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quarta-feira, 17 de julho de 2013

COMO LIDAR BEM COM OS CONFLITOS: UMA LIÇAO A SER ENSINADA



Ensina a criança no caminho em que deve  Andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” ( Pv 22.6)


   Um pai diz ao filho de 4 anos: “Se te baterem, bata também!”. Outro orgulha-se de que o filho nunca leva desaforo para casa. Há ainda o pai não estimula o filho a revidar, mas teme que este não consiga fazer-se respeitar, tornando-se constante vitima dos colegas.
   A capacidade de mediar conflitos de forma adequada tem sido considerada condição indispensável para o estabelecimento de boas relações interpessoais. Algumas crianças apresentam mais dificuldade quando ao controle diante de conflitos; entretanto, a capacidade de conter a impulsividade pode ser estimulada mesmo nas crianças pequenas.
   A ira é um sentimento que precisa ter sua forma de expressão orientada. Ensinar a criança a revidar, quando for vítima da agressividade dos colegas, torna-a incompetente para resolver situações de conflito de forma eficaz, pois passa a ter como único recurso a agressividade.
   Quando são pequenas, o motivo pode ser a disputa por um brinquedo, a perda em um jogo ou a ofensa verbal do colega. São coisas aparentemente insignificantes, mas que merecem orientações dos adultos para que as crianças desenvolvam as habilidades sociais de que necessitarão por toda a vida, inclusive para resolver conflitos mais sérios com o passar do tempo.
   O exemplo dos adultos é uma forma pratica e muito eficiente para a aprendizagem dessas habilidades pelas crianças. As formas como os pais lidam com conflitos é modelo para seus filhos. O exemplo que provavelmente seguirão é a maneira como a ira é tratada em casa. Afinal, os filhos não verão muitas demonstrações corretas de lidar com conflitos na sociedade nem na televisão, mas observam cuidadosamente o que os pais costumam fazer quando entram em atrito com alguém.

Seguem algumas sugestões praticas para a solução de conflitos que os pais podem desenvolver com seus filhos:

  1. Não aceitar acessos de raiva como forma normal de reação. Muitos pais acomodam-se diante do “gênio difícil” da criança e permitem que essas reações se tornem habituais.

  1. Desenvolver técnicas de relaxamento “de emergência” para se acalmar quando sentir que está aponto de estourar. Há diversos artifícios moderadores do estado de espírito que podem usar: ouvir musica, caminhar um pouco, praticar esporte, brincar, ficar sozinho por um tempo, distrair-se. É preciso examinar o que acalma seu filho e ensiná-lo a usar as táticas que o ajudem a neutralizar a raiva, para depois conseguir resolver o problema. O meio mais efetivo é primeiro esfriar psicologicamente e depois, de maneira assertiva, construtiva, enfrentar a outra pessoa para acertar a desavença com bom senso. Isso é aprendido e exige intervenções dos adultos, especialmente no caso de crianças menores.

  1. Ensinar as crianças a ver outros ângulos das situações conflitantes. Com o caleidoscópio, é possível ver o mesmos elementos formados imagens diferentes, dependendo de pequenos movimentos.

  1. Ajudar os filhos a melhorarem a qualidade de comunicação nas discussões violentas. “Palavrões” e ofensas devem ser substituídos por outras formas de falar. As palavras duras fomentam a ira do outro, mas as palavras brandas podem acalmar o adversário (Pv. 15.1). Se alguém acende um fósforo e o outro espalha o combustível, a explosão certamente vira.
     Há famílias que permitem, até, que os filhos dirijam-se aos pais com palavras ofensas. Isso é bastante prejudicial, pois, além de gerar um relacionamento desrespeitoso, a criança utilizará esse modelo no trato com as outras pessoas adultas.

  1. Ensinar a criança a reclamar do que não gosta sem ofender ou atacar a outra pessoa. Expressar sua opinião a respeito do que os outros dizem ou fazem, de forma assertiva, também pode ser ensinado.
Atacar o problema e não as pessoas é uma capacidade que pode ser aprendida. A criança precisa aprender a não dizer tudo o que lhe vem à cabeça, mas também a não se calar quando não gostar de algo. Encontrar o modo certo de se expressar pode ser ensinado. Não se pode confundir franqueza, sinceridade e espontaneidade com grosseria, indelicadeza ou desrespeito.

  1. Ensinar a criança fazer acordos diante de conflitos, sugerindo alternativas práticas a serem usadas nas diferentes situações. Alguns pais, vez de auxiliar os filhos indicando alternativas, tomam eles próprios atitudes para resolver o problema com a outra criança envolvida no conflito. Certa vez, uma mãe me disse: “Não deixo meus filhos brigarem. Quando começam a discutir já interfiro e resolvo o problema”. Essa atitude pode tornar a criança dependente do adulto e sem recursos próprios para solucionar seus conflitos.

  1. Desenvolver a tolerância, ou seja, o respeito, a aceitação e o apreço pelas diversidades entre as pessoas. A tolerância é a harmonia na diferença. Auxiliar as crianças a perceber, tolerar e respeitar as diferenças também deve ser objeto de atenção dos pais que querem criar seus filhos com habilidades sociais adequadas. A escola é um meio de proporcionar às crianças a convivência com muitas diferenças. Isso pode ser enriquecedor em termos sociais, se bem orientado.

  1. A empatia é fundamental. Exercitar a criança a se colocar no lugar do outro e imaginar como se sentiria é um recurso pratico a ser usado quantas vezes for necessário. Perceber as respostas e insinuações do outro é uma habilidade social fundamental. Isso ajudará a criança a notar quando o colega não quer mais brincar ou está começando a ficar irritado. Crianças com dificuldade nesse sentido provocam o outro ao extremo sem perceber a hora de parar. Isso também merece atenção e ensino dos pais.


Portanto, pais, mãos à obra. Há muito que fazer para ajudar seus filhos em seu desenvolvimento social. Que Deus dê sabedoria para isso!
   
                                             Roseli Fernandes Lins Caldas

                                                                        Psicóloga escolar

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