão se preparando para o perpétuo horror.



Então, sem um momento de hesitação, determinem viver juntos como herdeiros do céu, e cada um seja um auxiliador para a alma do outro. Para ajudá-los neste santo propósito, eu lhes darei algumas orientações, que, se fielmente praticadas, podem fazê-los ser bênçãos especiais um ao outro:


3.1. Antes que você possa ajudar a salvar a alma do seu cônjuge, tenha certeza quanto à sua própria salvação. Você deve ter um entendimento vívido e profundo das grandes questões eternas sobre as quais lhe é requerido falar aos outros. Se você não tem nenhuma compaixão para com a sua própria alma e a venderá por um momento de tranqüilidade e prazer, então certamente você não tem nenhuma compaixão para com a alma do seu cônjuge.



3.2. Aproveite toda oportunidade que sua proximidade provê, para estar falando seriamente um ao outro sobre os assuntos de Deus e a salvação de vocês. Discuta sobre as coisas deste mundo não mais do que o necessário. Conversem sobre o estado e dever de suas almas para com Deus, e de suas esperanças do céu, tais como àqueles que consideram estes assuntos como seus principais interesses. E não falem leviana ou irreverentemente, ou de maneira rude, mas de maneira séria e sóbria, como se fossem aqueles que discutem as coisas mais importantes de todo o mundo [Mc.8:36].


3.3. Quando o marido ou a esposa estiver falando seriamente sobre assuntos santos, que o outro tenha o cuidado de incentivar, e não extinguir, a conversa.



3.4. Julgue de forma imparcial a condição espiritual do seu cônjuge; julgue a força ou fraqueza dos pecados e virtudes e das imperfeições existentes na vida dele; só assim, você poderá ser capaz de ajudá-lo convenientemente.



3.5. Não lisonjeie, nem critique um ao outro de maneira tola. Faça tudo no verdadeiro e puro amor. Alguns estão tão cegos quanto às faltas de esposos, esposas ou filhos que não conseguem enxergar o pecado e a fraqueza que existem neles. Eles estão iludidos em relação à condição eterna de suas almas.A mesma coisa acontece com pecadores complacentes consigo mesmos e com suas almas; eles, obstinadamente, enganam a si mesmos para sua condenação. Esta auto-aprovação nada mais é do que o engodo do diabo para afastá-lo de um arrependimento eficaz e da salvação.


Por outro lado, alguns não podem falar com o outro sobre suas faltas, sem amargura ou desdém, o que causará, em quem ouve, a recusa do remédio que poderia salvá-los. Se as advertências cotidianas que você faz aos estranhos devem ser oferecidas em amor, muito mais entre o marido e esposa.


3.6. Mantenha aceso seu amor, não cultive a distância, que somente fará com que os conselhos e reprovações do outro sejam desprezados.


3.7. Não desencoraje seu cônjuge a instruir você, através de sua recusa em receber e aprender de suas correções.



3.8. Ajudem-se mutuamente, através da leitura em conjunto de livros que convençam do pecado, perscrutem e apontem o caminho da vida. Os mais espirituais. Não desperdice o seu tempo com livros levianos, fracos e aguados. Tenham as mesmas amizades com as pessoas mais santas. Isto não significa negligenciar seus deveres um com o outro, já que toda a ajuda possível pode ser mais eficaz.



3.9. Não encubra o estado de suas almas, nem esconda suas faltas um do outro. Vocês são uma só carne, e deveriam ter um só coração; e da mesma forma como é perigoso para um homem ignorar o estado de sua própria alma, assim também é muito pesaroso que o marido ou a esposa ignorem as áreas em que o outro necessita de ajuda.



3.10. Evite, tanto quanto possível, opiniões diferentes na religião.


3.11. Se existirem compreensões religiosas diferentes entre vocês, estejam seguros que vocês administrarão isto com santidade, humildade, amor e paz, e não com carnalidade, orgulho, intolerância ou contenciosidade.


3.12. Não sejam nem cegamente indulgentes, nem muito críticos com relação às faltas e ao estado do cônjuge, permitindo a Satanás transformar suas afeições em hostilidade.


3.13. Se você é casado com uma pessoa descrente, mantenha, apesar disto, o amor que é requerido para o bem-estar da relação.



3.14. Unam-se em freqüente e fervente oração. A oração força a mente à sobriedade, e move o coração com a presença e majestade de Deus. Também orem pelo outro quando vocês estão em secreto, pois Deus pode fazer aquilo que vocês mais desejam, no coração dos seus cônjuges.


3.15. Em último lugar, ajudem um ao outro através de uma vida exemplar. Seja você, o que deseja que seu marido ou esposa seja; supere-se na mansidão, humildade, caridade, submissão, diligência, abnegação e paciência.


VII. Outro dever importante no matrimônio é ajudar na saúde e conforto de seus corpos. Não mimar a carne, ou estimular os vícios do orgulho, indolência, glutonaria ou os prazeres sensuais, um do outro; mas aumentar a saúde e vigor do corpo, deixando-o em boa forma para servir a alma e a Deus.


1. Na saúde, você deve ter o cuidado de providenciar ao seu cônjuge comida saudável e afastá-lo do que é nocivo a sua saúde, advertindo-o dos perigos da glutonaria e ociosidade, os dois grandes assassinos da humanidade.


2. Também na doença, vocês devem cuidar um do outro e não poupar esforços, financeiros ou físicos, pelos quais a saúde do outro possa ser restabelecida, ou suas almas confirmadas e consoladas.


VIII. Outro dever de maridos e esposas é ajudar um ao outro na administração de seus negócios e propriedades. Não para fins mundanos, nem com uma mente mundana; mas em obediência a Deus que terá deles o labor, tanto como a oração pelo seu pão diário, e que determinou que do suor do seu rosto comessem seu pão, que em seis dias trabalhassem e fizessem toda sua obra, e ainda, que quem não trabalhasse não deveria comer.



IX. Também você deve ter cuidado em guardar o bom nome do seu cônjuge. Você não deve divulgar, mas encobrir as imperfeições um do outro. A reputação de um deve ser tão prezada para o outro como a dele própria. É uma prática pecaminosa e infiel de muitos, tanto de maridos como de esposas, tratar das faltas um do outro na presença de amigos, quando, o que deles é requerido é que, em amor, as encubram. Muitas pessoas impertinentes agravarão as faltas do cônjuge por trás dele.



X. É seu dever no matrimônio ajudar seu cônjuge na educação de seus filhos.


XI. É seu dever no matrimônio ajudar seu cônjuge em obras de caridade.



XII. Finalmente, é um grande dever de maridos e esposas, ajudar e confortar um ao outro na preparação para uma morte segura feliz.



1. Na saúde, vocês devem freqüente e seriamente lembrar um ao outro do dia em que a morte os separará; e viver juntos diariamente, como aqueles que estão aguardando a hora da partida… Reprove entre os dois qualquer lembrança desagradável quando a morte se aproximar. Se vocês vêem o outro entediado ou lento para com os assuntos espirituais, ou vivendo em vaidade, mundanidade, ou indolência, como se tivesse esquecido que morrerá brevemente, incite-o a fazer tudo, que a aproximação de tal dia requer, sem demora.


2. E quando a morte estiver perto, oh, então que abundância de ternura, seriedade, habilidade, diligência, será necessária para aquele que terá o último dever de amor para cumprir, para com a alma de um amigo tão íntimo que está partindo! Oh, então que necessidade haverá da sua mais sábia, fiel e diligente ajuda!… Aqueles que estão totalmente despreparados para morrer podem fazer pouco para preparar ou ajudar outros. Mas os que vivem juntos como herdeiros do céu e conversam na terra como companheiros de viagem para a terra da promessa, podem ajudar e encorajar as almas um do outro, e podem alegremente separar-se na ocasião da morte, enquanto esperam encontrar-se, dentro de pouco tempo, na vida eterna.


____________________




Richard Baxter foi um conhecido puritano inglês que viveu entre 1615 e 1691. Além de pastor e teólogo, Baxter também era poeta e autor de hinos. Esse texto é parte des suas obras, encontrado no Volume I, Baxter’s Practical Works, A Christian Directory. Uma versão compilada e moderna feita por Scott Andersen pode ser encontrada aqui.


*Tradução: Felipe Sabino

Estudo Bíblico Aparência e Conteúdo


“E eles, passando pela manhã, viram que a figueira se tinha secado desde as raízes.”
 (Marcos 11:20)

Indo de Betânia a Jerusalém, Jesus sentiu fome. Ao passar por uma figueira coberta de folhas bem verdes (aparência), aproximou-se para colher alguns figos. Vendo, porém, a mais absoluta ausência de frutos (conteúdo), Jesus “amaldiçoou” a figueira, condenando-a à improdutividade permanente. “No dia seguinte, de manhã bem cedo, Jesus e os discípulos passaram perto da figueira e viram que ela estava seca desde a raiz” (Marcos 11:20).

A explicação dada por Jesus, claramente, nada tem a ver com o fato de uma figueira secar, por não possuir fruto, o que poderia ser encarado com naturalidade em uma época que não era de colheita... Mas, de repente, Ele começa a explicar sobre a fé capaz de modificar as coisas.

Mas qual seria a relação entre uma figueira amaldiçoada e a vida de fé, cheia de frutos, que o Senhor espera que tenhamos?

Tal como aquela figueira, muitos de nós conseguem impressionar e convencer à primeira vista. Nossas “folhas verdes” dão a aparência de viço, de vida, de robustez, o que não necessariamente implica em autenticidade e principalmente em produtividade.

Em tempos de números e estatísticas, ouvimos por todos os lados de índices que falam em crescimento da igreja. Alguns calculam que em duas décadas a maioria da população brasileira será evangélica. Mas seria isso suficiente para afirmarmos que a Obra de Deus está verdadeiramente arraigada e influenciando para o bem esta terra? Será que temos uma igreja comprometida com a humilde e serena verdade do evangelho? Será que essas multidões presentes em censos e pesquisas estão unidas pelo vínculo do amor e da fé? E será que como se foram um só coração dão testemunho real e com autoridade de Cristo através de suas próprias vidas? São perguntas vitais e que nos impelem a uma profunda reflexão.

Muitas vezes somos apenas corpos frequentadores de igreja, bocas que berram mecanicamente seus améns e aleluias, mãos ignorantes que carregam Bíblias que nunca são lidas, ternos e gravatas que escondem uma alma maculada por pecados clandestinos. Muitas vezes somos apenas folha verdade – aparência – porém sem um único fruto verdadeiro de sincero compromisso com Cristo e Sua Palavra.

Nossa vocação, como cristãos, não é simplesmente oferecer abrigo, embaixo da folhagem verde dos nossos ramos. Nossa vocação, de tempo integral, é providenciar alimento para um mundo raquítico e desnutrido de Deus. Acima de tudo e acima das estações do ano, o cristão continua sua missão de realizar a obra de Cristo, isto é, de doar “vida com abundância”. O eterno é eterno porque é atemporal. A qualidade de nossa missão é eterna. Por isso, nunca devemos estar presos às limitações das estações, das culturas, das tecnologias ou dos modismos teológicos.

É bem verdade que folhas verdes são belas e dão boa impressão. Mas, para Deus, isso não basta. Não devemos ser apenas figueiras com folhas. Temos que ir além da aparência, temos que ter compromisso e conteúdo – temos que ser figueiras com frutos!

| Autor: Pr Reinaldo Ribeiro

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Feministas atacam autora cristã de livro com dicas para 'se casar e ser submissa', baseado na Bíblia

Para a autora, Constanza Miriano, basta ouvir o que um homem pede, pois seria "como se Deus estivesse falando" para trazer orientações em uma decisão ou escolha.Feministas indignadas com a publicação de um livro que encoraja mulheres a se casarem e se dedicarem aos maridos, com base em princípios do Antigo Testamento da Bíblia, se manifestaram contra a autora cristã responsável pela publicação "Cásate y sé sumisa" (Case-se e seja submissa, em espanhol).A obra do gênero de auto-ajuda foi escrita por Constanza Miriano, uma jornalista italiana, mãe de quatro filhos, que decidiu firmar sua ideia de que a mulher deve ser submissa, o que revoltou até mesmo a ministra da Saúde da Espanha, Ana Mato: "Eu acho que o livro é inapropriado e desrespeitoso com as mulheres", resume Ana.Para Constanza, as inconstâncias das mulheres que as levam a ir contra as opiniões dos homens podem ser a raiz de muito sofrimento. Segundo ela, basta ouvir o que um homem pede, pois seria "como se Deus estivesse falando" para trazer orientações no caso de alguma decisão ou escolha.Ela ainda afirma que ao servir o marido, em tarefas de casa por exemplo, a mulher terá mais condições de convencê-lo de se enquadrar no comportamento que desejar, como retribuição ao esforço dentro de casa. Para completar, ela ressalta que as mulheres devem escolher entre trabalhar ou ser esposa.Por conta da polêmica, a ministra Ana Mato pretende tomar providências na justiça para que o livro seja retirado de circulação, para evitar más influências. No entanto, a obra se tornou bastante popular entre leitores da Espanha e da Itália, segundo o jornal britânico Telegraph.Ao avaliar Sam Owen, treinador de relacionamentos e psicólogo, a aceitação do livro se deve ao momento conturbado que a instituição do casamento tem vivido nos últimos anos, com perda de valores e inúmeros divórcios.Segundo Owen, as pessoas estão tão confusas ao tentarem conduzir um casamento em harmonia sem sucesso, que se apegam à relacionamentos "à moda antiga" para tentar reajustar os papéis dentro de um matrimônio sem criar discórdia.

COMO A ESPOSA DEVE SER SUBMETER-SE A SEU MARIDO



Se o padrão do marido é amar a esposa como Cristo amou a igreja, o padrão da esposa é ser submissa a seu marido como a igreja o é a Cristo. Submissão não é ser inferior.

Uma mulher não tem dificuldade de submeter-se a um marido que a ama como Cristo amou a igreja.

A Bíblia não está falando de submissão a um déspota.

Não é submissão a um homem rude e infiel, mas submissão a homem que dá sua vida pela esposa.

A submissão bíblica não é escravidão, mas liberdade.

Quanto mais a igreja é submissa a Cristo, mais livre ela é.
 A submissão bíblica não é contrário à honra, pois quanto mais a igreja é submissa a Cristo, mais honrada ela é, e mais feliz ela é. 

Uma mulher que manda no marido não é feliz nem um marido comandado pela mulher é realizado. O padrão de Deus é perfeito. Amor e submissão caminham lado a lado!

Hernandes Dias Lopes.