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Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos. Provérbios 16:3

sexta-feira, 28 de março de 2014

Experiência com Deus capítulo 1


Deus: o Senhor da sua vida


O segredo para interpretar o Antigo Testa¬mento é analisar os fatos narrados à luz daquela época, tirando lições práticas e aplicáveis à vida cristã de hoje.
Neste capítulo, analisarei a atitude de Isaías diante de Deus e suas conseqüências, mostran¬do que, assim como o Senhor revelou Sua glória e Seu poder ao profeta, a partir da postura deste, o Todo-poderoso deseja revelar-se a você, mas está à espera de seu posicionamento correto ante Ele e a missão que tem para sua vida. Você está pronto para dizer: "Eis-me aqui, Senhor"?

Impedimento à glória de Deus

No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo. Os serafins estavam acima dele; cada um tinha seis asas: com duas co¬briam o rosto, e com duas cobriam os pés, e com duas voavam. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. E os umbrais das portas se moveram com a voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então, disse eu: ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o SE¬NHOR dos Exércitos! Mas um dos serafins voou para mim trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com ela tocou a minha boca e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e purificado o teu pecado. De¬pois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis.
Isaías 6.1-9

O texto citado começa assim: No ano em que morreu o rei Uzias... Este rei foi muito podero¬so; um dos maiores de sua época (veja 2 Crônicas 26). Ele foi um dos monarcas que mais tempo per¬maneceu no trono; mais de cinqüenta anos.
A nação de Israel desfrutou de uma prospe¬ridade incrível durante o reinado de Uzias. Ele foi maravilhosamente cuidado e ajudado pelo Senhor, e tornou-se forte. No entanto, o final de sua vida foi catastrófico. Ele se esqueceu de que a bênção vinha de Deus, corrompeu-se, deixando que a soberba e a arrogância tomassem conta do seu coração.

A Bíblia conta que, nos últimos anos de vida, Uzias ficou leproso1, justamente por deso¬bedecer ao Todo-Poderoso, oferecendo sacrifí¬cios a Ele no altar — função que era exclusiva dos sacerdotes.
Após a morte de Uzias, o profeta Isaías conseguiu ver a manifestação da glória de Deus. Por quê? Porque o pecado foi removido, a iniqüi¬dade foi retirada. Essa é a primeira lição: o pe¬cado separa o homem do Senhor, mas quando é expiado, o poder do Criador se manifesta.

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¹ Na Bíblia, a lepra normalmente é um símbolo do pecado, pois esta infecção crônica produz sérias lesões na pele, nas mucosas e nos nervos perifé¬ricos, tirando a sensibilidade na área afetada, provocando o apodrecimento dos tecidos e levando a pessoa à morte lentamente.

Faça uma rápida reflexão sobre sua condu¬ta cristã e suas prioridades, e responda: o que está impedindo na sua vida a manifestação da glória de Deus?
O profeta Isaías, no capítulo 59.1,2, afirma que a mão do Senhor não está encolhida nem os Seus ouvidos fechados:

Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido agra¬vado, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus: e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.

Como no passado, nos dias atuais, o que afasta o homem de Deus são as iniqüidades. Não é o Senhor quem está longe ou não gosta de você. É o pecado que fere a santidade do Altíssimo, que aparta o homem do seu Criador.
Mais uma vez reflita: o que impede Deus de manifestar-se a você com poder, glória e autoridade? É hora de o pecado ser confessado e banido, para que o Senhor possa agir e modificar a sua história.

A experiência de Isaías com Deus
Profeta do Senhor que viveu durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias e foi conselheiro desses reis, Isaías teve uma experiên¬cia pessoal com Deus e anunciou a mensagem do Criador ao povo.
No início do seu ministério, Isaías pregou acerca do juízo divino sobre Israel e as demais nações. Mais tarde, passou a falar de esperança, assegurando que o povo de Deus seria restaurado com o advento do Messias.
O profeta Isaías viu a glória de Deus, e isto fez toda a diferença em sua vida e em seu ministério. Experiências com o Senhor trazem resultados significativos. Ninguém pode ter in¬timidade com o Pai e manter o mesmo estilo de vida. É impossível!
Três coisas incríveis aconteceram com Isa¬ías a partir da sua experiência pessoal com o Rei dos reis. O profeta reconheceu a sua condição de pecador e identificou a sua iniqüidade; admitiu que convivia com pessoas que praticavam trans¬gressões, ferindo os preceitos divinos; e que, se continuasse assim, seria destruído, tendo em vista a santidade de Deus.

Isaías disse: Ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros e ha¬bito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o SENHOR dos Exércitos! (Isaías 6.5)

O profeta declarou seu pecado, a sua con¬dição miserável e rendeu-se aos pés do Senhor: "Estou vivendo em pecado, errado, vou ser des¬truído, pois não sou nada diante desse Deus e da Sua glória".
Quando você tem uma experiência pesso¬al com o Senhor, o seu estilo de vida vem à tona. Você é confrontado, reconhece o seu estado pe¬caminoso e deseja mudar de vida.
Quando toma a mesma atitude de Isaías, Deus começa a trabalhar em seu interior, porque você reconhece que é pecador e dependente totalmente da Sua graça e da Sua misericórdia para mudar a sua condição de vida.

Experiência pessoal

No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi... (Isaías 6.1). Nesse texto há um detalhe interessan¬tíssimo: o profeta diz: eu vi. Ninguém contou para Isaías. Ele presenciou, vivenciou o fato.
É de extrema importância que o cristão te¬nha experiências pessoais com Deus. A vivência dos outros é gratificante, edificante. Entretanto, a nossa é fundamental e marcante, pois permite que renovemos o nosso compromisso pessoal com o Senhor.
Quantos testemunhos, relatos fantásticos do que Deus fez na vida dos meus irmãos, já ouvi ao longo da minha trajetória de vida cristã? Todos me alegraram. Mas não tenho condições de lem¬brar de cada um. No entanto, as minhas experiên¬cias pessoais com Deus, podem passar dez, vinte, trinta anos, que não serão esquecidas.
É imprescindível que cada um de nós tenha um encontro pessoal com Deus. Ninguém pode ter vida cristã a partir da vivência de terceiros!
Deus é o Deus do universo, de toda a terra, da Igreja, dos meus irmãos, da minha família. Mas Ele precisa ser o meu Deus. Eu preciso conhecê-lo; ter intimidade com Ele.
Maria Madalena foi uma mulher que tinha uma ligação estreita com Jesus. Mas isso só foi possível graças à sua postura e ao seu comprome¬timento com o Filho de Deus. Ela teve sua vida transformada ao encontrar com Jesus face a face e permanecer em Sua presença.
Maria Madalena vivia sob possessão demo¬níaca, mas um dia teve um encontro com Jesus, foi liberta por Ele e passou a ser sua fiel seguidora (Lucas 8.2).
A vida dela foi restaurada por Cristo; e mes¬mo quando todos os discípulos fugiram de medo após a prisão do Mestre, Maria permaneceu firme ao lado dele até a crucificação, porque tinha consciência quanto a quem estava servindo.
A fidelidade de Madalena teve recompen¬sa: ela foi a primeira pessoa a ver Jesus após a ressurreição (Marcos 16.9), sendo a responsável por anunciar aos discípulos que Ele havia vencido a morte.
Experiências com Deus geram aproxima¬ção dele, intimidade, que conseqüentemente traz bênçãos e vitórias!
Também foi assim com Daniel. Posto à prova várias vezes, sua intimidade com o Senhor permitiu que ele não hesitasse quando proibido de fazer qualquer petição que não fosse ao rei (Daniel 6).
Outro exemplo relevante de fé e de in¬timidade com o Altíssimo na Bíblia é Abraão. Comprometido com seu Deus, ele caminhava conforme o direcionamento divino, e mesmo diante da grande prova de oferecer seu filho Isaque em sacrifício, o patriarca de Israel não va¬cilou em obedecer à ordem do Senhor, pois co¬nhecia-o intimamente e confiava em Seu amor, Sua fidelidade e em Seu poder, crendo que Ele proveria o escape (Gênesis 22.8), ou se preciso fosse, ressuscitaria o filho da promessa (Hebreus 11.17-19).
Somente aqueles que têm experiência com Deus podem afirmar o que o apóstolo Paulo disse em 2 Timóteo 1.12:

Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia.

O apóstolo Paulo quis dizer: "Conheço o Deus em quem creio". E nós? E a nossa geração? O que está acontecendo? Está faltando intimidade com o Criador. E sabe por que não há vida par¬ticular com o Senhor? Porque existe carência de conhecimento e de experiência com Deus.

Uma geração longe do Criador

Observe o que o Senhor disse ao profeta Oséias sobre a falta de conhecimento sobre Ele:

O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimen¬to, também eu te rejeitarei, para que não sejas sa-cerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.
Oséias 6.4,6

No livro de Juízes 2.7,10, temos o relato de que uma geração inteira se perdeu depois que Josué morreu, porque ela não conhecia ao Senhor nem a obra que Ele fizera a Israel. O povo não teve mais experiências com Deus.
E serviu o povo ao Senhor todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que prolongaram os seus dias depois de Josué e viram toda aquela grande obra do Senhor, a qual ele fizera a Israel. E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco a obra que fizera a Israel.

A época atual que vivemos também é de superficialidade quanto ao conhecimento sobre o Criador. É um tempo no qual as pessoas não co¬nhecem realmente o Deus em quem afirmam crer e ao qual dizem servir.
Deus continua agindo com misericórdia e graça apesar da frieza espiritual de alguns, mas é importante lembrar que o desconhecimento so¬bre Ele e Sua lei gera a desobediência, e esta traz conseqüências nefastas; enquanto a obediên¬cia resulta em bênçãos (veja Deuteronômio 28). Sendo assim, cabe a cada um decidir obedecer-lhe; consciente de que sujeitar-se à vontade do Senhor implica vivenciar a Sua glória, o Seu poderio e a Sua firmeza no propósito de restaurar e salvar o Seu povo.

Extraído do livro:: Experiência com Deus
Autor: Silas Malafaia

Experiência com Deus capítulo 2


Deus deseja revelar-se


O Senhor quer revelar o Seu caráter, o Seu amor, a Sua vontade a você, a fim de ser tratado como o seu Deus. No entanto, convém lembrar que, embora Seus atributos e Sua pessoa sejam imutáveis, Ele pode não se revelar a você da mes¬ma maneira como faz a outros.
Por exemplo, Isaías viu a glória de Deus em seu trono (Isaías 6). O profeta Ezequiel teve visões do Senhor no meio de uma tempestade com raios (Ezequiel 1.4,5). Jeremias ouviu a voz do Todo-Poderoso falando pessoalmente com ele (Jeremias 1.4,5); Daniel, antes de ter visões celes¬tiais, conheceu o Senhor por meio das Escrituras Sagradas, do jejum, da oração e de experiências que revelaram o caráter, a onisciência e o poder de Deus (ver Daniel 2.21-23,28,47; 6.26,27; 7.1 3; 8.16-19; 9.21,22; 10—12).
Nas Sagradas Escrituras há vários exem¬plos da manifestação do Senhor. Para Elias, Deus se manifestou com uma voz mansa e delicada (1 Reis 19.1 2,1 3). Era dessa maneira que este profeta entenderia e corresponderia ao chamado divino. Entretanto, o Criador pode revelar-se a você de modo distinto, porque Ele sempre o fará de ma¬neira que o homem entenda e da forma como este precisa ser tratado.
As experiências que cada um de nós tem com Deus não são iguais. A minha pode ser dife¬rente da sua e da de outros irmãos. Mas a fonte da revelação é a mesma: Deus. Ele se manifesta aqueles que o temem e guardam os Seus ensina¬mentos. Ele deseja que o conheçamos como o Se¬nhor absoluto sobre todas as coisas.

Olhando para si mesmo

Quando Isaías contemplou a glória e a san¬tidade de Deus, automaticamente percebeu sua condição, e disse: Ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios (Isaías 6.5).
Geralmente contemplar a própria fraqueza é algo que não agrada ao ser humano. A maioria não gosta de admitir as suas mazelas, os seus er¬ros, e adora apontar as falhas alheias e possíveis soluções para os problemas dos outros.
Contudo, nossa experiência com Deus faz com que olhemos para dentro de nós, e não para a vida alheia.
O homem sem Deus é que persiste em ter uma vida de escapismo. No entanto, quando a pessoa tem um encontro com Deus, é confronta¬da por Ele, reconhece o seu estado pecaminoso e sua necessidade de Deus, sendo desafiada a mu¬dar de vida.
Saulo, antes de ter um encontro com Cris¬to na estrada de Damasco, perseguia os cristãos mesmo tendo ouvido falar das maravilhas do mi¬nistério de Jesus. Saulo ainda não havia experi¬mentado o poder do Senhor. Entretanto, após seu encontro com Ele mudou seu pensamento e seu estilo de vida:

E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. E ele, tremendo e atô¬nito, disse: Senhor, que queres que faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer.
Atos 9.3-6

Saulo teve um encontro pessoal com o Senhor Jesus e, diante da grandeza do Filho de Deus, percebeu que era errado perseguir os cris¬tãos e que sua visão sobre Deus era distorcida.
Após seu encontro com Cristo, Saulo to¬mou conhecimento sobre a vontade divina e sub¬meteu-se a ela, indo anunciar a outros as boas novas de salvação. Saulo poderia ter ficado ca¬lado, não se sujeitar ao Senhor e seguir em outra direção, mas não o fez, porque aquele encontro mudou radicalmente sua maneira de pensar, de sentir e de agir.
E uma vez que Saulo reconheceu sua con¬dição e submeteu-se à vontade de Deus, disposto a mudar seu comportamento, o próprio Senhor disse a Ananias: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel (Atos 9.15). Saulo tornou-se um discípulo de Jesus e foi anun¬ciar a todos que este era o esperado Messias.

Confissão de pecados

Quando Isaías disse: Ai de mim, que vou pe¬recendo! Porque eu sou um homem de lábios impu¬ros e habito no meio de um povo de impuros lábios (Isaías 6.5), fica subentendido que ele fez uma auto-analise da sua existência, e constatou que era um homem de lábios impuros.
O pecado separa o homem de Deus. Quando pecamos, a comunhão com o Criador é quebrada. A iniqüidade é motivo de vergonha e de afastamen¬to, como foi para Adão e Eva no jardim do Éden.
O Altíssimo abomina o pecado, mas ama o pecador. Por isso, quando as transgressões são confessadas, o Pai as joga nas profundezas do mar, conforme está escrito em Miquéias 7.1 8,1 9:

Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdo¬as a iniqüidade e que te esqueces da rebelião do res¬tante da tua herança? O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade. Tornará a apiedar-se de nós; subjugará as nossas iniqüidades, e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.

O que você entende por essa passagem que acabou de ler? O Senhor está afirmando que esquece, lança mão dos nossos pecados, e não fará mais menção a eles. Mas primeiro é preciso a confissão arrependida.
Quando você reconhece quem é e o seu estado, está fazendo algo magnífico no mundo espiritual: está confessando, reconhecendo seu erro, sua culpa, sua necessidade de Deus e sua dependência dEle. A confissão produz duas coisas em nós: purificação e triunfo. Purificar significa tornar puro moralmente; santificar; tirar máculas; expurgar substâncias que alteram, corrompem a pureza de algo. Triunfar é subjugar as dificulda¬des, transpor obstáculos, e obter a vitória.
Em 1 João 1.7-9, está escrito:

Mas, se andarmos na luz, como ele [Deus] na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

Quando você reconhece quem é e o seu estilo de vida para Deus, está confessando-se. O poder do Senhor Jesus entra em ação para purifi¬cá-lo do seu pecado, restaurar sua comunhão com
Deus e levá-lo ao triunfo. Em Provérbios 28.13, está registrado: O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará; mas o que confessa e deixa, al¬cançará misericórdia.
Você será vencedor se confessar a Deus tudo que está em seu coração. Não tenha medo ou vergonha. O Todo-Poderoso vai perdoá-lo, pu¬rificá-lo e esquecer-se de suas iniqüidades, quan¬do você se confessar a Ele com o coração sincero e arrependido.
O Senhor prometeu em Isaías 43.25: Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro. Creia na Palavra do Senhor, obedeça-lhe, e será vitorioso.

Extraído do livro:: Experiência com Deus
Autor: Silas Malafaia

Experiência com Deus capítulo 3


Discernimento espiritual

Isaías não percebeu apenas a sua condi¬ção pecaminosa diante da santidade de Deus. O profeta também se deu conta de que habitava no meio dum povo de impuros lábios (Isaías 6.5b).
Quem está à sua volta? Você aceitou Cris¬to, possui experiências com Ele, mas não sabe discernir as pessoas? Se você não conhece ver¬dadeiramente os seus amigos e aqueles que com¬partilham o dia-a-dia com você, é porque lhe falta discernimento espiritual.
Só aqueles que têm intimidade com o Todo-Poderoso conseguem discernir bem pessoas, situa¬ções e lugares. O discernimento, a capacidade de perceber e avaliar as coisas clara e sensatamente, é um dom concedido pelo próprio Deus (2 Coríntios 12.8-10).
Não é possível ter um amigo há anos e não conhecer de fato a sua personalidade! O cristão precisa ter discernimento espiritual, ver o que ninguém mais percebe!
Por exemplo, imagine que você tenha um colega bagunceiro, que transpareça muita ale¬gria, e todos achem que ele é muito feliz. Mas você, que tem experiência com Deus e discer¬nimento espiritual, logo percebe que ele escon¬de algo com esse comportamento. Um dia, a sós com ele, você diz: "Amigo, sei que sua alegria encobre algo", e ele desaba. Isto porque, com discernimento espiritual, é possível ver além; ver o que os outros não conseguem enxergar, e aju¬dar outros.
Quando Isaías teve uma experiência com Deus, discerniu quem era, o seu estado miserá¬vel e o seu ambiente social. Isto porque uma pessoa que tem experiência com Deus nunca mais é a mesma. Ela adquire discernimento es-piritual.
O apóstolo Paulo escreveu à Igreja em Corinto a respeito da diferença entre o homem na¬tural e o espiritual. Está registrado em 1 Coríntios 2.14-16:

Ora o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem lou¬cura; e não pode entendê-las, porque elas se discer¬nem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.

Em nosso meio, há muitas pessoas que afir¬mam ver anjos e ter inúmeras revelações de Deus. Contudo, isto não muda nada seu jeito de ser. Elas não têm discernimento espiritual. Continuam com a mesma língua afiada. São perversas, vingativas. Experiências espirituais que não geram mudanças de vida, não transformam, não libertam, não mu¬dam comportamento, não podem ser experiências com o Senhor.

Experiências reais e concretas
Há muitos crentes vivendo no engano. Há pessoas que passam a vida inteira tendo visões, sonhos, que nunca acontecem. Estão vivendo de utopia, de fantasia. Deus não é utópico!
Se o sonho foi gerado pelo Todo-Poderoso, acontecerá. Se a revelação foi feita pelo Senhor, será confirmada. Se a profecia proveio de Deus, vai realizar-se. Experiências com Deus são reais; concretizam-se! Não são coisas abstratas.
Isaías viu o Senhor assentado num alto e sublime trono e Sua presença encher o templo. Ouviu os serafins clamando uns para os outros: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos. Sen¬tiu os umbrais da porta se moverem ao som da voz celestial e os seus lábios serem tocados pela brasa viva levada pelo serafim. Isaías respondeu ao chamado de Deus. Ele teve uma experiência real, concreta, foi impactado por ela, e teve sua vida mudada. O Todo-Poderoso operou onde era necessário em Isaías.
Experiências com o Senhor não ficam no abstrato, refletem no mundo concreto. Se Isaías tivesse apenas contemplado a glória de Deus e reconhecido que era um pecador, talvez isto não gerasse uma grande mudança, mas depois que um dos serafins tocou os lábios impuros do pro¬feta com uma brasa viva do altar, o pecado foi re¬movido, e Isaías se viu em condições de anunciar a Palavra do Deus Santíssimo.
O Serafim tocou no problema de Isaías: os lábios impuros. Deus age em nossa vida da forma e na área certa. Ele não erra. O Senhor vai ao en¬contro das nossas necessidades e remove todas as coisas que impedem a manifestação da Sua glória. Deus é preciso! Mas é fundamental reconhecer o pecado, o problema.
Você está surpreso? Pois saiba que Deus faz isso ainda hoje. Você pode ser o maior peca¬dor, mas, se confessar a Ele suas falhas e suas ne¬cessidades; se reconhecer o seu estado precário, será tocado pelo Senhor. A sua libertação acon¬tecerá, porque experiência com Deus é algo real, que muda nossa condição para melhor.
Uma pessoa que tem experiência com Deus não pode manter a mesma velha vida de pecado. O Senhor irá tocar onde é necessário re¬tirar o erro, o engano, o vício, o mal, e purificar a pessoa. Foi exatamente isso que Jesus fez com a mulher adúltera.
E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério E, como insistis¬sem, perguntando-lhe, endireitou-se e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o pri¬meiro que atire pedra contra ela. E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acu¬sadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Nin¬guém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais.
João 8.3,7,10,11
Sendo pega em flagrante adultério — o que naquela época era considerado pecado de morte e hoje continua sendo visto pela sociedade como uma transgressão vergonhosa —, a mulher foi levada pelos religiosos até Jesus, mas o Mestre a perdoou diante de todo o povo derramando a Sua graça e a Sua misericórdia sobre ela. A partir daquele momento, a mulher foi liberta, purifica¬da, e teve uma vida nova em Cristo.

Depois, tem mais...
Preste atenção ao versículo 8 de Isaías 6: Depois disso, ouvi a voz do Senhor... Após Isaías ver a glória de Deus, reconhecer sua carência da mi-sericórdia divina e ser tocado pela brasa viva do altar, Deus ainda falou com o profeta, revelou-lhe coisas tremendas e comissionou-o a anunciar as novas ao povo da promessa.
Depois de uma experiência com Deus, ain¬da tem mais! Isso significa que também não aca¬bou para mim e para você!
O apóstolo Paulo disse em 2 Coríntios 3.18: Mas todos nós, com rosto descoberto, refle¬tindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória. É uma glória hoje; outra, amanhã. Semana que vem tem mais glória! No mês seguinte, a glória continua au¬mentando.
Em Deus, há muitos "depois". Ele tem muita coisa para manifestar e revelar a você! Tem inúmeros planos para a sua vida, porque Ele é um Deus de coisas novas!
Por que tem gente que não crê? E crente há anos e anos, e nada tem de novo para contar das maravilhas do Senhor. Diz: "Irmão, há 40 anos tive um encontro ma-ra-vi-lho-so com o Senhor! Há 39 anos fui batizado com o Espírito Santo". A gente pergunta: "E depois, irmão? O que mais aconteceu?" Ele responde: "E...bem ... vamos fi¬car por aqui mesmo".
No entanto, um novo convertido, com três anos de vida cristã, pode ter quase um livro de mi¬lagres para contar. Ele diz: "Está com tempo? Há três anos, aceitei a Cristo. Há dois anos e meio, Je¬sus me batizou com o Espírito Santo. Há dois anos e três meses, Ele salvou a minha família. E há dois anos, Deus operou um milagre em um colega de trabalho meu...". E não pára mais.
Com Deus tem que ter "depois"! Ele dese¬ja manifestar-se ainda mais a você! Quer propor¬cionar-lhe novas experiências em sua vida assim como fez com a mulher que padecia com o con¬tínuo fluxo de sangue há 12 anos.
Mas atente para um detalhe que modificou toda a história da mulher: ela acreditava que o Messias a curaria daquela doença, que a deprimia e a deixava completamente debilitada há tantos anos. E recebeu o milagre conforme sua fé. Confi¬ra o texto bíblico:

E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada, che-gando por detrás dele, tocou na orla da sua veste, e logo estancou o fluxo do seu sangue. E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude. Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado e como logo sarara. E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.
Lucas 8.43,44,46-48

Se você crer, também verá a glória de Deus ser manifesta dia após dia em sua vida!

Extraído do livro:: Experiência com Deus
Autor: Silas Malafaia

Experiência com Deus capítulo 4


Deus fala conosco
Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que di¬zia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? En¬tão, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.
Isaías 6.8

Aprenda, guarde e, se possível, anote as três características quando o Criador fala: de ma¬neira que o homem possa entender, com objetivi¬dade e manifestando a Sua vontade.
Tenho visto inúmeras pessoas afirmar que Deus está falando isto e aquilo, quando na rea¬lidade são "profetadas", "visagens", "revelamentos"; coisas da cabeça dela.
Um dia, ao final de um culto em minha igreja, a Assembléia de Deus na Penha, Rio de Janeiro (RJ), uma irmã perguntou: "Pastor, posso dar um recado de Deus para o irmão?" Eu respon¬di: "Pois não! Fale!" Ela disse: "Pastor, eu vi um negócio..." Indaguei: "Que negócio?" Ela pros¬seguiu: "Um negócio..." Brinquei: "Um negócio, negócio? Business?..." Ela confirmou: "Era um ne¬gócio assim, pastor!"
É claro que não era Deus falando! O Senhor não é igual ao homem que, muitas ve¬zes, para pedir algo, faz um monte de rodeios, e não tem objetividade. Deus é claro, direto, objetivo!
Vemos isso no episódio em que Jesus se aproximou do cego Bartimeu (Marcos 10.47-52). Este estava clamando: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! (v. 47) O Mestre perguntou: Que queres que te faça? (v. 51) O cego automati¬camente respondeu: "Eu quero ver". Então Jesus disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho (v. 52).
A Bíblia revela em 1 Coríntios 14.33, que Deus não é de confusão. Logo, Ele não se expres¬sa de maneira que o homem não o compreenda. Pelo contrário! Ele se comunica de modo claro e objetivo! Ele manifesta a Sua vontade de forma in¬confundível! E o Espírito Santo que em nós habita testifica na hora sobre a verdade! (ver João 5.32; 15.26; Romanos 8.16; 1 João 5.6).
Além do Espírito Santo, Deus pode usar Sua Palavra, fatos, milagres e outras pessoas para confirmarem o que Ele nos disse e alimentar a nossa fé (ver João 5.39; 10.25; Hebreus 2.4; 1 Pe¬dro 5.12; 1 João 5.7).

O perigo de buscar profecias
Apesar disso, muitas pessoas andam de casa em casa para ouvir certos "profetas", que fazem "revelamentos" no quarto, na cozinha, no banheiro, na sala. Por que eles não profeti¬zam na igreja? Por que não contam a revelação no culto? Eles não gostam de expor suas "vi¬sões" na Casa de Deus porque lá tem um pas¬tor com cajado na mão, prestes a corrigi-los, se preciso for.
Não estou generalizando. Conheço pes¬soas que são servas de Deus; são usadas por Ele com dons de visão, revelação e profecia. Estou afirmando que está havendo uma busca desenfre¬ada por profecias! É lamentável que muitos cren¬tes corram apenas atrás desse tipo de revelação, desprezando a Palavra de Deus, que é a maior revelação que recebemos dEle, e negligenciem o culto em sua igreja, para ir atrás de "visagens", "profetadas" e "revelamentos".
Alguns crentes fazem desses "profetas" seus "gurus espirituais", e perguntam-lhes coisas do tipo: "Posso sair de casa hoje, irmão? Deus fa¬lou alguma coisa com você se devo ou não sair?"; "irmã, farei uma viagem. O que a senhora me diz, faço ou não? Fecho o negócio ou não?"
Acredito em profecias e nos dons espirituais. No entanto, lamento que muitas pessoas deixem de acreditar nisso por causa de algumas aberrações!

Cuidado com falsos profetas!
O Espírito Santo fala por intermédio de pro¬fetas. Tenho experiência disso na minha vida! Não desacredito das coisas de Deus! Mas deixo um alerta de Deus em Sua Palavra para examinarmos se o profeta é confiável e a profecia provém ou não do Senhor.
Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas inte¬riormente são lobos devoradores.
Mateus 7.15

.. .porque surgirão falsos cristos e falsos pro¬fetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.
Mateus 24.24

Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda aparência do mal.
1 Tessalonicenses 5.19-22.

E também houve entre o povo falsos profe¬tas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdi-ção e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
2 Pedro 2.1

Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.
1 João 4.1

Uma vez, eu e um obreiro de minha igre¬ja fomos convidados para ir a um culto numa big cobertura na Zona Sul do Rio de Janeiro. Que¬riam que eu pregasse a Palavra. Quando entrei na sala, uma irmã estava terminando de "profe¬tizar". Ela dizia: "E agora, eis que volto para o seio de meu pai". Ela queria dar ênfase ao fato de Jesus estar falando por intermédio dela. Mas isso não tem fundamento! Cristo não incorpora em ninguém!
Quando acabou a reunião, aquela irmã revelou coisas para vários dos presentes. Depois virou para o obreiro que estava comigo, e disse: "Eu tive uma visão do irmão saindo. O irmão vai mudar de casa?" Este respondeu: "Não!" "O irmão vai para outro emprego?" Ele negou. Ela insistiu: "O irmão vai realizar uma viagem?" Novamente a resposta dele foi não. Então, ela finalizou: "Entenda esse mistério!"
Como pode uma pessoa anunciar uma re¬velação e esta virar mistério? Mistério não é para mim nem para você, é para Deus. Está na Bíblia em Deuteronômio 29.29:

As coisas encobertas são para o SENHOR, nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para nossos filhos, para sempre, para cumprirmos todas as palavras desta lei.

As coisas são misteriosas para nós enquanto Deus não as revela a nós. Mas quando o faz, Ele fala de maneira que possamos entender; fala com objetividade e clareza! Sendo assim, não pode¬mos ficar perguntando a ninguém o que Deus tem para nós, porque temos acesso direto ao trono da graça. O véu que nos separava do lugar santo foi rasgado quando Jesus morreu na cruz, e abriu ca¬minho para termos acesso ao Pai, por seu sangue.
Agora, eu e você possuímos comunicação direta com o Senhor!

Várias manifestações de Deus
Além disso, não podemos determinar a ma¬neira como o Pai deseja falar conosco, que pode ser pela Palavra, pelo Espírito de Deus tocando ao nosso espírito, por intermédio de alguém usado em profecia, por uma revelação em um sonho.
Para José, filho de Jacó e Raquel, o Senhor revelou por meio de sonhos que ele seria um gran¬de líder:

E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado: Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levan-tava e também ficava em pé; e eis que os vossos molhos o rodeavam e se inclinavam ao meu molho. E sonhou ainda outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que ainda sonhei um sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.
Gênesis 37.6,7,9

Não podemos determinar para Deus como Ele deve manifestar-se. O Senhor é soberano e se comunica da maneira que preferir. Se Ele desejar usar uma pessoa para me entregar uma mensagem, eu aceito. Se escolher usar alguém com uma palavra profética, como já usou para abençoar minha vida, eu recebo. Se Ele quiser me dar um sonho, uma revelação, eu concordo. A maioria das vezes que Deus fala conosco, o Espírito de Deus testifica ao nosso espírito.
Ele pode comunicar-se de forma sobrenatural conforme fez com Moisés em Êxodo 3.2-4, usan¬do uma sarça. E quem somos nós para impedir?

E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma cha¬ma de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia. E vendo o Senhor que se virava pra lá a ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moi¬sés. E ele disse: Eis-me aqui.

A maneira mais usual de Deus falar é por meio das Sagradas Escrituras. No entanto, muitos não querem ler a Bíblia. Têm preguiça. Estão acos¬tumados com a cultura da facilidade. É mais rápido ouvir alguém dizer o que Deus está falando do que buscá-lo com o joelho no chão e a cara no pó.
Mas quero destacar a história de Ana (1 Sa¬muel 1.9), esposa de Elcana, mulher de oração. Em meio à decadência espiritual de Israel, ela despontou como uma mulher de fé.
A vida de Ana era marcada pelo desespe¬ro. Apesar de ser valorizada e amada pelo mari¬do, ela não podia ser mãe; e isso era algo terrível na sociedade judaica da época. Que achava que a esterilidade era uma maldição.
Mas Ana conhecia o Senhor profundamen¬te. Tinha intimidade com Ele. Por isso, além das lá¬grimas e das orações, ela fez um voto a Deus, pro¬metendo dar o próprio filho para servir ao Senhor, se Ele permitisse que ela concebesse um menino. Deus honrou a fé ousada de Ana. Ela gerou Sa¬muel, e cumpriu seu compromisso com o Senhor.
Mesmo com o coração apertado de mãe, ela não hesitou em cumprir o que prometera, pois tinha convicção sobre o Deus a quem servia. E Samuel foi um líder espiritual de grande importância, que levou a nação de Israel a voltar-se para o Senhor.
Somente aqueles que possuem uma vida com Deus de entrega e renúncia têm coragem de firmar um compromisso com Ele assim como fez Ana, pois sabem que o Senhor tem o poder de mover o céu e a terra para atender a um clamor, segundo a Sua vontade e ao Seu tempo.

A voz do Senhor
Relacionamento com Deus não é unilate¬ral; nem a oração é um monólogo, é diálogo. Tem gente que imagina Deus com um punhal na mão, pronto para cravar em quem lhe aborrecer. Outros imaginam que se falarem com Ele num momento inconveniente, Ele vai exasperar-se e dizer: "Cale a boca! Não quero nem ouvir sua voz! Se falar mais uma vez, arrebento você! Não quero, não quero, não quero! Só eu que falo!"
Mas no episódio com Isaías, vemos como Deus é educado. Ele perguntou: A quem enviarei? Quem há de ir por nós? (Isaías 6.8a). Antes de reve¬lar Sua vontade, Isaías precisou dizer: Eis-me aqui. Envia-me a mim (v. 8b). Só então Deus revelou Sua vontade a Isaías: Então dize a este povo (Isaías 6.9a).
Sabe qual é a lição aqui? Para Deus se co¬municar conosco, Ele deseja ouvir-nos primeiro. Aí está o segredo da oração: Ele fala, mas quer ouvir-nos também.
O diabo trabalha para que eu e você não utilizemos a oração. Satanás sabe que quan¬do conversamos com Deus, o Senhor responde e move o mundo espiritual. Sabe que o Criador deseja dialogar conosco. O Todo-Poderoso quer ouvir a nossa voz, e manifestar-se.
Além disso, quanto mais nos aproximar¬mos do Pai, maior será o grau de intimidade que teremos com Ele, e conseqüentemente Sua voz soará mais alto aos nossos ouvidos.
Isaías entendia perfeitamente a mensagem que Deus estava transmitindo-lhe. E você? Também compreende a vontade do Senhor para a sua vida?
Não diga que não percebe o que o Todo-Poderoso está mandando você renunciar, porque, com certeza, é compreensível. Deus não fala truncado, de maneira torcida. Ele se apresenta de modo que o homem o entenda.
E impossível fugir da vontade de Deus. Re¬belar-se contra Ele, fingindo que não o compre¬ende é pedir para sentir a mão disciplinadora do Pai. Não faça isso. Quando Ele ordenar-lhe algo, obedeça-lhe prontamente.

E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo? Qualquer que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante: É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha.
Lucas 6.46-48

A desobediência não é uma opção. O Pai é glorificado quando fazemos Sua vontade e obedecemos-lhe de coração.

Extraído do livro:: Experiência com Deus
Autor: Silas Malafaia

Experiência com Deus capítulo 5

Deus age no individual

O que Deus tem falado, cobrado, pedido, sinalizado para você? Não finja que não compreende.
Atente para o que o Todo-Poderoso disse a Isaias: A quem enviarei, e quem há de ir por mim? Observe que o sujeito parece indeterminado: quem. Mas Isaías sabia que o Senhor falava com ele, e prontificou-se: Eis-me aqui, envia-me a mim. Então, Deus falou diretamente com o profeta.
Essa passagem deixa claro que o Senhor se dirige do coletivo para o particular; do geral, para o individual.
Eu prego para todos indistintamente. No entanto, quando a mensagem penetra no coração de uma pessoa, ela diz: "Senhor, sou eu, ajuda-me, eu preciso!" Então Deus trata pessoalmente com ela.
O Pai sempre se manifesta de maneira ge¬ral; mas, quando alguém se prontifica, Ele age no individual. Quando o cristão se dispõe, o Criador opera na vida dele.
Lembro-me de que, aos 15 anos, eu, filho de pastor, vivia com um grupo de amigos, fazen¬do bagunça na igreja. Eu gostava de sentar no final do templo com eles. Mas um dia, num congres¬so da juventude da minha igreja, o pastor Elizeu Menezes, da Assembléia de Deus na Ilha do Go¬vernador, Rio de Janeiro (RJ), estava pregando a mensagem Avivados para Evangelizar. Deus usou aquele homem para falar comigo. Eu disse: "Sou eu! Preciso acertar-me, servir a Deus".
O pastor Elizeu falava de maneira geral. Meus amigos estavam próximos a mim. Entretan¬to, na hora em que ouvi aquela palavra, afirmei: "E comigo, aviva-me, muda-me, Senhor! Preci¬so servir-te melhor". E a partir daquele dia, Deus mudou a minha história, porque atendi à Sua voz, ao Seu chamado.
Ao fim do congresso, um grupo de garotos foi impactado pela mensagem; outros, não. De¬pois, eu e o primeiro grupo iniciamos um trabalho de madrugada na Zona Sul do Rio de Janeiro. Durante anos, toda sexta-feira, passávamos das 22 horas às 4 horas da manhã pregando nas portas das boates. Foi um laboratório, uma escola fantás¬tica, para a minha vida ministerial.
Você pode estar dizendo: "Jesus, sou eu, preciso ter um relacionamento contigo. Necessi¬to acertar a minha vida, consertar-me. Deus, eis-me aqui!" Sabe o que acontecerá? Atente para o que o Senhor disse a Isaías quando viu a sua dis¬ponibilidade. Deus disse, vai e dize a este povo... (Isaías 6.9a). E Isaías se tornou o maior profeta messiânico da Bíblia. Nenhum outro falou tanto acerca do Cristo.


No centro da vontade de Deus

Com isso, é possível aprender que o me¬lhor lugar para se estar é no centro da vontade de Deus.
O que o Senhor deseja para a sua vida? O que você precisa renunciar? O que é necessário deixar, abandonar? Para onde você deve ir? Não é o lugar que faz a diferença, nem o emprego ou o dinheiro, é a presença de Deus em nossa vida.
O lugar mais terrível por onde já passei pelo menos umas onze vezes foi o deserto na Península do Sinai. Lá é tão seco, que é essencial beber água mesmo sem vontade, para evitar a desidratação. De manhã faz 45 graus! De noi¬te, 1 grau. O sol é escaldante pela manhã; e, à noite, o frio é de rachar. Mas foi no deserto que houve a Shekinah, a manifestação da glória de Deus, para Israel.

Assim partiram de Sucote, e acamparam em Etã, à entrada do deserto. E o Senhor ia adian¬te deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite. Nunca tirou de diante da face do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite.
Êxodo 13.20-22

Para aquele povo que caminhou no deser¬to, o que fez a diferença foi a presença de Deus, que garantiu comida e água todos os dias; nuvem para amenizar a fúria do sol durante o dia; e a coluna de fogo à noite, para aquecer e espantar os animais selvagens. Além disso as roupas e as sandálias dos israelitas não apodreceram e nada faltou, porque Deus garantiu o sustento deles.
A presença e a vontade do Criador na nos¬sa vida fazem toda a diferença!

Buscando um encontro com Deus
O que Deus tem falado e tratado com você? Não diga que não entende a determinação do Senhor. E hora de tomar uma decisão. O Cria¬dor tem o melhor para a sua vida. Eu não tenho, mas o Pai celestial tem.
Há pessoas que conhecem o Evangelho, mas hoje estão completamente caídas e arrasadas. Se você é uma dessas pessoas, se está distante de Deus, volte! Não foi o Senhor que se afastou de você. Ele não se distancia de ninguém. Leia o que Jesus prometeu em Mateus 28.20b: Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Ainda há tempo! Reconcilie-se com o Senhor.
Se você ainda não teve um encontro com Deus, mas deseja isto, a única maneira é arrepen¬der-se dos seus pecados, confessá-los e reconhecer a soberania do Senhor. Peça a Ele para ir ao seu encontro, para falar ao seu coração, convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo. Peça para Jesus ser o seu Salvador e Senhor, e mudar a sua história. Ele terá prazer em atender ao seu pedido.
Confie em Deus! Lance sobre Ele todas as suas necessidades, os seus questionamentos, as suas tristezas, os seus sonhos, os seus pecados, e desfrute do cuidado e do amor do Salvador.
O melhor de Deus está por vir. No entan¬to, isso só acontecerá se você reconhecer o seu estado carente da misericórdia divina e clamar ao Senhor pela manifestação do Seu poder, que lim¬pa, perdoa e purifica você.
Em Jeremias 1 7.7.8, está escrito:

Bendito o varão que confia no Senhor; e cuja esperança é o Senhor. Porque será como árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto.

Para que eu e você, independente das circunstâncias, fiquemos firmes na presença de Deus, dando bons "frutos", é necessário um en¬contro verdadeiro e real com o Senhor. É preciso ter experiências com Deus.
O que nos manterá seguros na Rocha não é a religião, a igreja ou o pastor fulano de tal, e sim as nossas experiências pessoais com nosso Criador, que gerarão a certeza de que só o Senhor é Deus e que Sua Palavra é a verdade; o guia que Ele providenciou para nos revelar um pouco sobre Sua pessoa e sobre os princípios que estabeleceu para uma vida abundante.
Atente para o que o Senhor diz em Isaías 43.11-13:

Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador. Eu anunciei, e eu salvei, e eu fiz ouvir; e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, eu sou Deus. Ainda antes que houvesse dia, eu sou, e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos: operan¬do eu, quem impedirá?

Agora, ore: "Senhor, eu quero ter uma experiência contigo. Muda a minha vida, a minha história. Perdoa os meus pecados. Manifesta o Teu poder e a Tua graça. Liberta-me, restaura-me. Creio que o Espírito Santo fará uma nova obra poderosa em minha vida. Que sejam quebradas, pelo poder do nome de Jesus, todas as correntes que me assolam. Pai, eu entrego a minha vida em tuas mãos. Amém".

Extraído do livro:: Experiência com Deus
Autor: Silas Malafaia

Você é feliz?




Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas: - “Seu marido lhe faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade?” Nesse momento, o marido levantou seu pescoço demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento.

Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro 'NÃO', daqueles bem redondos! ''Não, o meu marido não me faz feliz'! (Nesse momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima).”Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz”. E continuou: ”O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim.

Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da terra, eu estaria com sérios problemas.

Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável. Eu decido ser feliz! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada, mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma.

As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza'. Quando alguém que eu amo morre eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza.

Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar. Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem feliz, porque meus amigos não me fazem feliz, porque meu emprego é medíocre e por aí vai. Eu amo meu marido e me sinto amada por ele desde que nos casamos.

Amo a vida que tenho, mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros.

A vida de todos fica muito mais leve. E, é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos. Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade.”


Fonte: ClickFamilia

terça-feira, 11 de março de 2014

Está faltando paciência na sua vida?

Algumas pessoas definem como uma fração de segundo o período de tempo entre a mudança da luz verde e o sonido da buzina do carro que está atrás.
Uma das características de nossa época é a impaciência. Tudo corre a um passo agitado e a buzina é uma forte lembrança para que o pedestre ou carro da frente ande com maior rapidez. A Bíblia fala da paciência. Não apenas da paciência de Deus e de Jó (Tiago 5:11). Recomenda a paciência que devemos ter enquanto aguardamos o retorno de Jesus (Tiago 5:7); no relacionamento uns com os outros (Romanos 15:5), etc.
A paciência é uma virtude (rara!) que vale a pena ser buscada. Os atributos da paciência nos proporcionam uma vida mais feliz e abundante. O exercício da paciência nos ajuda a aliviar ansiedades de cada dia.
Você já orou alguma vez pedindo paciência e já se perguntou por que existem tantos problemas?
Quando você pediu paciência, como esperava que Deus respondesse a sua oração? Usando um funil e enchendo um jarro de paciência? Dificilmente. O mais provável é que depois de sua oração, sejam apresentadas provas mais difíceis de suportar. Esta é a maneira que Deus tem para responder a oração… ajudando a você ajudar-se a si mesmo.
A paciência é uma virtude que se desenvolve, não se herda. Você adquire paciência vencendo as dificuldades da vida, aprendendo a ter calma quando enfrenta a provocação. Não se pode escapar dos problemas que provarão sua paciência. Porém, cada vitória sobre a impaciência irá prepará-lo para enfrentar melhor o problema ou desafio seguinte.
Paciência. Exercite-a diariamente. Motivos não faltarão!
Fonte: Blog de Amilton Menezes

domingo, 9 de março de 2014

O problema do mal- parte 1

O Problema do Mal - parte 1

Existe claramente algo de errado com este mundo. Entre atos de genocídio, homens-bomba, poluição para todo lado, assaltos aleatórios nas ruas, abuso sexual e bombas inteligentes que estupidamente matam crianças, todos nós podemos dizer que algum tipo de mal perverso distorceu as mentes e corações dos seres humanos. Nós queremos acreditar que o mundo e aqueles que vivem nele são basicamente bons, mas a maioria das evidências diárias parecem correr na direção oposta. Deus pode ser bom e ainda permitir tanta dor e sofrimento no mundo? Existe alguma razão para esperar que existe algo melhor abaixo da superfície do que vemos e experimentamos?
 
A Bíblia nos diz que as coisas não foram sempre dessa forma. De acordo com a Bíblia, antes de haver uma Terra, antes mesmo de haver um universo, havia um Amante Eterno, um Ser cuja própria natureza era e é amor. “Com amor eterno te amei,” declara este Ser (Jer. 31:3). Antes de haver uma terra ou qualquer ser humano, este amoroso Deus vislumbrou como seria ter um universo cheio de criaturas que poderiam amar e serem amados. Como uma mulher que se apaixona por seu bebê antes mesmo de ele nascer, Deus amou a criação antes de ela ser criada. “Deus é amor” (1 Jo. 4:8).
 
A Bíblia segue nos dizendo que Deus preparou o caminho para a criação preenchendo-a com inúmeros símbolos do seu amor. Existem flores, quase infinitas em variedade, com centenas de tons de todas as cores imagináveis, com incríveis perfumes variando entre claro e delicado até rico e escuro. Há frutas, grãos, nozes e vegetais, com suas infinitas variedades de cheiros, sabores e texturas (Gên. 1:11-12; 2:8-9). Há os animais alternando entre incríveis e magníficos, como o leão, o tigre e o alce, até os insuportavelmente fofos, como o coala, o panda, o esquilo e o suricate (Gên. 2:19-20).
 
O incrível deleite que nós encontramos nas plantas e animais não é uma necessidade da existência. Nós poderíamos viver sem a variedade de cores e sabores. Poderíamos viver sem os animais. Mas a vida não seria nem de perto tão prazerosa. Poderíamos também viver sem as canções dos pássaros, mas quem iria querer isso (com exceção talvez do estridente pio da gralha ou do corvo)? E este é apenas o início dos presentes de Deus.
 
Eu poderia falar acerca de montanhas e lagos, belos pores do sol sobre os oceanos, o cheiro da grama recém-cortada e vários outros deleites. A Bíblia nos diz que estes desnecessários mas encantadores aspectos do nosso mundo são presentes de um extravagante Amante, que deseja preencher a vida daqueles que Ele ama com extraordinário amor (Ecl. 3:13, 5:19, Tg. 1:17). E apesar do mal que experimentamos no mundo hoje, esses símbolos do amor de Deus ainda podem ser percebidos e apreciados. Mas se as intenções de Deus eram tão boas, por que há tanta dor e sofrimento em meio à beleza?
Tudo remete de volta à escolha que Deus fez.
 
Continua…

sexta-feira, 7 de março de 2014

Laços de amor

“Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor.” Oséias 11:4
Amor é a palavra que melhor define o caráter e personalidade de nosso Deus e Criador. “Deus é amor” e, portanto, Ele ama. Ele ama a tudo e a todos.
Mas, quais são os grandes amores de Deus? Será que Ele ama mais a uns que a outros? Ele ama a Natureza que criou, incluindo os pássaros, os animais, o homem. Deus ama Seus anjos e os habitantes dos outros mundos… Porém, quando o pecado entrou em nosso mundo, Ele sentiu e sente ainda um amor muito maior por todos nós.
Infelizmente, o mundo está cheio de ideias erradas a respeito de Deus: alguns dizem que Ele é um severo juiz, que sem misericórdia envia os maus para o inferno e os bons para o Céu; outros creem que, se Deus é amor, é tão bom que acabará perdoando a tudo e a todos; há os que acusam Deus da existência do pecado e de toda a dor, sofrimento e morte que sofremos, e alguns chegam à petulância de dizer que Deus não existe, que está morto!
Mas a verdade é que Deus existe e não é nada disso que outros pensam. Quando estudamos de Deus em relação à vida de Jesus, Seu Filho, evidenciamos que o amor é o móvel de Sua existência, e a salvação do homem, com a reabilitação de tudo o que foi criado e perdido, o grande alvo de todo o Seu plano de redenção. Tudo nos mostra que o homem, quando pecou no Éden, foi a grande preocupação de Deus, o Seu grande dilema: o que fazer com o pecador? Como poderá ele ser salvo? Aceitaria o homem o plano de salvação?
Sim, Deus estava num dilema, se assim for permitido nos expressarmos. Mas o Senhor Deus tinha a resposta: a cruz, Seu Filho tomando a forma humana e morrendo na cruz. Ao ir ao jardim naquela tarde, Deus foi decidido a adotar o homem como Seu filho e a convidá-lo como filho pródigo que era agora, a voltar arrependido aos braços de amor do pai. (Lucas 15:11)
Ao tomar tal decisão e ao Adão aceitar o Seu Plano, Deus revelou seu grande amor pelo ser humano. Mesmo em meio aos sofrimentos que resultam do pecado, revela-se ainda o amor de Deus.

Deus ainda ama este mundo?

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.” João 3:16.
Este verso da Bíblia revela quão grande é o amor de Deus por este mundo, estes bilhões e bilhões de pessoas, enfrentando catástrofes e calamidades, guerras e rumores de guerras, violência e estupros, falta de amor e caridade, vícios e crimes, sexo livre e doenças, infidelidades e divórcios, além do ódio, das paixões, da pobreza, egoísmo, descrença e materialismo, cujo destino final são os hospitais, os cárceres e os cemitérios.
Talvez você já tenha se perguntando: “Como Deus ainda pode amar este mundo, esta humanidade incrédula, suja, violenta e má, muito má?”
As tragédias, os desastres estão em todos os noticiários e, todos os dias. O terror está na ordem do dia e da noite ao redor do mundo! Também tristeza, conflito e dor…
Mas, este é o mundo que Deus ama. Incrível?  Não!  “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.” Deus ama o pecador. Este amor tão grande pela humanidade trouxe Jesus à Terra para sofrer e morrer. Foi o amor que moveu a vida de Jesus aqui na Terra e o amor é o princípio que nós todos devemos adotar.
Este amor é incomparável! Tema para a mais profunda meditação! O inigualável amor de Deus por um mundo que não O amou!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Beleza Espiritual





A beleza é uma característica que o ser humano busca e tenta manter. Todos querem apresentar uma boa aparência, ter uma casa bonita, um carro bonito, etc. Um dos requisitos para que algo fique bonito é combinar com outros elementos que o circundam. A mulher quer usar um cinto que combine com a bolsa; um anel que combine com o outro. O homem quer uma camisa que combine com a calça. Se não combinar, não fica bem.





Também na Bíblia encontramos essa preocupação. Porém, com ênfase em outros elementos. Vejamos alguns exemplos:
O louvor combina com aqueles que têm uma vida reta - Salmo 32.11 e 33.1.

Não fica bem um ímpio falando a Palavra de Deus - Salmo 50.16.

Jóia de ouro em focinho de porca não é bonito, assim como não fica bem a beleza física e a loucura reunidas na mesma pessoa - Provérbios 11.22. 

Por isso, não se deve dar as coisas santas aos cães, nem as pérolas aos porcos - Mateus 7.6. Da mesma forma, não fica bem o jugo desigual, a comunhão da luz com as trevas ou a mistura do santo com o profano. II Coríntios 6.14-18.

A palavra certa combina com o tempo certo, assim como combinam maças de ouro com bandejas de prata - Provérbios 25.11.

Paulo disso que as contendas, as brigas, não convém aos servos de Deus, mas que a mansidão é bem adequada para nós. II Timóteo 2.24.

Em Provérbios 31.4 está escrito: "Não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte". Enquanto que as pessoas comuns podiam beber, os reis e os príncipes não deveriam fazê-lo (apesar de sempre fazerem). O hábito de consumir bebida forte não é nobre. Um rei precisa estar sempre sóbrio, lúcido, para exercer bem as suas atividades. Não fica bem encontrar um rei, ou príncipe, bêbado pelas ruas. Não combina.

Da mesma maneira, nós cristãos somos príncipes, filhos do Rei. Somos nobres. Devemos então examinar nossas ações, nosso modo de falar, nosso modo de viver. O que é bom ou normal para os ímpios nem sempre fica bem para nós. Não combina. Está escrito: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém.." I Coríntios 6.12.

Não fica bem encontrar um cristão caindo pela vida. Somos nobres. Precisamos estar sempre de pé e, se cairmos, que seja de joelhos diante do nosso Deus.

Que o Senhor nos perdoe pelas vezes em que nos esquecemos de nossa linhagem real e que ele nos ajude a viver de modo digno da vocação com que fomos chamados. Esta é uma questão de beleza espiritual.

Autor: Prof. Anísio Renato de Andrade 

terça-feira, 4 de março de 2014

o Suicídio É Raro Entre as pessoas que temem a Deus

Através da história, os pagãos olharam sempre para o findar da vida, incluindo o aborto, como aceitável. É comum eles suicidarem-se, enquanto as pessoas que temem o Grandioso Deus Vivo raramente o fazem.

Os Antigos Gregos e os Romanos toleravam o suicídio. Alguns grandes homens da história, Séneca e Aníbal entre outros, mataram-se. Algumas nações glorificam o suicídio, especialmente durante a guerra. Pilotando os seus aviões em direcção aos porta-aviões inimigos, os pilotos japoneses davam as suas vidas, voluntariamente, pelo seu país. Os japoneses dizem que estes pilotos tornavam-se deuses.

O povo que se manteve firme durante mais tempo na verdade eterna, os israelitas, abominam o suicídio. A Bíblia foi escrita durante um periodo de 1500 a 1600 anos. Moisés escreveu o primeiro livro, o apóstolo João o último e um profeta após outro os livros que há entre estes. Os israelitas dir-lhe-ão, de imediato, que estes escritores registam apenas quatro suicídios durante esta grande extensão de tempo.

O primeiro suicídio foi o do Rei Saúl. O primeiro rei de Israel matou-se porque perdeu o respeito do povo. Depois de sofrer a derrota na bata¬lha contra os filisteus, Saúl perdeu o respeito pela nação, colocando o seu trono em risco. Estando desviado, Saúl deitou tudo a perder aos olhos de Deus.

O primeiro livro de Samuel 31:4 relata que Saúl disse ao seu pajem de armas para o atravessar com a sua espada. Quando o pajem de armas recusou, o próprio Saul tirou a espada e lançou-se sobre ela. Vendo o que Saúl tinha feito, o pajem de armas também se matou.

o terceiro suicídio registado na Bíblia, também ocorreu durante o tempo de David.
Aquitofel era um homem sábio dos seus dias e um confidente e conselheiro do Rei David. Quando Absalão tentou apoderar-se do trono do seu pai, David, Aquitofel decidiu juntar-se a Absalão. No entanto, Absalão escolheu seguir o conselho de homens mais novos em vez do de AquitofelQuando Aquitofel soube disto, foi para a sua cidade, pôs a sua casa em ordem e enforcou-se. (II Samuel 17:23)

Aquitofel suicidou-se por várias razões. Primeira: vergonha. Ele fez da sua vida uma confusão.
Segunda: culpa. Ele tinha trabalhado para David durante muito tempo e sabia que estava errado traí-lo. A culpa faz as pessoas ficarem desespera¬das.
Terceira: alienação. Ele não tinha ninguém para quem se voltar. Ele tinha enganado e lutado contra David.Absalão tinha recusado o seu conselho.

Quarta: um sentimento de desespero. Ele era um grande homem. O que é que ele podia fazer a seguir?
Quinta: fracasso. Porque ele se tinha tornado num fracasso, a depressão veio sobre ele.
Sexta: angústia. Ele pensou que o mundo tinha desabado sobre ele e não sabia o que fazer.
Sétima: desiludido com a vida. Batseba, contra quem David pecou, era membro da familia de Aquitofel.

Os primeiros três suicídios estão registados no Velho Testamento
. O quarto, no Novo Testamento, Judas traiu Jesus e depois matou-se.
Mateus 26:14,15 afirma: "Então um dos doze, chamado Judas /Escariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes; e disse: Que me quereis dar e eu vo-lo (Jesus) entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata ".

Mateus 27:5 continua o relato. Judas "atirou as moedas de prata para o templo, retirou-se e foi-se enforcar".
As pessoas que viveram durante os tempos blicos experimentaram tempos difíceis - problemas grandes e tristezas - tal como as pessoas dos nossos dias. Mas, ao contrário dos segundos, rara¬mente se suicidavam.

Como é que as pessoas dos nosso dias vencem o desejo de se matarem?
A resposta vem, forçosamente, através de uma destas pessoas dos tempos bíblicos. David disse:
"Porque estás abatida, ó minha alma e porque te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, na salvação da sua presença". (Salmos 42:5)

David sabia mais acerca da vida do que nós sabemos. Ele
compreendia os seus problemas. No versículo citado, David estava a falar consigo mesmo - o seu espírito estava a falar para a sua alma: "Porque estás abatido, David? E porque te perturbas em mim?"

David respondeu com uma resposta positiva a uma situação negativa. Ele disse: "Espera em Deus."Ele estava a transmitir esta solução a mim e a ti.

Texto extraído do livro: Como vencer o suicído



Uma Forma de Homicídio


Há designações diferentes para as diferentes maneiras de tirar a vida ao próximo.
Matar deliberadamente alguém é designado homicídio. Matar deliberadamente um dos pais, em particular o pai, é parricídio. Fraticídio é matar um irmão ou uma irmã. Infanticídio, um bêbê e aborto, um feto.

Deus disse: "Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus e ele será meu filho.
Mas, quanto aos tímidos, e aos descrentes, aos abomináveis, aos homicidas, aos devassos, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago de fogo e enxofre; o que é a segunda morte."

(Apocalipse 21:7,8)

A morte é uma alienação da actividade. A segunda morte significa estar separado, para sempre, de Deus sem mais nenhuma hipótese de vida nem de auto-ajuda. Este último tormento é muito pior do que qualquer outro.
Nesta lista daqueles que vão ser punidos eternamente, Deus inclui os assassinos. O suicídio, que é tirar a própria vida, é uma forma de assassínio.

Os tempos em que vivemos são fora do normal.
Por todo o mundo, há mais violência do que alguma vez houve em toda a história registada.
Os relacionamentos humanos são violentos.

Além de se matarem a si próprias, as pessoas lutam entre si e matam-se umas às outras em guerras e rebeliões, derrubando governos. Tendo-se tornado poderosos através de meios violentos, quase metade dos governos do mundo são militares.

Nos jornais diários lemos acerca de guerrilhas que destroem. Até mesmo nos Estados Unidos da América fazem sabotagens, põem bombas ou usam outros meios para matar.

A natureza também reflecte a violência dos nossos dias. Foram registados mais tremores de terra neste século do que nos últimos quatro ou cinco. A violência cósmica tem acelarado. As pessoas estremecem, quase diariamente, com as notícias de fogos que destroem florestas, cidades e vidas. Tufões e furacões surgem sem previsão matando milhares de pessoas.
Nestes dias sem precedentes de violência global, deves ter em consideração a decisão de não tirares a tua própria vida.

Alguns médicos classificam o alcoolismo e o suicídio como doenças. Dizem que o alcoolismo é a única doença em que as vítimas se divertem.

Os homens e as mulheres tornam-se alcoólicos bebendo voluntariamente, por prazer. O alcoolismo não é uma doença - é um pecado. Muitas pessoas são libertas, instantaneamente, do alcoolismo pelo poder de Deus ao entregarem as suas vidas ao Senhor Jesus Cristo.
Os médicos chamam ao suicídio uma doença, as nossas leis chamam-lhe crime, mas a Palavra de Deus diz que é um pecado. Um dos dez mandamentos diz: "Não matarás" (Êx. 20:13). Isto quer dizer que não se deve matar ninguém, incluindo o próprio.

Quer tu tires a sua vida ou a de outra pessoa, estás a cometer assassínio. Nós devemos compreender que a vida humana tem dignidade e não deixa de existir com a morte. Ela é eterna, imortal. A Bíblia diz que tanto os mortos em Cristo como os ímpios mortos, ressuscitarão.
"Sabendo que, O que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará, também, por Jesus e nos apre-sentará convosco ".
(2 Coríntios 4: 14)

"Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós se-remos transformados."
(I Coríntios 15:52)

"E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida: e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras".
(Apocalipse 20:12-15)

Todos os mortos ressuscitarão e serão julgados por Deus pelas suas vidas. Nunca te apresentes diante de Deus como um assassino, com o teu próprio sangue nas mãos.

Texto extraído do livro: Como vencer o suicído