Web Radio Gospel Da Covilha - ((( Portugal))) Sua Amiga De Todos As Horas



Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos. Provérbios 16:3

segunda-feira, 30 de junho de 2014

25 dicas incríveis para ajudar você e seu cônjuge a aproveitarem sua felicidade conjugal.

  1. Não seja um mártir. Fale sobre suas necessidades. "Estou acabada, você poderia colocar as crianças para dormir esta noite?"
  2. Importune, e seu companheiro irá aprender a ignorá-lo. E provavelmente irá evitar você.
  3. Edifique seu cônjuge com elogios sinceros. Nunca, nunca critique. Somente elogie.
  4. Faça brincadeiras. Faça gracinhas, tenham alegria juntos e riam juntos.
  5. Decida quem cuida das contas. Seja prático e escolha o melhor pra isso. Esteja aberto para conversar sobre as finanças livremente, e não esconda nenhuma área financeira. Comprometa-se, esforce-se para ficar livre de dívidas e aprenda a viver com o que ganha.
  6. Não guarde rancor. Seja o primeiro a pedir desculpas - mesmo quando for difícil engolir seu orgulho. Faça sua parte para acertar as coisas. Coloque seu casamento e os sentimentos de seu cônjuge em primeiro lugar, sempre.
  7. Deixe um bilhete de amor de vez em quando, sem um motivo específico.
  8. Ame o pacote completo. Talvez sua esposa tenha mais cabelos grisalhos e rugas de expressão, ou seu marido esteja ficando careca enquanto a barriga dele cresce. Aprecie seu casamento e permaneça firme em seu compromisso.
  9. Mostre aos seus filhos que seu casamento vem antes deles. Quando seus filhos perceberem sua dedicação e respeito um pelo outro, sentir-se-ão mais seguros.
  10. Tenham a noite do casal semanalmente.
  11. Marquem de se encontrar quando estiverem livres de suas obrigações. Intimidade é algo ótimo, mas ajude a preparar o clima terminando as tarefas de casa e cuidando das crianças primeiro.
  12. Não critique a família de seu cônjuge. Talvez a sua cunhada seja desastrada, ou seu sogro o deixe louco. Reclamar para seu cônjuge sobre a família dele pode causar constrangimentos e intrigas.
  13. Orem juntos. Considerem Deus o terceiro membro de seu casamento.
  14. Arrume a cama. Encha o tanque do carro dele de gasolina. Pendure a toalha molhada dela. Lembre-se, cortesia, é amor em ação.
  15. Não fofoque sobre seu cônjuge. Revelar detalhes pessoais ou íntimos, ou reclamar sobre seu maridinho para suas amigas é inapropriado e viola a confiança do casal.
  16. Cuide de si mesmo. Só porque você passou da fase de joguinhos de conquista, não quer dizer que possa se tornar uma pessoa sem graça.
  17. Deixe seu querido descansar. Fique um turno a mais com seu bebê recém-nascido, levante-se para atender uma ligação tarde da noite e não bata a porta pela manhã.
  18. Dê ouvidos aos desafios de trabalho de seu cônjuge.
  19. Lembre-se que você está em uma parceria equilibrada e justa. Isso significa que os dois devem opinar em decisões sobre os filhos, um novo carro, a casa e outras grandes decisões.
  20. Reserve seus olhares para seu amor. Não olhe para a melhor amiga dela ou o colega dele.
  21. Lembre-se sempre de suas qualidades em aniversários e datas especiais, mesmo com um bilhete ou um cartão. Se você se esquecer, compense de maneira sincera.
  22. Ame a si mesmo. Talvez você não pareça uma modelo de 25 anos ou um atleta. Não se incomode com o envelhecimento ou com as imperfeições de seu corpo. Seu cônjuge lhe escolheu, e sua autoestima o torna mais atraente.
  23. Não tenha segredos. Pequenos segredos (sua reserva pessoal de chocolate) tudo bem, mas segredos maiores (estourou o limite do cartão de crédito) não são bons.
  24. Não seja amigo de sua antiga paixão no Facebook. Não prejudique a confiança do seu casamento reacendendo um romance antigo via redes sociais, o que é uma das principais causas de divórcio.
  25. Conversem. Comuniquem-se frequentemente, compartilhem suas novidades, perguntem sobre o dia um do outro.
Para simplificar, altruísmo produz um casamento feliz. Sempre coloque o seu cônjuge em primeiro lugar em sua vida.
Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original 25 Awesome marriage tips, de Megan Gladwell.

A insensatez da soberba



Todo mundo o admirava desde pequeno. Era muito inteligente e fazia questão de demonstrar que estava acima dos outros colegas. À medida que foi crescendo, revelou uma personalidade de comando. Estava sempre na frente, era o líder.

Na vida de alguém que acha que pode tudo, geralmente não sobra espaço para Deus e quando ele foi para a Universidade, jogou fora os últimos conceitos de vida cristã que ainda lhe restavam.

Foi uma estrela fugaz. Cresceu. Em poucos anos prosperou financeiramente como poucos o fazem; abandonou a igreja, casou-se e teve filhos que nunca valorizaram o dinheiro que tinham, talvez porque nunca lhes faltou nada.

Mas a tragédia aconteceu, um sábado de noite, enquanto retornava para casa em companhia da esposa. Depois de um compromisso social, seu carro bateu contra um caminhão que não obedeceu à luz vermelha.

A esposa morreu instantaneamente e ele ficou tetraplégico, depois de passar dias de agonia na UTI de um hospital.

Os filhos, embora adultos, não estavam preparados para enfrentar a vida, nem dirigir a empresa, e foram facilmente ludibriados por gente esperta que trabalhava na firma. De um momento para o outro, o castelo começou a desabar como se fosse de areia. Condenado a movimentar-se auxiliado por outros, o protagonista de nossa história via impotente que tudo o que tinha construído na vida estava virando pó. Nem a dor, nem a adversidade, foram capazes de fazer amadurecer os filhos, os quais continuaram vivendo como se nada tivesse acontecido, até ficarem na miséria.

“Embora subas ao alto, como águia, e embora se ponha o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o Senhor” (Obadias 1:4).

Castigo divino? Talvez “castigo” seja a melhor palavra que os seres humanos possamos usar (incluindo o escrito bíblico), embora o sentimento divino não seja nem de longe o que nós imaginamos.

Hoje, ele está de volta para Jesus, e alguém lê para ele a Bíblia todo dia. Fecha os olhos, conversa com Jesus e as lágrimas rolam. “A soberba do teu coração te enganou, ó tu que habitas nas fendas das rochas na tua alta morada, e dizes no teu coração: Quem me deitará por terra?” (verso 3).

Não gostaria de escrever o que estou escrevendo. Pessoalmente rejeito tudo que possa levar o homem a servir a Deus por medo, mas não posso ignorar que estes versos estão na Bíblia e são uma realidade. Saíram dos lábios de Deus e Deus não mente.

Louvado seja o Seu nome porque podemos clamar por Ele de onde estivermos e Ele sempre nos ouvirá, nos responderá e nos aceitará. Se não em tempo de paz, em tempo de guerra. Se não entre risos de alegria, entre lágrimas de dor, mas nos receberá. 

(Escrito por Alejandro Bullón)

terça-feira, 24 de junho de 2014

Vivendo em harmonia



1 Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.

2 Cada um de nós deve agradar ao seu próximo para o bem dele, a fim de edificá-lo.

3 Pois também Cristo não agradou a si próprio, mas, como está escrito: "Os insultos daqueles que te insultam caíram sobre mim".

4 Pois tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança.

5 O Deus que concede perseverança e ânimo dê a vocês um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus,

6 para que com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

7 Portanto, aceitem-se uns aos outros, da mesma forma com que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus.

8 Pois eu digo a vocês que Cristo se tornou servo dos que são da circuncisão, por amor à verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos patriarcas,

9 a fim de que os gentios glorifiquem a Deus por sua misericórdia, como está escrito:

"Por isso, eu te louvarei

entre os gentios;

Cantarei louvores ao teu nome".

10 E também diz:

"Cantem de alegria, ó gentios,

com o povo dele".

11 E mais:

"Louvem o Senhor,

todos vocês, gentios;

cantem louvores a ele

todos os povos".


12 E Isaías também diz:

"Brotará a raiz de Jessé,

aquele que se levantará

para reinar sobre os gentios;

estes porão nele

a sua esperança".

13 Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo.

sábado, 21 de junho de 2014

10 Coisas que os Jovens em um Relacionamento Sério Devem Saber

1. O seu desejo de fazer sexo com a pessoa amada não é ruim. Seria um problema diferente para nos preocuparmos caso você não desejasse. A chave é que o desejo de glorificar a Cristo deve ser maior do que o desejo de fazer sexo com quem você ama.
2. A chave para que o desejo de glorificar a Cristo seja maior do que o desejo de fazer sexo é que essa decisão deve ser tomada repetidamente.
3. As pessoas que estão em um relacionamento sério demonstram seu melhor comportamento. Portanto, seja qual for esse comportamento agora, pode-se esperar que, com o tempo, vai "piorar". Conforme a intimidade aumenta, as pessoas tendem a baixar a guarda. O casamento não resolve um mau comportamento, mas sim, dá a ele mais liberdade para aparecer. Garotas, se o seu namorado é controlador, desconfiado, manipulador ou te menospreza, ele ficará pior e não melhor, à medida que durar o seu relacionamento. Quaisquer que sejam as desculpas que você inventar ou as coisas que você relevar agora, ficará cada vez mais evidente e difícil de ignorar à medida que durar o seu relacionamento. Você não conseguirá consertá-lo, e o casamento não vai endireitá-lo.
4. Quase todos os cristãos que conheço os quais se casaram com um não cristão declaram seu amor pelo seu cônjuge e não se arrependem de terem se casado; no entanto, eles têm vivenciado uma dor profunda e um descontentamento com seu casamento por causa desse jugo desigual e, hoje, não aconselhariam um cristão a se casar com alguém que não seja cristão.
5. Considerar que você é especial e diferente, e que as experiências dos outros não refletem a sua, é uma visão pequena, insensata e arrogante. As pessoas que te amam e te avisam/aconselham sobre seu relacionamentotalvez sejam ignorantes. De fato, existem pessoas assim. Mas há uma probabilidade bem maior de que seus pais, seus pastores, seus amigos casados há mais tempo sejam mais sábios do que você pensa.
6. Morar juntos antes do casamento é um fator que pode matar seu casamento.
7. O sexo antes do casamento não incentiva o rapaz a crescer, ter responsabilidade e a liderar sua casa e família.
8. O sexo antes do casamento fere o coração de uma garota, talvez imperceptivelmente no início, mas sem dúvidas com o passar do tempo, conforme ela troca os benefícios de uma aliança, mas sem a segurança da mesma. Não foi assim que Deus planejou que o sexo nos trouxesse satisfação. Nunca entregue o seu corpo para um homem que não tenha prometido a Deus total fidelidade a você dentro da aliança de casamento, isso implica em prestar contas a uma igreja local. Resumindo, não entregue seu coração a um homem que não presta contas a alguém que dê a ele uma disciplina piedosa.
9. Todos os seus relacionamentos, inclusive seu relacionamento de namoro, têm o propósito maior de trazer glória a Jesus do que proporcionar a você uma satisfação pessoal. Quando a prioridade máxima em nossos relacionamentos é a satisfação pessoal, ironicamente, acabamos nos sentindo totalmente insatisfeitos.
10. Você é amado por Deus com uma graça abundante através da obra redentora de Cristo. E esse amor que nos envolve pela fé em Jesus nos dá poder e satisfação do Espírito Santo para buscar relacionamentos que honrem a Deus e, através deles, aumentem a nossa alegria.

Texto de: Jared C. Wilson ( Vida Cristã)
Tradução: Isabela Siqueira

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A Vestimenta Que Agrada a Deus


A vestimenta mais importante do discípulo verdadeiro de Jesus é interna e espiritual. Ele já tem removido os panos sujos de pecado e maus   pensamentos, e tem os substituído por novas roupas de santidade e entendimento da vontade deDeus (veja Colossenses 3:1-16). Ele procura cada dia ser mais parecido com seu Senhor, e se esforça para desenvolver as atitudes piedosas que Jesus ensinou e demonstrou (Mateus 5:1-12). Essas transformações internas vão modificar seu comportamtento externo, é claro. Ele não vai mentir ou furtar como pessoas mundanas (Efésios 4:25-29). Todos os aspectos da vida dele são colocado sob controle do Deus santo a quem ele serve (1 Pedro 1:13-16).

Através da História, homens e mulheres têm lutado com a questão de como essa transformação interna deve ser refletida exteriormente. Deve o servo de Deusse vestir de um modo diferente do que as pessoas do mundo? Respostas a essa pergunta são quase tão diversas como as modas numa loja de roupas. Alguns argumentam que a vestimenta dos servidores de Deus devem ser completamente diferentes do que as das pessoas do mundo. Resultados de tais pensamentos incluem as trajes tradicionais de ordens religiosas especiais e outras roupas peculiares, como as adotadas pelo povo Amish. Outros vão ao extremo oposto, dizendo que os cristãos devem ser iguais ao mundo e que eles podem seguir todas e quaisquer modas do mundo.

Deus nos ensina como nos vestir


Quando Deus fala sobre algum assunto em todas as épocas da história bíblica, devemos reconhecer que é importante. Por exemplo, ele ensina sobre a permanência de casamento no período dos patriarcas, na dispensação da lei de Moisés, e no Novo Testamento. Enquanto não adotamos do Antigo Testamento leis específicas sobre o casamento, nós entendemos os princípios do Novo Testamento com a ajuda do Antigo Testamento. Percebemos que são diversos os assuntos que são incluídos em todas as épocas de revelação divina: adultério, idolatria, a importância de sacrifícios apropriados, comer sangue, matar, etc. Desde o jardim de Éden, Deus tem orientado seu povo sobre roupas modestas. Vamos procurar entender esse ensinamento, e tenhamos a fé e o amor suficiente para aceitar o que ele diz, mesmo se não o compreendemos (Isaías 55:6-9).

Deus ensina seu povo a se vestir com modéstia


A dão e Eva. "Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam" (Gênesis 2:25). Na sua inocência, antes de cometer o primeiro    pecado, era normal para Adão e Eva estarem nus, mesmo andando no jardim na presença de Deus. A mesma inocência é vista em criancinhas ainda não corruptas pelo pecado. Mas, quando Adão e Eva conheceram a diferença entre o bem e o mal, ficaram envergonhados e imediatamente fizeram algum tipo de roupa mínima (Gênesis 3:7). A palavra usada aqui sugere que fizeram alguma coisa que foi embrulhada no corpo, evidentemente escondendo as partes mais íntimas do corpo. Mas Deus não aprovou esse tipo de roupa. Ele lhes fez uma vestimenta de peles (Gênesis 3:21). Essa palavra sugere um tipo de túnica. William Wilson, em seus Estudos de Palavras no Antigo Testamento, diz que essa vestimenta era um tipo de roupa usado por homens e mulheres que, tipicamente, tinha mangas e caiu até os joelhos, raramente aos tornozelos. O que podemos aprender desse primeiro caso? Deus quer que homens e mulheres usem roupas. Não somos como animais, que não sentem vergonha de sua nudez. Podemos entender, também, que a vontade de Deus desde o princípio é que usemos vestimentas que cobrem o corpo, não meramente alguma coisa embrulhada no corpo para esconder as partes mais íntimas. Cada servo de Deus precisa ser honesto e sincero aqui: as roupas de praia usadas hoje em dia seriam mais parecidas com as roupas que Deus fez, ou com as cintas que Adão e Eva fizeram?

Sacerdotes do Velho Testamento. Ninguém hoje tem motivo para dizer que nós devemos usar roupas iguais aos trajes sagrados usados pelos sacerdotes do Antigo Testamento. Mas, nós podemos aproveitar uma lição importante do motivo que Deus deu junto com algumas regras. Primeiro, ele proibiu altares elevados, para que a nudez do sacerdote não fosse exposta (Êxodo 20:26). Mais tarde, ele acrescentou outra instrução para melhor evitar esse tipo de problema. Ele ordenou que os sacerdotes usassem calção em baixo de suas túnicas para cobrir a sua nudez (Êxodo 28:40-42). Deus especificou que o calção iria "da cintura às coxas". Deus não queria que esses servos mostrassem as coxas expostas ao mundo. Hoje, homens do mundo tiram suas camisas e mostram suas coxas para todo o mundo na praia ou na rua. Homens que servem a Deusprecisam perguntar para si, honestamente, se isso é realmente o que Deuspretendia que o povo santo fizesse.

Roupas peculiares ao sexo oposto. Em Deuteronômio 22:5, Deus disse: "A mulher não usará roupa de homem, nem o homem, veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais cousas é abominável ao Senhor, teu Deus." Entendemos que não somos sujeitos às ordenanças dadas por meio de Moisés aos israelitas. Portanto, é esclarecedor entender o que Deus estava dizendo. Ele não estava proibindo que homens e mulheres usassem algum artigo de roupa semelhante. Na época, ambos os sexos usavam túnicas, como ambos homens e mulheres em muitas culturas hoje usam calças compridas. É errado usar esse versículo para condenar as mulheres que usam calças. Mas, Deus quer que mantenhamos distinções entre os sexos (veja, por exemplo, 1 Coríntios 11:14-15). Ele condena as perversões de homens que se vestem e se comportam efeminadamente (1 Coríntios 6:9).

A vergonha da virgem da Babilônia. Quando Isaías profetizou, a nudez era, ainda, associada com vergonha. Quando ele descreveu o povo da Babilônia como uma virgem abusada, um aspecto da humilhação dela era que o inimigo descobriu suas pernas e sua nudez (Isaías 47:1-3). Mas hoje em dia, mulheres do mundo voluntariamente mostram suas pernas e ousam expor sua nudez, sem sentir nem um pouco envergonhadas. Será que tornamos tão dessensibilizados ao pecado, devido à cultura corrupta, que já esquecemos como sentir vergonha? (Veja Jeremias 8:5,8,9,11,12.) Como servos de Deus, temos que ser diferentes, não conformados aos costumes errados do mundo (Romanos 12:1-2). Precisamos saber como sentir vergonha.

A modéstia e bom senso de mulheres cristãs


Agora, vamos ver duas passagens semelhantes no Novo Testamento. "Da mesma  sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom   senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas)" (1 Timóteo 2:9-10). "Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio marido" (1 Pedro 3:3-5). Esses trechos não são idênticos (1 Timóteo fala sobre mulheres em geral, enquanto 1 Pedro fala sobre a mulher cujo marido não é cristão), mas há vários pontos paralelos. Vamos estudar alguns pontos chaves.

Jóias. É comum ouvir alguém usar esses versículos para proibir absolutamente todos os tipos de jóias, enfeites de cabelo, etc. Mas esse não é o sentido do texto. A Bíblia, às vezes, usa essa construção (Não faça isso, mas faça aquilo) para enfatizar o que é mais importante, sem proibir o menos importante. João 6:27 é um exemplo claro: "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará...." Jesus não está proibindo trabalho honesto para suprir as necessidades da vida (compare 2 Tessalonicenses 3:10; 1 Timóteo 5:8), mas está dizendo que devemos dar muito mais importância às coisas espirituais. Da mesma forma, Paulo e Pedro não proibiram o uso de jóias ou estilos de cabelo, mas disseram que mulheres piedosas devem dar mais ênfase à pessoa interior. É interessante que tanto Paulo como Pedro usaram exemplos do Antigo Testamento para explicar seu ensinamento. No Velho Testamento, jóias eram comuns, até entre as mulheres fiéis a Deus (veja Isaías 61:10; Provérbios 1:9; Gênesis 24:22,30,53). Excessos devem ser evitados, mas esses servos de Deus não proibiram o uso modesto de jóias.

Aqui, é bom observar que os escritos inspirados do Novo Testamento usaram exemplos do Velho Testamento para mostrar como o povo de Deus se veste.

A modéstia começa no coração. Os dois autores, Paulo e Pedro, fazem uma ligação importante entre o coração e as roupas. Algumas mulheres vão insistir em usar o tipo de roupas que elas querem, dizendo que ninguém pode mostrar onde Deus especificamente proibiu mini-saias, ou mini-blusas, ou biquinis, ou roupas muito justas. O problema nesses casos não é a falta de alguma regra específica nas Escrituras, mas a ausência de uma atitude certa no coração. Regras no vestuário não fazem a mulher modesta. Se o coração estiver errado, a mulher não será mansa e modesta.

A modéstia e bom senso. Em vez de dar uma lista de regras sobre vestimenta, Paulo apela à modéstia e bom senso das mulheres. Uma mulher (ou homem!) cujo entendimento é baseado nos princípios das Escrituras e cujo coração é dedicado a Deus, se vestirá decentemente. Ela não vai procurar chamar atenção por meios carnais, pelo uso de roupas dispendiosas ou que mostram o corpo.

Manso e tranqüilo. Pedro fala do espírito "manso e tranqüilo" como a base das roupas apropriadas. Paulo disse que nós todos devemos procurar viver uma vida "tranqüila e mansa" (1 Timóteo 2:2). O espírito manso e tranqüilo de cristãos — homens, mulheres e jovens — vai determinar o tipo de roupa que realmente agradará a Deus. Os cristãos farão diferença entre as roupas que refletem um espírito piedoso e as que sugerem carnalidade (veja Provérbios 7:10 — roupas fazem uma diferença!).

Vestindo-se para agradar a Deus


Muitas igrejas erram por inventar regras humanas sobre roupas. Mas, muitas  outras erram por recusar a estudar e ensinar, cuidadosamente, o que Deus tem  dito, para ajudar cada filho de Deus pensar e se vestir de uma maneira que glorifica o nome dele. Que possamos nos vestir para ele, começando com o próprio coração.

| Autor: Dennis Allan

terça-feira, 17 de junho de 2014

O Papel das Mulheres no Plano de Deus

         Uma máquina de lavar roupas é uma invenção bem útil, mas faz um péssimo serviço lavando pratos ou cozinhando o almoço. Isto porque a máquina de lavar nunca foi projetada para lavar pratos ou para preparar uma refeição. Foi projetada para lavar roupas, e nesse papel ela é de muito auxílio. Todos reconhecem a necessidade de usar as máquinas da maneira que seus inventores pretendiam. Deus criou a humanidade, e funcionamos melhor quando cumprimos os propósitos para os quais ele nos criou. Deus criou o homem e a mulher separadamente e planejou papéis especiais para cada um. Assim como uma máquina de lavar não cozinha bem, assim não podemos nos sair bem quando tentamos cumprir um papel para o qual Deus não nos projetou. Mas assim como uma lavadora é muito útil para o seu propósito especial, assim tanto os homens como as mulheres podem servir e glorificar a Deus em seus campos de ação dados por Deus.

Limitações

  • No lar
"As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor.... Como, porém, a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido" (Efésios 5:22,24).
"Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor" (Colossenses 3:18).
        As mulheres mais velhas sejam orientadas para ensinar as mais novas a serem "…sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada" (Tito 2:3-5). "Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido..." (1 Pedro 3:1). As instruções da Bíblia são claras. As mulheres devem submeter-se aos seus maridos. Essa submissão não indica inferioridade. Mesmo Jesus se submeteu ao Pai, entretanto ambos, Pai e Filho, participam igualmente da natureza divina. Do mesmo modo, esposo e esposa têm igual valor como pessoas, mas Deus ordena que o esposo guie a família. As esposas devem obedecer a vontade de seus esposos em tudo, exceto quando essa vontade contradiz a Palavra de Deus (note o princípio de Atos 5:29).

  • Nas igrejas

"Como em todas as igrejas dos santos, conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina. Se, porém, querem aprender alguma cousa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja" (1 Coríntios 14:33-35).
         As mulheres não devem falar na igreja! O tipo de fala que é mencionado nesse contexto é dirigir-se a toda a congregação, tal como é feito por alguém que está dirigindo alguma parte do culto. Paulo não se refere ao cantar junto com toda a igreja, e não se refere às ordens sussurradas a uma criança. Ele também não se refere a uma situação de estudo da Bíblia, do qual participe talvez somente uma certa parte da igreja (note 1 Coríntios 14:23). Mas no culto da congregação, as mulheres não devem falar dirigindo-se ao grupo, nem mesmo para fazer uma pergunta. Mulheres que pregam ou dão testemunho nos cultos de adoração nas igrejas simplesmente desobedecem o mandamento de Deus e devem notar os versículos que se seguem a esse mandamento:
 
"Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo. E, se alguém o ignorar, será ignorado" (1 Coríntios 14:37-38).
  • Em geral
"Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo" (1 Coríntios 11:3).
"A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio" (1 Timóteo 2:11-12).
        A mulher cristã não deve tomar uma posição de liderança sobre os homens, no lar, na igreja, e nem na sociedade em geral. A mulher que se torna pastora de uma igreja, ou ensina uma aula contendo homens, está errada. Alguns tentam limitar esses trechos à cultura do primeiro século. Mas note cuidadosamente que no contexto de 1 Timóteo 2, as razões que Paulo oferece para seu ensinamento não estão limitadas a uma cultura.
 
"Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva. E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão" (1 Timóteo 2:13-14).
        Paulo baseia seu ensinamento na ordem da criação; o fato de que Deus criou primeiro o homem mostra sua intenção para que o homem seja o guia. Ele também mostra as conseqüências quando a mulher tomou a direção e o homem a seguiu. Eva foi enganada pelo que o tentador disse, isto é, creu em sua mentira. Adão não foi enganado; ele comeu o fruto mesmo sabendo que estava errado. Ele seguiu a orientação de sua esposa. Tanto a criação como a queda ensinam que a vontade de Deus é que os homens tenham a autoridade. Claramente, Deus não quer que mulheres dirijam igrejas!
         A objeção mais comum a esses textos é que Deus deu à mulher talentos que devem ser usados em seu serviço. Isso é verdade, porém esses talentos devem ser usados de uma maneira aprovada por Deus. Nunca é certo violar as Escrituras. Deus, certamente, deu às mulheres muitos talentos e as mulheres cristãs desempenham um papel igualmente útil na obra do Senhor, como o fazem os homens. A máquina de lavar e o fogão são ambos úteis; eles simplesmente cumprem funções diferentes.

O Trabalho das Mulheres

  • No evangelho
        Há muitas maneiras nas quais mulheres podem servir no evangelho. Lucas 2:36-38 menciona que Ana orava continuamente. Nenhuma responsabilidade maior do que a oração existe e as mulheres têm o direito igual ao dos homens a se aproximarem do trono de Deus em oração.

  • As mulheres podem ensinar
        Enquanto não pode ter autoridade sobre os homens, a mulher cristã pode e deve ensinar outras mulheres e crianças (Tito 2:3-5), e se ela mantém um espírito humilde, pode também ajudar os homens a entenderem melhor as Escrituras (Atos 18:24-26). No primeiro século, as mulheres profetizavam (Atos 2:17-18; 21:9), isto é, revelavam a vontade de Deus pela inspiração do Espírito Santo. Débora, no Velho Testamento, era uma mulher bastante procurada por causa de seu sábio aconselhamento. A fé de Timóteo foi atribuída à influência de sua mãe e avó, as quais eram devotas. As mulheres cristãs devem conhecer as Escrituras e serem capazes de mostrar humildemente qual é a vontade de Deus.
         O Novo Testamento ressalta freqüentemente o trabalho que as mulheres faziam, sem especificar exatamente qual era esse trabalho (Romanos 16:12; Filipenses 4:2-3; Atos 1:14; 9:2; 17:12). As mulheres devem trabalhar para encorajar, admoestar e edificar.
         Através do exemplo de uma vida espiritual, as mulheres devem adornar o evangelho de Cristo (Tito 2:3-5). Pedro mostra que as mulheres devem dar mais importância ao caráter interior e menos à aparência externa (1 Pedro 3:1-6). Tanto os homens quanto as mulheres devem ser o sal da terra e a luz do mundo (Mateus 5:13-16). Enfim, mulheres e homens são iguais diante de Deus e ambos têm maneiras importantes pelas quais devem servir a Deus (Gálatas 3:28).

  • No serviço
        Quando lembramos que Jesus disse que o maior no reino de Deus será aquele que serve (Marcos 10:35-45), então parece muito provável que as pessoas maiores no reino têm sido as mulheres. A Bíblia menciona várias mulheres, por exemplo: Dorcas, que continuamente praticava ações de bondade e caridade (Atos 9:36-39); uma Maria que "muito trabalhou por vós" (Romanos 16:6); Febe que servia à igreja de Cencréia (Romanos 16:1-2); e Maria, irmã de Marta e de Lázaro, que ungiu o corpo de Jesus para seu sepultamento (Marcos 14:3-9). A Bíblia raramente menciona mulheres cristãs sem falar sobre suas boas obras (1 Timóteo 2:9-10; 5:10).

  • No lar
        Deus criou a mulher porque viu que o homem precisava de uma companheira (Gênesis 2:18-24). Homens e mulheres são dependentes uns dos outros (1 Coríntios 11:11). As esposas têm responsabilidade especial como donas de casa (1 Timóteo 5:14; Tito 2:3-5). Provérbios 31 fala extensamente sobre a bênção que uma boa esposa é para o seu esposo.
         As mães têm um papel muito importante na educação de seus filhos. É triste que a sociedade moderna desdenhe as mulheres que devotam tempo integral à criação dos filhos e ao cuidado do lar, e exalte as mulheres que dão mais importância às suas carreiras profissionais. Uma esposa e mãe devota está entre as maiores bênçãos que uma sociedade pode ter e devemos criar nossas filhas para desejarem desempenhar esse papel. Timóteo ajudou grandemente os irmãos, no primeiro século, em parte por causa da influência de sua mãe e de sua avó. Ser uma boa mãe é um trabalho especialmente importante das mulheres cristãs (1 Timóteo 2:15; 5:10,14).

Conclusão

         Os homens e as mulheres devem ser igualmente ativos na obra de Deus. Nenhum deles deve fazer o que Deus não lhes atribuiu, mas quando cada um trabalha dentro do papel que Deus ordenou, o nome do Senhor será glorificado e sua obra cumprida.

Autor: Gary Fisher

domingo, 15 de junho de 2014

Ideias criativas para fazer as crianças gostarem de vegetais


Esta cena você já conhece: basta colocar legumes e vegetais no prato de uma criança que logo ela põe tudo em um canto e se recusa a comer. "É ruim!", "Eu não gosto!", "Quero batata-frita!". São algumas das frases que você já deve estar cansada de ouvir. Embora os legumes e vegetais tenham um alto nível de nutrientes, são poucas as crianças que comem as quantidades recomendadas desses alimentos diariamente. Mas não perca as esperanças, pois elas gostam de brincar e de novidades. Então, que tal criar um mundo lúdico também na hora da alimentação? Confira nossas ideias para fazer a criançada gostar de comer legumes e verduras. Aproveite também para se aventurar no mundo mágico da gastronomia saudável!




Estimule a imaginação



Por volta dos dois anos de idade, a criança passa a estranhar o gosto de alguns alimentos, especialmente os de origem vegetal. Mas essa é também a fase em que os pequenos começam a exercitar a sua imaginação. Então, por que não fazer da hora da comida um momento divertido? Use sua criatividade e inspiração para criar histórias que envolvam o mundo infantil com uma comida saudável. Assim, uma receita simples de macarrão com legumes pode virar uma poção mágica.

Preparando o prato



Para estimular o interesse da criança pela comida, faça-a participar da montagem do prato. As preparações devem ser sempre diversificadas, assim como seus acompanhamentos. Monte o prato de diferentes maneiras, mudando as posições dos alimentos diariamente. Deixe a criança livre para brincar com as cores, criando misturas das mais diversas possíveis. Outra alternativa para aumentar o interesse dos pequenos é envolvê-los na compra dos alimentos. No mercado ou na feira, ensine-os a escolher os legumes e verduras. Com certeza, o interesse deles pela comida será muito maior depois dessa experiência.

Mude o aspecto da comida



Mude o aspecto da comida

Algumas crianças podem rejeitar alguns tipos de alimentos, seja pelo aspecto ou até pelo gosto. Uma saída para driblar esse problema é apostar na mistura. Criar um prato diversificado fará os pequenos sentirem novos sabores. Por exemplo, se a criança rejeita brócolis refogado, tente misturar brócolis ao arroz ou mesmo fazer bolinhos de brócolis. O mesmo acontece com alimentos como a cenoura. Se a criança não gosta dela cortada em rodelas, que tal servi-la em palitinhos? Use sua criatividade também para desenhar rostos e paisagens no prato com os legumes e vegetais.

Dando o exemplo

Crianças em geral copiam o comportamento dos pais, que são a grande influência para elas. Você pode usar isso a seu favor para estimulá-las a comer frutas, legumes e verduras. Coloque no seu prato todas as opções saudáveis. Em seguida, coloque os mesmos alimentos no prato da criança. Converse com os pequenos sobre a importância dos alimentos e os ensine a valorizar o gosto de cada um. Agora, se você não come legumes e verduras, ficará ainda mais difícil dar o exemplo para seus filhos.

Insistindo na brincadeira

Nem sempre a criança concorda em comer um prato que lhe é oferecido pela primeira vez. Nesse caso, é preciso insistir com as novidades. Antes de aceitar completamente um alimento novo, muitas crianças precisam prová-lo de oito a dez vezes. Uma saída para "treinar" o paladar delas desde cedo é insistir na brincadeira, levando-as a incluir definitivamente o alimento em seu cardápio. Insista de um jeito leve, sem forçar a criança a comer contra sua vontade. Uma saída é investir ainda mais na brincadeira, para transformar o momento da refeição em algo leve e divertido. Quem sabe juntar outras crianças, como seus amiguinhos, seja uma boa ideia para incentivar o gosto por legumes e verduras.

Cardápios coloridos



Um dos mais importantes estímulos visuais durante a infância está na cor. Cores vivas chamam a atenção de qualquer criança. Por isso, vale a pena preparar cardápios coloridos na hora da refeição. Para as crianças, as cores dos alimentos contribuem para desenvolver o apetite. Selecione alimentos com cores marcantes, como tomates bem vermelhos, pimentão verde-claro e azeitonas pretas, por exemplo. Sirva-os primeiro separados no prato e faça com que a criança misture por sua própria conta. Essa atividade fará com que o jogo de cores dê a vontade de provar novos sabores.

Comer é prazer



A alimentação é uma atividade que está totalmente relacionada com o prazer. A hora da refeição é um momento importante, mas não tem que ser rígido. Vale a pena, uma vez ou outra, deixar seu filho comer em um lugar diferente. Na sala, na varanda ou no quintal, por exemplo. De vez em quando, deixe-o comer uma bela salada assistindo a algum filme no DVD. Aproveite para fazer da hora da refeição um momento de descontração e prazer. E isso conta muito na hora de oferecer pratos mais saudáveis para os pequenos. Só tome cuidado para não deixar a exceção virar a regra.

Refeições caseiras



Hoje em dia, com as milhares de ofertas de fast-food, doces e refrigerantes à vontade, o espaço para comer em casa costuma ficar pequeno. Não deixe isso acontecer. Procure fazer a criança associar a hora de comer à satisfação de conviver em família. Para isso, nada melhor do que a boa e velha refeição feita em casa. A qualidade nutricional da refeição tende a ser melhor nesse cenário. Quando as refeições feitas em casa são frequentes, as crianças costumam comer mais vegetais e alimentos mais nutritivos. Use a criatividade para valorizar ao máximo esse momento. Acenda velas, compre guardanapos coloridos e coloque uma música ambiente na hora de comer. Outra dica: deixe sempre a travessa de legumes e verduras na mesa. As sensações causadas pelo ambiente vão se refletir no gosto por alimentos saudáveis.

Servindo aperitivos



Frutas, legumes e verduras devem ser inseridos na dieta diária da família. Mas antes de virarem hábitos alimentares das crianças, que tal estimular a curiosidade dos pequenos servindo porções reduzidas de legumes temperados como aperitivos? Esse pode ser um bom começo para incentivar a vontade de comer alimentos mais saudáveis. Aproveite para mudar a aparência dos vegetais, servindo-os em taças e travessas nos mais variados tamanhos. Outra opção é deixar a criança temperar a própria salada, sempre com moderação. É uma forma de fazê-la participar da própria refeição.

Moderação



Dica importante: não force o paladar das crianças se elas não aceitam alguns tipos de alimentos. Afinal, ninguém é obrigado a gostar de todas as frutas e verduras que existem. Então, sempre que possível, inclua nas refeições os alimentos de maior preferência. Dessa forma, ela aceitará com mais facilidade os outros alimentos. Depois, com o tempo, volte a apresentar os alimentos que foram rejeitados a princípio pois o paladar muda com o tempo. Mas se não der certo, troque os alimentos por outros legumes e verduras. Assim, a criança vai formando seus gostos em torno de alimentos mais saudáveis e naturais.

Recém-Mamã: um guia de sobrevivência para o 1º mês

Escrito por  Sofia Teixeira e Isabel Carvalho, enfermeira especialista em saúde materna e obstetrícia do Centro Pré e Pós Parto

Recém-Mamã: um guia de sobrevivência para o 1º mês
Oh, a grande aventura de ser mãe... Absolutamente maravilhosa, sem dúvida, mas nem tudo é um mar de rosas e raramente "funciona" sobre rodas desde o primeiro dia. As primeiras semanas trazem dúvidas, angústias e sentimentos contraditórios. O truque? Alguma descontracção e muito boa informação. Saber o que a espera e como pode resolver as dificuldade mais frequentes é meio caminho andado para tudo correr pelo melhor e poder aproveitar ao máximo este novo e maravilhoso papel de mamã.

A história do primeiro mês é feita de encantamento, descoberta deste grande amor, sorrisos e ternura. Mas quase sempre há também espaço para desconforto, privação de sono, insegurança e choro fácil, "desgosto" por continuar com barriga de grávida, nervos em franja por já não saber o que fazer para lhe acalmar o choro e dilemas como: "já espirrou duas vezes, será melhor ligar ao pediatra?" Assim é - também - a vida de mãe de primeira viagem nas primeiras semanas em casa com o rebento.

Depois dos primeiros dois ou três dias de vida do bebé ainda na maternidade, o momento da chegada a casa com o bebé é um misto de satisfação e insegurança. Ali está ele, na sala, dentro do ovinho, e não é rara a mulher que o olha e pensa qualquer coisa como: "E agora o que é que eu faço contigo?" O peso de sentir que aquele pequeno ser vai ser completamente dependente de si durante muitos anos, a inexperiência quanto às tarefas inerentes à maternidade e a enorme mudança que está a acontecer no seu corpo e na sua vida, são explicação mais do que suficiente para estes sentimentos mistos.

O MSN Saúde lançou um pedido de SOS à enfermeira Isabel Carvalho, especialista em saúde materna e obstetrícia do Centro Pré e Pós Parto: ajudar-nos a responder às perguntas, dúvidas e angústias mais frequentes da mãe durante o primeiro mês após o nascimento do seu rebento. Segue, sem mais demoras, aquilo que interessa: o pequeno "manual de instruções" para mães de primeira viagem com os conselhos de Isabel Carvalho.


Episiotomia


Em Portugal, segundo dados de 2013, cerca de 73% das mulheres que têm partos vaginais são submetidas a este corte na região do períneo que se destina a facilitar a saída do bebé. A dor associada à episiotomia é uma das questões que podem marcar os primeiros dias da recém mãe. Como nos explica Isabel Carvalho, os pontos caem espontaneamente, previsivelmente entre o 7º e o 10º dia após o parto. As recomendações da enfermeira são as seguintes: descansar sempre que possível para não pressionar a zona, é fundamental a aplicação de gelo duas vezes por dia para ajudar a desinflamar, aliviar a dor e facilitar a cicatrização.

É também importante a utilização de pensos higiénicos hipoalergénicos e trocá-los pelo menos duas vezes por dia, tendo ainda os cuidados de higiene habituais, fazendo a lavagem diariamente com sabão neutro. A dor muito intensa e prolongada no tempo não é para ser ignorada e deve resultar numa ida precoce ao médico assistente ou a uma urgência.

Subida de leite

Este é o desconforto mais comum no pós-parto, ocorre por norma entre 3º e o 5º dia após o nascimento e, habitualmente, de forma súbita. "Os sintomais mais comuns são tumefação mamária, com dor associada, calor na região mamária e poderá ocorrer um pico de febre", refere Isabel Carvalho. A enfermeira explica que nesta altura é fundamental fazer o alívio dos sintomas: aplicar calor e massagem sempre que se aproxime a hora da refeição do bebé, não deixar de dar mama, mesmo que não seja muito confortável e aplicar gelo no final da mamada. Por norma, este desconforto atenua em 24 horas, no entanto, sintomas como uma zona vermelha na mama, que não alivia após a mamada, persistente, e febre contínua deverá levar a recorrer ao seu médico, uma vez que se pode estar perante uma inflamação dos ductos mamários, chamada mastite, sendo necessário medicação.

Lóquios

As perdas de sangue no pós-parto chamam-se lóquios, iniciam-se com a dequitadura (a saída da placenta), e mantém-se durante duas a três semanas. "São perdas de sangue semelhantes à menstruação, mas mais prolongadas no tempo. Os sinais de alerta são a permanência de lóquios por maior período de tempo do que o expectável, saída de coágulos ou cheiro intenso associado às perdas de sangue", esclarece Isabel Carvalho.


Labilidade emocional

Após o nascimento de um bebé, cerca de 90% das mulheres experiência um período de choro, labilidade emocional, insegurança e incerteza quanto aos cuidados que presta ao seu bebé e à sua capacidade em assumir um novo papel: o de ser mãe. Este baby blues é habitualmente um período auto-limitado, curto e de resolução espontânea. Uma mãe que mantêm este estado de espírito por muito tempo deve ser referenciada ao médico assistente para despiste de uma possível depressão. Alguns dos sinais são muito subtis: sensação de cansaço constante, perda de vontade em tratar do seu bebé, perda do gosto em vestir-se a si ou ao bebé e isolamento.

A privação do sono


Alguns estudos apontam para que em média os novos pais durmam cerca de cinco horas por dia, sendo que nem sempre este sono é reparador. É importante que a nova família adopte algumas estratégias para ganhar mais alguns momentos de descanso, desde logo, a mãe aproveitar os momentos em que o bebé se encontra a dormir para descansar também. As mães que aproveitam os momentos de sono do bebé para realizarem algumas tarefas da casa pendentes, acabam por nunca descansar. Aqui é igualmente importante aproveitar todas as ajudas possíveis em casa e os avós são habitualmente ajudas muito disponíveis para estas tarefas.

Por outro lado, Isabel Carvalho refere também que outra estratégia importante é fazer a partilha de ambientes de sono dos pais com o bebé. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a partilha de sono dos pais com o seu bebé, ou seja dormir no mesmo quarto, até aos 6 meses de vida, sobretudo se se quiser potenciar a amamentação. Alguns estudos referem que as mães sincronizam os momentos de sono com o bebé, e que por isso, quando um acorda, o outro também desperta, o que permite que a mãe tenha momentos de sono mais profundo.


A angústia de ouvir o bebé chorar


O choro do bebé pode ser insistente e a mãe deve dominar algumas técnicas para o acalmar (e para ela própria se acalmar!), perante o choro persistente do bebé. A mãe tem de ter presente que é através do choro que o bebé nos comunica as suas necessidades como a fome, a fralda suja, frio ou calor, necessidade de atenção, cólicas ou doença e saber identificar as causas do choro é um processo de aprendizagem como qualquer outro.

Então, o que fazer quando o bebé chora? Em primeiro lugar, estar atento aos sinais que o bebé dá cada vez que chora: isso permite aos pais perceberem as causas, já que atuar sobre o choro implica atuar sobre a causa. Assim, o bebé irá sentir que a sua necessidade foi compreendida e mereceu uma resposta e isto irá contribuir para a sua auto-estima, conferindo-lhe segurança e tranquilidade.

Para acalmar um bebé existem algumas estratégias: o colinho, já que os bebés precisam de contacto físico com os pais, de sentir o seu cheiro, o seu coração e o seu calor; permitir que o bebé possa chuchar, porque é uma das formas que tem de se auto-regular (a sucção não nutritiva regula a função cardíaca, respiratória e hormonal e intervém no controle da temperatura corporal); a água quente, muitos bebés acalmam quando colocados em suspensão dentro de água, de preferência em posição vertical (usando o recurso de uma banheira vertical, tipo balde), a massagem, o poder do toque permite ao bebé acalmar, e aumenta a vinculação com os pais.

A maioria dos pais aprende por tentativa e erro. Cada bebé tem a sua forma de regular o choro, pelo que algumas estratégias muito úteis para uns bebés poderão revelar-se completamente ineficazes para outros. Manter a calma é fundamental para este processo de aprendizagem.


O "desgosto" de continuar com barriga de grávida


Facto: a barriga não retoma a forma inicial imediatamente após o parto. No fim de dar à luz vai parecer que continua grávida, embora de menos meses... O corpo de uma grávida muda e adapta-se ao longo de 40 semanas, e também necessita de algumas semanas para voltar à sua forma pré-gravidez. O tempo que demora esta transição para as formas iniciais depende de como o corpo de uma mulher se encontrava antes de engravidar, do aumento de peso que se deu durante a gravidez e do nível de atividade física que manteve.

Para a recuperação no pós-parto, a enfermeira Isabel Carvalho refere que quando há um equilíbrio na ingestão alimentar, é possível perder-se peso com o auxílio da amamentação: em média, uma mulher consome 500 kcal para a produção de leite em 24 horas. Por outro lado, a amamentação permite também a involução uterina (o processo pelo qual o útero volta ao tamanho normal) mais rápida pelas contracções induzidas pela produção de ocitocina durante a amamentação.

O início da prática de exercício físico no pós-parto deverá ser avaliado pelo médico. Até lá devem ser realizados os exercícios de Kegel (contrações da musculatura do pavimento pélvico) e exercícios de "encolher a barriga" que permitem uma recuperação da musculatura abdominal mais rápida. Exercícios de abdominais devem ser evitados.
Preocupações de mãe
Está em pânico porque o bebé já espirrou três vezes? Acha estranho o cocó ser verde? Achar que ele está a dormir demais ou de menos? Vai ter de aprender a relativizar e terá de procurar boas fontes de informação.

Um recém-nascido é um mundo totalmente novo, pelo que dúvidas e inseguranças associadas ao bem-estar e saúde do bebé surgem com frequência. É importante manter a calma e a "cabeça fria" para perceber o que é normal e o que não é suposto acontecer, e perceber quais são os eventos naturais do desenvolvimento e quais os motivos que requerem preocupação.

A maioria das preocupações de saúde são associadas a eventos expectáveis como a existência de soluços, espirros, acne, o aspecto normal dos cocós, entre outros. Momentos-chave como o teste do pézinho ou as consultas de acompanhamento realizadas pelo médico de família, enfermeiro ou pediatra podem ajudar a tranquilizar os pais. É nestas alturas que um profissional poderá tranquilizar os pais e fazer ensinos sobre o que é normal ou expectável e o que não é expectável e como proceder.

Alguns pais têm, também, o suporte dos avós, que têm um papel fundamental sobretudo para os tranquilizar e deixá-los mais seguros quanto aos cuidados que prestam ao seu bebé.

Também um curso de preparação para o parto poderá ser uma óptima estratégia para que os pais tenham a informação necessária para que se sintam mais seguros, quer para o momento do parto, como para o pós-parto. Informação como os cuidados de higiene, sono, prevenção do Síndrome de Morte súbita, conforto, amamentação e situações benignas no recém-nascido é habitualmente oferecida pela maioria dos cursos.

Organização e criação de novas rotinas


Todas as famílias têm rotinas, apesar da maioria das famílias não ter consciência de todas as rotinas que detêm. E após o parto as rotinas prévias mudam. Os pais terão que adaptar inevitavelmente novas rotinas, uma vez que já não são apenas um casal, mas agora um casal com um bebé, o que por si só acarreta uma dinâmica diferente da anterior ao nascimento do novo elemento.

Para implementar uma nova rotina na nova família, é importante implementar uma rotina no bebé. Reconhecer uma rotina permite ao bebé antecipar o que vai acontecer, saber o que é esperado dele: é securizante para o bebé e gratificante para os pais, pois o bebé mais facilmente exibe o comportamento pretendido. Um dia organizado para o bebé, permite que as suas necessidades básicas estejam satisfeitas (sono e repouso) e permite também um dia organizado aos pais.

Adeus, chucha!

Adeus, chucha!

Levar o filho a abandonar a chucha pode ser um drama para os pais que não sabem lidar com o problema. Descubra como negociar com o seu filho para que deixe a sua “melhor amiga” de forma gradual, sem pressão e sem traumas.
Pode ser a melhor amiga das crianças e ao mesmo tempo o pesadelo de muitos pais. São tantas as histórias que ouvimos sobre a dificuldade em tirar a chucha que quando as crianças nascem, muitos pais fazem tudo para não dá-la aos filhos. No entanto, para alguns torna-se inevitável e, por uma ou outra razão, num momento de aflição ou de desespero, nada melhor do que o consolo da chucha.

O uso da chupeta, assim como a idade a partir da qual este objecto é desaconselhado, continua a ser um tema controverso e pouco consensual. Segundo alguns estudos, o uso da chucha interfere com a amamentação e, por isso, esta só deverá ser oferecida ao bebé quando o pequeno já aprendeu a mamar e a mãe se encontra perfeitamente confiante na amamentação.

A sucção é um ato instintivo na criança. Mesmo dentro da barriga da mãe, o bebé já chucha no dedo. Basta ver as inúmeras eco grafias em que surge de dedo na boca. Mónica Pinto, pediatra do neuro desenvolvimento, diz-nos que “a chucha é uma forma de auto consolo da criança que pela estimulação oral se aproxima muito do conforto sentido com a mamada e pelo movimento repetitivo serve de relaxante”. O ato de chuchar é, deste modo, um comportamento que oferece conforto e segurança à criança e deve ser encarado como fazendo parte do seu desenvolvimento normal, quando não se torna excessivo.

Joaquim Vítor, psicólogo, considera que o uso da chucha é uma forma do bebé encontrar o seu equilíbrio e auto gerir-se. No entanto, “é importante que a criança encontre outras formas de se gerir e, portanto, é fundamental equilibrar e limitar a utilização desta ‘ferramenta’”, sublinha o psicólogo.

Com bom senso e algumas regras no seu uso, os benefícios da chupeta são vários: proporciona conforto sem a presença de um adulto, estimula a sucção e aleitamento, facilita a digestão e fortalece a musculatura oral. Os movimentos rítmicos, a sensação de conforto e até de companhia trazida pela chucha têm o poder de organizar mentalmente o bebé, de o serenar quando chora, de induzir o sono e até de afastar temores. Mas lembre-se: a chucha não pode substituir o carinho dos pais e, como tal, não deve ser dada sempre que o pequeno chora. Opte antes por segurá-lo ao colo e dar-lhe atenção.

Qual a melhor altura?

Para a maior parte das crianças pequenas, a chucha é, em menor ou maior grau, uma companheira indispensável. E falamos em maior parte das crianças porque nem todas precisam de usar chucha: “algumas encontram outras formas de auto consolo, pelo que o seu uso não deve ser incentivado se não for necessário”, adverte a pediatra do neuro desenvolvimento.

Mas se a sua utilização for desmedida e prolongada poderá trazer problemas para a criança e dificultar o seu abandono. Quem nunca ouviu a preocupação de um pai ou de uma mãe receosos de que os dentes do filho fiquem tortos, que a criança não deixe de chuchar no dedo, que o faça em todo o lado ou que não consiga largar a chucha?

De facto, embora algumas crianças dispensem o uso da chucha (sim, há crianças que a recusam) ou então abandonarem-na de livre e espontânea vontade, outras parecem nunca querer fazê-lo. Se entre os dois e os três anos o uso da chucha não levanta habitualmente preocupações aos pais, a partir desse momento a maioria dos progenitores acha que o filho, que corre e fala com certa fluência, é já "demasiado crescido" para continuar a usar a chupeta e começa a pensar de que forma poderá afastá-la da criança. Mas a tarefa não se avizinha fácil.

Embora não exista uma idade adequada para as crianças largarem a chucha, os especialistas recomendam que se desencoraje o uso deste acessório a partir dos dois anos. Mónica Pinto explica-nos que “a partir da idade em que a criança começa a falar, a chucha começa a ser um empecilho uma vez que funciona como uma rolha e inibe a produção de sons”. Por essa razão, a pediatra recomenda que “no segundo ano de vida se tente reduzir o uso da chucha durante o dia e que esta seja reservada para situações de consolo ou para adormecer”, sendo que entre os dois e os três anos devem tentar o abandono definitivo da chucha.

Evite métodos radicais

Largar a chucha nem sempre é uma transição fácil para as crianças e muitos pais não sabem como ajudá-las a abandonar um hábito que as acompanha há tanto tempo. Neste processo, uma coisa é clara: nenhuma criança abandona facilmente o hábito de chuchar de forma contrariada e forçá-la só vai piorar a situação.

Como tal, a retirada “brusca” da chucha, o uso de métodos como mergulhar a chupeta em substâncias amargas, deitá-la no lixo, ameaçar ou castigar estão fora de questão, podendo mesmo ter o efeito contrário aquilo que se deseja. “As estratégias negativas ou punitivas raramente ajudam a superar a ansiedade na criança e pelo contrário podem agravar a sua dependência e instabilidade e ser causa de birras. Deve sempre tentar-se de forma positiva e mostrando à criança como está crescida, como a chucha é dos bebés, apelar à sua autonomia e vontade e não usar estratégias que a rebaixem ou agridam”, sublinha Mónica Pinto.

Então, o que fazer? Em primeiro lugar, é preciso arranjar uma grande dose de paciência e compreender que este processo poderá demorar algum tempo, com crises de mau feito e choro à mistura, avanços e retrocessos. Por exemplo, se a criança resistir muito a esta mudança, é importante perceber porque é que precisa tanto da chucha e modificar o que está na base dessa dependência. Depois, é importante ir preparando a criança para o cenário pós-chucha, favorecendo sempre o desenvolvimento emocional saudável.
Durante esta fase é importante que não se fale muito na redução do uso da chucha à criança, pois podemos estar a intensificar o desejo que o pequeno tem de obter o objecto proibido. Para Joaquim Vítor, este deve ser um processo progressivo e positivo, no qual a criança deve começar por deixar de usar a chucha nos contextos em que depende menos deste objecto, ao mesmo tempo que se introduzem outras estratégias de auto regulação.

Comece por explicar à criança que já está a ficar muito crescida e que já não necessita de andar com a chupeta durante o dia. “O ideal será a criança ir ficando progressivamente menos dependente da chucha, reduzir a sua frequência de dia, passando a usá-la somente à noite, até que a abandona totalmente porque deixou de haver necessidade ou porque se encontraram outros elementos de conforto (aquela boneca que está na cama ou a almofada fofinha a que se abraça)”, explica o psicólogo.

Estratégias para abandonar a chucha


O uso da chupeta é um hábito que pode ser difícil de abandonar. Felizmente, há algumas medidas que os pais podem implementar para facilitar a separação desse objecto tão querido:

- Estabeleça uma data, em conjunto com a criança, para deixar a chupeta e começar a preparar esse momento progressivamente. Comece a restringir o seu uso, usando-a apenas para dormir ou em momentos de crise e não ao longo do dia.

- Não inicie este processo em simultâneo com outros acontecimentos importantes, tais como o nascimento de um irmão, a mudança de casa ou de escola. É neste tipo e momentos que a criança mais necessita de se sentir segura.

- Não force. Não esconda, nem deite fora a chucha de um dia para o outro, à revelia do seu filho. Vai chegar um dia em que a criança vai tomar a iniciativa de dormir sem este acessório. Esse é o melhor e mais eficaz método: respeitar o seu timming.

- Sempre que o seu filho peça a chucha, tente dirigir a sua atenção para outras actividades, sublinhando que estas já são "coisas de gente crescida".

- Avise todas as pessoas com quem a criança convive de que tomou decisão de iniciar o processo de retirada da chucha (família, amigos e creche). Convém que todos os que interagem com a criança estejam por dentro do plano e cumpram as indicações.

- Evite censurar ou fazer comentários negativos. Felicite a criança pelos progressos adquiridos, reforçando o comportamento de “menino(a) crescido(a)”, e recompense-a com uma dose de mimos e brincadeiras.

- Quando a chupeta começar a ficar deteriorada, aproveite esse facto para se ver livre dela. Numa conversa directa e simples, explique à criança que a chupeta está estragada e já não é seguro utilizá-la, por isso, está na hora de ir para o lixo. O ideal é que seja a própria criança a deitar a chupeta no lixo. 

A verdade é que são muitas as estratégias utilizadas pelos pais e que podem surtir efeito. Mónica Pinto revela-nos que um exemplo que costuma funcionar quando as crianças estão na creche é organizar uma visita ao jardim zoológico e, depois de combinado com os funcionários, tratadores e todo o grupo de crianças, se dá a chucha aos macacos. “Assim, e com a ajuda dos pais, as crianças deixam de vez a chucha, até porque vêem os macacos a brincar com as suas chuchas e percebem que se foram de vez, ao mesmo tempo que é uma aventura”.

O importante é ser consistente na sua decisão, não voltar atrás com a sua palavra e encontrar formas alternativas de consolo que a criança possa ter sempre que necessite de se acalmar, como um boneco, uma almofada ou uma fralda. E, claro, como realça o psicólogo, envolver a criança em todo este processo, apoiando-a e explicando-lhe as razões para a retirada da chucha. Ao agir desta forma a despedida da chucha poderá ser mais fácil.

Fontes:
- Joaquim Vítor, psicólogo
- Mónica Pinto, pediatra do neuro desenvolvimento
- O Livro da Criança, de Mário Cordeiro, A Esfera dos Livros